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22 maio 2018

BELO HORIZONTE-MG - De 33 asilos só três têm baixo risco à saúde

De 33 instituições avaliadas na capital, apenas três apresentaram baixo risco sanitário.

                 Uma pesquisa feita pela Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG em 33 Instituições de Longa Permanência para Idosos - ILPIs privada e filantrópicas de Belo Horizonte-MG constatou que a maioria possui alto risco sanitário e uma série de inadequações quanto à higiene na manipulação de alimentos. 
                 Das instituições avaliadas na capital, 30 apresentaram risco sanitário médio ou alto.

                 Quando verificados critérios operacionais que impactam mais a segurança dos alimentos, como armazenamento dos produtos, a situação é ainda pior, e apenas um local tem qualidade sanitária boa. 

                 Nos demais, a situação é precária ou inaceitável. Os resultados foram divulgados nesta Segunda-feira (180521), junto com outro estudo também da UFMG, realizado em quatro ILPIs, que mostra que quase metade dos idosos estão desnutridos.

                 A pesquisa feita pela engenheira de alimentos Alice Rossi Barbosa, na pós-graduação em ciência de alimentos, aponta problemas em todas as etapas de preparação e administração das refeições. 

“As instituições que ocupam casas antigamente destinadas a moradias têm cozinhas domésticas. Elas herdaram a estrutura e não tiveram a adequação necessária para desempenhar a atividade”
                 Disse Alice, que passou um dia em cada uma das instituições, no ano passado.

“Faltam telas nas portas e janelas, o que permite que moscas que tenham pousado em fezes entrem e pousem no alimento pronto, o que pode desencadear grande problema para a saúde dos idosos. 

A ausência de bancadas interfere no aspecto higiênico da produção de alimentos: como há pouco espaço, o alimento cru fica perto do preparado, o que aumenta o risco de contaminação”
                 Afirmou.

                 Segundo a pesquisadora, há falhas na execução do procedimento de higienização, produtos como álcool 70%, utilizado para limpar as mãos, não são encontrados na área de manipulação dos alimentos. 

                 Além disso, os manipuladores têm pouco conhecimento na área de segurança de alimentos. Durante o levantamento, foi encontrada carne sem indicação de validade e em temperatura inadequada.

“Tudo isso aumenta a possibilidade de surto de origem alimentar entre os idosos, uma população considerada de risco, que tem sistema imunológico deprimido e quadros de desnutrição”
                 Disse Alice

                 Segundo a pesquisadora, instituições filantrópicas tiveram resultados melhores do que as das privadas, devido à maior proximidade com o poder público. Para Alice, em ambos os casos, falta fiscalização especializada e atenta à segurança alimentar.

Saiba mais

                 Número
                 A Prefeitura de BH não informou o número de ILPIs na cidade, mas, segundo a pesquisadora Alice Rossi, ela recebeu da Vigilância Sanitária uma lista com 180 instituições.

                 Cardápio
                 Diariamente são oferecidos nas instituições leite, frutas, arroz, feijão, carne e legumes e/ou verduras.

                 Dados
                 Segundo o IBGE, há 299.572 pessoas com mais de 60 anos em BH.

Quase metade dos idosos são desnutridos

                 Praticamente metade das pessoas que vivem em quatro Instituições de Longa Permanência para Idosos - ILPIs na capital são desnutridos e sofrem com perda de massa muscular, apontou a pesquisa da UFMG.

“Temos pessoas vulneráveis que, pela idade e pelas doenças associadas, são mais frágeis e demandariam cuidado mais rigoroso, e isso não acontece. Não há individualização na atenção ao idoso, todos são tratados como iguais, não se atende a quem mais precisa. Quem não tem dente não recebe comida pastosa, por exemplo”
                 Disse a professora do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG, Maria Isabel Correia, que orientou a pesquisa da nutricionista Isabella Ribeiro de Souza.

                 Segundo o estudo, a maioria das instituições não tem nutricionista. Grande parte dos idosos apresenta ingestão proteica e calórica inadequada. 

“São poucas verduras e frutas e muitas frituras e carnes gordurosas”
                 Afirmou.

Cardápio é adequado, diz secretaria

                 A Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania de BH informou que os cardápios das ILPIS são pautados pela alimentação saudável e adequada. Segundo a pasta, são priorizados hortaliças, frutas e alimentos processados. 
                 O cardápio é composto por seis refeições ao dia.

                 A secretaria informou que uma equipe visita instituições conveniadas com a prefeitura a cada 15 dias para analisar as condições da produção de alimentos. 

                 Se problemas forem encontrados, os coordenadores são orientados. A pasta disse que também forma manipuladores de alimentos.

                 Com Informações de: MinasHoje.

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