Homem se passou por médico e pediu dinheiro para fazer procedimentos.
Suposto médico conhecia histórico dos pacientes; Polícia Militar foi acionada.
Duas mulheres quase caíram em um golpe em Montes Claros-MG no Sábado (160827).
Elas acompanhavam pacientes que esperavam por atendimento em um hospital no Bairro Alto São João, quando receberam ligações de um homem, que se passava por médico, sugerindo o pagamento de valores para custear procedimentos de saúde.
O homem pedia que fosse depositada certa quantia em dinheiro para que o processo fosse executado.
Suspeitando da situação, as mulheres acionaram a polícia.
Segundo uma das vítimas, o homem se apresentou como doutor Bruno e solicitou a ela uma quantia de R$1.500,00. O homem tinha informações específicas sobre o estado de saúde do marido dela, que esperava por atendimento na unidade de saúde, onde está internado pelo SUS.
O dinheiro seria para custear um procedimento.
Alguns minutos depois, outra mulher, no mesmo hospital, passou pela mesma situação. A ligação pedia pagamento de R$3.500,00, para custear um exame que não seria coberto pelo plano de saúde do marido.
Novamente, o autor da ligação tinha informações sobre o quadro clínico do esposo dela, internado há um mês no hospital.
Nos dois casos, as ligações foram feitas de números desconhecidos e exigiam rapidez para que o depósito do dinheiro fosse feito. Em fevereiro deste ano, um caso parecido ocorreu no mesmo hospital.
Uma mulher, que também tinha um familiar internado na unidade de saúde, depositou R$1.500,00 na conta de um estelionatário.
A Polícia Militar registrou boletim de ocorrência do caso e irá repassar a situação para investigação e acompanhamento da Polícia Civil.
Em nota, a Fundação de Saúde Dilson de Quadros Godinho, mantenedora do Hospital Dilson Godinho, onde o caso foi registrado, alertou aos pacientes para a ação criminosa e esclareceu que o tratamento dos pacientes internados pelo Sistema Único de Saúde - SUS são inteiramente gratuitos, e que os valores referentes aos demais pacientes internados nesta instituição são negociados diretamente na tesouraria do hospital e jamais por telefone.
A instituição afirma ainda está tomando providências junto às autoridades policiais para que os casos denunciados sejam devidamente apurados.