Novo caso teria ocorrido um dia após fim de uma medida protetiva que o impedia de se aproximar dela. Defesa nega; situação é apurada pela Corregedoria, dizem bombeiros.
O Comando-Geral do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal informou na noite de Terça-feira (180123) ter afastado um tenente-coronel da corporação suspeito de voltar a agredir a ex-mulher.
O caso teria ocorrido no último fim de semana, um dia após o fim do prazo de uma medida protetiva que o impedia de se aproximar dela.
“Ele me pegou pelo braço e pelas costas e me jogou. Quando ele me jogou, eu caí e rolei pela calçada na frente do estabelecimento. E aí me gerou as lesões no cotovelo, no braço, no outro braço, um hematoma”
Disse a vítima em entrevista à TV Globo.
“Estou denunciando ele hoje pela primeira vez porque já não aguento mais as ameaças.”
A defesa do tenente-coronel, Cláudio Lúcio de Araújo Góes, disse que uma primeira denúncia de agressão foi arquivada por ser falsa, assim como os novos relatos.
Segundo o advogado do tenente-coronel, a ex-mulher retirou objetos da empresa que os dois tinham juntos, e da qual ela não é mais sócia.
Desde 2016, o bombeiro é chefe de gabinete do comandante-geral da corporação. Ele e a ex foram casados por 18 anos e têm três filhos. Segundo ela, as agressões começaram em 2016, quando ainda eram casados.
A vítima diz ainda que ele já tinha desrespeitado a medida protetiva por duas vezes.
O Comando-Geral do Corpo de Bombeiros disse que aguarda informações da Corregedoria para esclarecer os fatos e tomar as medidas necessárias.
Também declarou que vai garantir direito à ampla defesa do tenente-coronel.
Estatísticas
Todos os dias no DF, 40 casos de violência doméstica são registrados em delegacias. Segundo a chefe da Delegacia de Atendimento à Mulher, Sandra Melo, os números são ainda maiores: a estimativa é de que 40% dos casos não sejam denunciados, ou por medo ou vergonha.
Por isso, frisa que é importante denunciar sempre: seja a primeira ou a décima vez.
Em todo 2017, foram reportados 14.720 casos. Um aumento de 10,5% em comparação com 2016.
Para a delegada, a violência normalmente se repete, e a maioria dos agressores têm entre 25 e 40 anos, personalidade dominadora e com dependência de álcool ou drogas.
Com Informações de: G1.
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