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30 julho 2017

UNIVERSAL - A Inteligência Insuperável da Abelha na Construção do mel

Ao longo da história, a humanidade já se alimentou, se banhou e até se tratou com mel, um dos poucos alimentos que se mantêm frescos mesmo após séculos ou mesmo milênios graças a uma composição química perfeita.

               A imagem acima é de uma pintura rupestre, talvez a mais famosa, que ficava nas paredes de cavernas de Araña em Valência, na Espanha
               Ela mostra uma pessoa pendurado em uma espécie de cipó, se esticando para alcançar uma colmeia e coletar mel de abelhas silvestres.

               Estima-se que foi pintada há cerca de 8.000 anos, prova de que, ao menos desde então, nós nos arriscamos para conseguir essa delícia que as abelhas produzem com a ajuda das flores.

               O sabor do mel, a segunda coisa mais doce que se encontra na natureza depois das tâmaras, encanta o ser humano desde que ele passou a ficar na posição ereta.

               E o mais assustador é que, se o autor dessa pintura oito milênios atrás tivesse deixado um pote de mel no mesmo lugar, é muito provável que ele ainda estivesse bom para comer - no caso, o professor Jaime Garí Poch, que descobriu as cavernas onde estava a pintura no início do século 20, teria sido o agraciado com o pote.

               Mas o que tem no mel para que se mantenha fresco por tanto tempo?


Em toda parte

               Ao longo da história, a humanidade já se alimentou, se banhou e até se tratou com mel.

               Em uma tábua de argila de Nippur, o centro religioso dos sumérios no Vale do Rio Eufrates, que data aproximadamente do ano 2.000 a.C., há uma receita escrita para cuidar de machucados desta forma: 

"Moer até que a areia do rio vire pó (faltam algumas palavras) e amassar com água e mel, azeite puro e óleo de cedro e colocar quente sobre a ferida".


               No Antigo Testamento, a terra de Israel é chamada "terra que corre leite e mel". Depois, no Novo Testamento, conta-se que João Batista comia gafanhotos com mel silvestre.

               O grande guerreiro cartaginês Aníbal deu ao seu exército mel e vinagre quando cruzaram os Alpes em elefantes para lutar contra Roma.

               Para a medicina chinesa, o mel tem uma característica equilibrada (não é yin nem yang) e atua de acordo com os princípios do elemento Terra, entrando no pulmão, no baço e nos canais intestinais, segundo textos antigos.


               Durante a dinastia Zhou Oriental (770-256 a.C.), um dos manjares reservados para a realeza era uma mistura de mel com larvas de abelha. Nas Poesias de Chu, uma antologia antiga (século 11 a.C-223 a.C.), se fala de vinho e mel.

               E, no antigo Egito, os faraós partiam para outro mundo carregados de mel. Arqueólogos modernos encontraram uma vez ou outra nas antigas tumbas egípcias vasilhas de mel de milhares de anos que estavam perfeitamente conservadas.

               São poucos os alimentos que sobrevivem com o passar do tempo. As batatas dessecadas dos incas são um exemplo, mas, diferentemente do mel, elas foram processadas. Se você encontra sal ou arroz seco em uma tumba antiga, no meio do nada, é provavel que você consiga utilizá-los para preparar um prato sem problemas.

               Mas a diferença está aí: você precisará preparar algo. O mel guardado de maneira apropriada dura por um tempo indefinido, e, se você encontra um pote em uma tumba no meio do nada, supostamente pode se lambuzar com ele.


Como é possível?

               A "magia" acontece por uma série de fatores que operam na mais perfeita harmonia.

               O mel é um açúcar, e os açúcares são higroscópicos. 
               Isso significa que eles têm pouca água, mas podem absorver a umidade se expostos a ela.

               São raros os microorganismos que podem sobreviver em um ambiente assim. Para que algo estrague, é preciso haver algo que gere esse processo - mas o mel é um "hospedeiro" ruim para eles, então, costumam se manter longe dele. Ao mesmo tempo, o mel é extremamente ácido. 
               Seu pH fica entre 3 e 4,5 (7 seria neutro), e essa acidez mata microorganismos.

               Quando as abelhas fazem o mel, elas coletam com o néctar das flores e, depois, o regurgitam no favo. Ao fazer isso, há uma mistura com uma enzima que elas têm no estômago, a glicose oxidase.

               O néctar se decompõe em ácido glucônico e peróxido de hidrogênio, a famosa água oxigenada, muitas vezes usada para limpar feridas por matar bactérias e que protege o mel de coisas que queiram "crescer" nele.

               Assim, esse "tesouro dourado" é eterno por ser extremamente doce e ácido, o que impede que qualquer bicho sobreviva - além disso, tem um antiséptico natural.









               Com Informações de: G1.

03 julho 2017

SÍRIA - Atentado com carro-bomba deixa ao menos 20 mortos em Damasco

Outros dois carros-bomba que seriam detonados foram interceptados pelas forças de segurança. 
É o pior ataque na capital da Síria desde março.


               Um atentado suicida com carro-bomba deixou ao menos 20 mortos em Damasco, capital da Síria, neste Domingo (170602). 

               Outros dois carros-bomba que seriam detonados foram interceptados pelas forças de segurança antes de atingir seus alvos, informou a TV estatal síria.

               O Ministério das Relações Exteriores da Síria disse em comunicado enviado à secretaria geral da ONU e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que 20 pessoas morreram, afirmou a agência estatal de notícias Sana.

               De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos - OSDH, ONG que acompanha o conflito sírio, ao menos 21 pessoas morreram.

               Entre as vítimas estão civis, soldados e o próprio homem-bomba que estava no veículo. Vários feridos estão em estado grave, segundo o OSDH.

               De acordo com o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, forças de segurança alcançaram os motoristas dos oitros dois carros na entrada de Damasco
               Os dois homens morreram.

               As autoridades afirmaram que os suicidas pretendiam atingir áreas movimentadas no primeiro dia de trabalho após o feriado do Eid al-Fitr.

"Ouvimos disparos às 6h (meia-noite deste domingo em Brasília) e, depois, houve uma explosão, que arrebentou as janelas dos edifícios do bairro"
               Relatou à AFP Mohamed Tinawi, que mora na praça Tahrir.

               Ele contou ainda à agência de notícias ter visto voluntários do Crescente Vermelho socorrendo dois militares, carros carbonizados e danos materiais no posto de controle das forças de segurança.

               Nenhum grupo reivindicou de imediato responsabilidade pelas detonações.

               Esse é o pior ataque na capital síria desde março. Naquele mês, dois atentados suicidas deixaram em menos de duas horas um saldo de 32 mortos. Cinco dias antes, uma ex-facção Síria da Al-Qaeda reivindicou a autoria de um outro atentado, que fez 74 mortos no centro histórico de Damasco.


Helicóptero derrubado

               Ainda segundo o Observatório Sírio, membros do grupo Estado Islâmico - EI derrubaram um helicóptero do Exército da Síria nos arredores da cidade de Deir er Zor, matando quatro pessoas que estavam a bordo da aeronave e deixando outras nove feridas.

               O grupo não detalhou se os mortos são soldados ou civis - apenas explicou que estavam a bordo do helicóptero militar.


Raqa

               Também neste Domingo, as forças apoiadas pelos Estados Unidos na Síria entraram pelo sul do bastião de Raqa pela primeira vez, cruzando o Rio Eufrates, relatou o OSDH.

               Após um cerco que durou meses, as Forças Democráticas Sírias - FDS - uma aliança de combatentes curdos e árabes - bloqueou na Quinta-feira (170629) a última saída que permitia a fuga dos combatentes do grupo Estado Islâmico - EI da cidade, ao tomar uma região ao sul do Eufrates.

"Hoje, [as FDS] entraram pelo sul de Raqa pela primeira vez e tomaram o mercado de Al-Hal"
               Anunciou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, neste Domingo. 

"O mercado está sob controle total das FDS, ainda que sob ameaça de contra-ataque do EI"
               Ressaltou.

               A reconquista de Al-Hal foi confirmada pelas FDS.

               Tomada pelos extremistas em 2014, Raqa se transformou em símbolo das atrocidades cometidas pelo EI, além de se tornar base para o planejamento de atentados contra os países estrangeiros.

               Segundo a ONU, mais de 100 mil civis permanecem presos em Raqa.

               Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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