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31 outubro 2020

RIO ACIMA-MG - Bombeiros resgatam motociclista que sofreu queda em trilha

Resgate de motociclista que sofreu queda em trilha.


                 Bombeiros foram solicitados para atender ocorrência em que motociclista que sofreu queda em uma trilha no Morro do Careca, em Rio Acima-MG.

                 O Helicóptero Arcanjo foi acionado e deslocou para a Trilha para auxiliar na remoção e encaminhamento da vítima a uma unidade de saúde.

                 Segundo solicitante, motociclista sofreu queda na trilha e está consciente, porém com fratura no braço direito, sentindo muita dor.


                 Vítima masculina, consciente, 56 anos, sofreu fratura no braço. 
                 Foi resgatado e levado ao HPS João XXIII pela equipe do Arcanjo.






                 Com Informações de
CBMMG - RIO ACIMA-MG.

21 agosto 2020

MINAS GERAIS - O Segundo estado em mortes por Coronavírus em Agosto e não tem perspectiva de sair do 'platô'

Especialistas destacam que estabilidade se manteve com números altos de casos e mortes decorrentes da doença e que 'não é momento para relaxar'. Em duas semanas, Grande BH tem mais de 550 mortes causadas pela Covid-19 e total chega a 1.561.


                Pouco mais de um mês após Minas Gerais afirmar ter chegado ao "platô" da pandemia, a circulação e a infecção pelo Coronavírus ainda não estão em um patamar confortável, alertam especialistas. 

                Nas duas primeiras semanas de Agosto, o estado registrou o segundo maior número de mortes provocadas pela Covid-19 no Brasil: 1.183 Casos. Os mineiros ficaram atrás apenas dos paulistas em relação a vidas perdidas pela doença. 
                O estado vizinho teve 3.544 óbitos no mesmo período. 


              Apesar de Minas estar no topo deste ranking, nesta Terça-feira (200818), o secretário de Estado de Saúde Carlos Eduardo Amaral mostrou otimismo em relação à redução do número de óbitos.

“De uma forma geral, nós vemos que os óbitos, baseados na data do óbito constatado, estão realmente com uma tendência a equilíbrio. O máximo que nós tivemos até agora foi em torno de 80 óbitos diários, isso já em meados de julho, e nós estamos vendo uma tendência a um início de uma queda. Porque ainda está um pouco precoce nós definirmos isso, mas parece claro que parou de haver um incremento no número de óbitos”
                Disse ele em entrevista coletiva.

                A hipótese é contestada pelo professor de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG Ricardo Takahashi, que lidera estudos referentes à evolução da Covid-19. As projeções apontam que há tendência de oscilação em torno dos números atuais, sem previsão para queda.

“Minas tende a oscilar em torno deste número atual. Vai demorar a cair número de óbitos. Mas não tende a disparar”


Veja o número de mortes por Covid-19 na primeira quinzena de Agosto


                Levantamento foi feito considerando o número de óbitos registrados entre 1º e 15 de Agosto.

                Em relação a Casos Positivos no mesmo período, Minas Gerais é o terceiro colocado, com 41.529 novos registros, atrás da Bahia, com 45.453 e São Paulo, com 145.212
                Segundo Takahashi, os números do estado podem ser piores, já que a testagem é baixa. 

“É dificílimo comparar a situação de Minas com outros estados, porque cada um tem um protocolo para testes e aqui se testa pouco."

                Para o pesquisador, a pandemia pode sinalizar certa estabilidade, mas os números, que permanecem elevados, sinalizam que o “platô” será mais duradouro no estado do que estimado, especialmente por causa do protocolo adotado pelas prefeituras em relação à abertura ou ao fechamento do comércio.

“Em Minas, teve um lado positivo, que a situação não chegou a ficar descontrolada, não teve a catástrofe de hospitais hiperlotados. 

Mas isso causa, como efeito colateral, um platô mais duradouro que outros lugares. 

É um platô que demora a cair. Se permanecer nesta lógica de abrir comércio, deixar funcionando mais ou menos normalmente e, quando os índices começam a subir e chegam perto do limite, fechar de novo, acaba sendo um ciclo que tende a permanecer. 

É um ciclo que a gente não pode dizer que está fora do controle. Está sob controle. Mas será assim por meses”.

                O epidemiologista Stefan Vilges, que atua no Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia-MG, contesta a hipótese de estabilidade do casos de contágio do Coronavírus.

“Existia discurso de potencial estabilização. Isso não se mostrou nas últimas semanas. 

(...) E a gente sabe das limitações dos dados, substantificações, as [baixas] testagens. Discurso de estabilidade é bem precoce. 

E mesmo que esteja ocorrendo estabilidade, não é o ideal que este platô esteja num volume alto de casos. Não adianta ter estabilidade com número alto de casos.”

                Segundo Stefan, a baixa testagem afeta o índice de contágio, chamado RT, que a Secretaria de Estado de Saúde afirma estar próximo de 1. 

"Observamos nos últimos dias uma defasagem de testagem. Ela não tem sido sistemática e progressiva. Se tem kit, se testa, se não tem, não testa. Quem procura, acha. Quanto mais testar, mais casos vai ter”

                O infectologista Leandro Curi, que trabalha no enfrentamento à Covid-19 em Contagem-MG e em Ibirité-MG, também não vê sinal de queda dos números nos próximos dias. 
                E reforça que o momento ainda não é para relaxar.

“Estávamos esperando um pico, mas este pico nunca chegou. E quando chegou o platô, a gente ficou no plano, mas lá no alto. Estabilidade não significa em momento nenhum conforto. É uma estabilidade ruim. É uma realidade que não dá para relaxar. Ainda não sabemos se está acabando”
                Disse.


Leitos de UTI

                Em contraponto aos números recordes do estado, a taxa de ocupação de leitos mostra uma leve queda nos últimos dias. No início do mês, a taxa de ocupação de leitos de UTI estava em 68%. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, 1.020 pacientes com sintomas de Covid-19 estavam internados no dia 2 de Agosto. 
                Duas semanas depois, a taxa de ocupação caiu para 64%. São 961 pessoas com suspeita ou confirmação da doença internados nestes leitos.

                Mas a Região Central continua com índices mais elevados. 
                Betim-MG está com 97,5% da capacidade de leitos de UTI ocupados. Belo Horizonte-MG, Nova Lima-MG e Caeté-MG que aparecem juntas na contabilização, estão com 78,33% de ocupação. Contagem tem o menor índice da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com metade (50,83%) das vagas em UTI ocupadas. O estado contabiliza a ocupação de leitos Covid-19 e não-Covid-19, sem separação.

                Stefan Vilges criticou a forma como o estado contabiliza a ocupação de leitos, somando as unidades Covid e não-Covid. Como o G1 mostrou, dos 3.885 leitos de terapia intensiva em Minas Gerais, 1.110 são habilitados no SUS para tratamento da doença, segundo o Ministério da Saúde. O número de pacientes internados já passou de mil, bem próximo à quantidade de estruturas disponíveis.

                O estado disse que faz remanejamentos, quando há demanda, e que não é possível dizer o número total de UTI disponíveis só para Covid-19, já que podem ter outros leitos não habilitados. 


“Acaba criando sensação que não é verdade”
                Afirmou o pesquisador.

O que diz o governo

                A Secretaria de Estado de Saúde respondeu aos questionamentos do G1 depois da publicação da reportagem, nesta Quarta-feira (200819). 
                Leia na íntegra:

"Em relação ao número de óbitos, é importante destacar a mudança na metodologia adotada pela SES-MG na divulgação das informações, diferenciando a data da constatação do óbito e a data da notificação.


O número divulgado é um compilado de vários óbitos e não significa que eles aconteceram nas últimas 24 horas. Quando se avalia a data da ocorrência do óbito, o cenário indica uma tendência de estabilização.


É importante ressaltar que a curva da pandemia no estado teve um formato diferenciado, evitando um pico que estrangulasse a capacidade de assistência, diminuindo o número de óbitos. Isso possibilitou que Minas Gerais apresentasse a menor taxa de mortalidade do país. Ao falar de óbitos qualquer número gera desconforto, por isso a SES-MG continua trabalhando para combater a pandemia, trabalhando em consonância com as melhores práticas internacionais no que tange suas responsabilidades."

Região Metropolitana de Belo Horizonte tem mais de 550 mortes pela Covid-19

                A Região Metropolitana de Belo Horizonte levou quase dois meses e meio para registrar as primeiras 500 mortes causadas pelo Coronavírus. Mas em apenas 15 dias de Agosto foram contabilizadas 557 novas mortes. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde entre os dias 3 e 18 e, se comparado com as duas últimas semanas de Julho, quando foram confirmadas 369 mortes, o aumento foi de 50,9%.

                A capital lidera o número de óbitos e chegou a 815 confirmados até esta Terça-feira (200818). Nos últimos 15 dias foram 263 novas mortes. 
                Confins-MG, Florestal-MG, Itaguara-MG, Nova União-MG e Rio Acima-MG, são as únicas cidades que não registraram óbitos pela Covid-19 na Região Metropolitana, que contabiliza 1.561 mortes por causa da doença.

                Já o número de casos confirmados no mesmo período na Região Metropolitana de Belo Horizonte foi de 13.694. Redução de 0,7% em relação às duas últimas semanas de Julho, quando foram 13.793 registros. 

                Ao todo, são 52.519 Casos de Coronavírus distribuídos nos 34 municípios que fazem parte da região. Contagem é segunda cidade com mais casos e, em 24 horas já são 456 novas notificações, chegando a 5.962.

                Com Informações de: G1.

27 janeiro 2020

MINAS GERAIS - Defesa Civil confirma 30 mortes na Grande BH por causa das chuvas

Risco de deslizamentos é grande em nove cidades da região.


                O número de mortes em razão das chuvas em Minas Gerais subiu para 30. O número foi atualizado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil no início da noite deste Sábado (200125). Além dos óbitos, há:

                911 desabrigados,
                620 desalojados,
                17 pessoas desaparecidas,
                07 feridos.

                De acordo com a Defesa Civil, há risco grande de deslizamento em nove cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte

                Belo Horizonte-MG,
                Betim-MG,
                Brumadinho-MG,
                Contagem-MG
                Ibirité-MG
                Nova Lima-MG,
                Ribeirão das Neves-MG,
                Rio Acima-MG
                Sabará-MG

                Em Belo Horizonte, somente neste Sábado (200124) foram registradas 72 ocorrências desse tipo.

                Entre a Quinta e a Sexta-feira, o volume foi o maior registrado desde que teve início o monitoramento, no ano de 1910.

                A previsão é que a intensidade das chuvas reduza-se a partir deste Domingo (200126).

                A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar continuam trabalhando no atendimento de ocorrências tanto de risco geológico, como deslizamentos e soterramentos, quanto ao de risco hidrológico, como alagamentos e inundações.

Situação de Emergência 

                O governo federal decretou, de forma sumária, situação de emergência em Belo Horizonte e Contagem, Minas Gerais, e também em quatro cidades capixabas.

                Equipe do Ministério do Desenvolvimento Regional atua em apoio aos trabalhos de resposta às fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana de Belo Horizonte e o Espírito Santo

                Profissionais da Defesa Civil Nacional estão em ambas as localidades para auxiliar na mitigação dos danos humanos e materiais causados pelos desastres.

                A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil - SEDEC, do Ministério do Desenvolvimento Regional, elevou o status de operação do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres - CENAD para alerta máximo.

                Neste Sábado (200125), o governo realizou reunião com representantes de diversos órgãos para traçar um plano de ação nos municípios mais afetados pelas chuvas.

                Com Informações de: G1.

25 janeiro 2020

MINAS GERAIS - Temporais atingem cidades e causam mortes

Na cidade de Ibirité, o deslizamento de um barranco provocou um soterramento. Em Unaí as chuvas estão fortes, mas tudo corre bem até o momento.


                Diversas cidades em Minas Gerais foram atingidas por fortes temporais. As chuvas ocasionaram deslizamento de terras, alagamentos, danos a estruturas como prédios, casas e vítimas. Na cidade de Ibirité-MG, o deslizamento de um barranco provocou um soterramento. Até a noite desta Sexta-feira (200124), duas mortes haviam sido confirmadas.

                Segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, as fortes chuvas atingiram não somente a Região Metropolitana de Belo Horizonte-MG, mas também outros municípios, como:

                Ouro Preto-MG
                Divinópolis-MG
                Conselheiro Lafaiete-MG
                Congonhas-MG
                Pará de Minas-MG
                Lagoa da Prata-MG
                Entre Rios de Minas-MG
                Muriaé-MG
                Brumadinho-MG.

                Ainda de acordo com o órgão, na noite Sexta-feira havia risco grande de deslizamento em nove cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte

                Sabará-MG
                Rio Acima-MG
                Brumadinho-MG, 
                Contagem-MG
                Nova Lima-MG
                Betim-MG
                Ribeirão das Neves-MG
                Ibirité-MG, 
                Além da própria capital. 

                Há também possibilidade de alagamento e inundação em pontos de cinco cidades: 

                Belo Horizonte-MG
                Nova Lima-MG
                Ribeirão das Neves-MG
                Santa Luzia-MG
                Raposos-MG.

                Na cidade de Ibirité, foi registrado um soterramento. Até a noite desta Sexta-feira (200124), uma mulher uma criança de seis meses haviam sido retiradas, nas duas primeiras mortes desde que a temporada de temporais começou no estado. 

                O Corpo de Bombeiros ainda faz buscas para identificar se há outras vítimas.

Belo Horizonte

                Desde a Quinta-feira (200123), foram 474 ocorrências, segundo a Defesa Civil de Belo Horizonte. A maioria está relacionada a riscos geológicos, como deslizamento de terra (72), deslizamento de encosta (36), alagamentos (54) e tombamento de estruturas.

                O órgão utilizou seus canais nas redes sociais ao longo do dia para indicar os locais com maior intensidade de chuva e pontos de alagamento na cidade. Os informes foram distribuídos também por meio do Whatsapp e de SMS.

                O órgão orientou moradores a evitar esses locais para não se colocar em situação de risco. Também recomendou atenção a sinais como rachaduras na parede e no solo, portas emperradas, inclinação de poste ou de árvores e riscos de deslizamento em barrancos.

                A prefeitura suspendeu as atividades em escolas municipais em razão das chuvas. A administração também orientou outras unidades educacionais a agir da mesma forma. O início das aulas, previsto para 5 de fevereiro, foi suspenso até nova decisão da administração municipal.

Contagem

                Em Contagem-MG, houve pontos de deslizamento de terras e desabamento de casas. Três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital municipal da cidade. Em razão dos riscos, 29 residências foram desocupadas. No total, 240 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. 
                Três abrigos foram montados para acolher famílias nessa situação.

                Durante esta Sexta-feira, foi registrada inundação em um ponto. No início da semana, o prefeito da cidade, Alex de Freitas (sem partido), reconheceu que o problema dos alagamentos está relacionado à ausência de sistemas de drenagem.

“As medidas com relação à drenagem são a retomada de obras que eram do governo do estado e passarão para o município a execução dessas obras, que são bacias de contenção. Há anos que o estado está na execução dessas obras. Esperamos entregar ainda neste ano para que as chuvas do ano que vem já tenha isso”
                Disse o secretário municipal de Defesa Social, Décio Camargos.

Unaí

                Na cidade de Unaí-MG, muitas chuvas caem na tarde e início de noite deste Sábado (200125), mas tudo corre tranquilo. O Rio Preto, que banha a cidade está com níveis baixos, e nenhum alagamento se registra neste período. o Córrego Canabrava, que corta a cidade, está com níveis altos, mas nada alarmante, e no período da noite, mesmo com chuvas fortes, nenhum registro de alagamento ou desabrigados. 
                Tudo sob controle. 

                A maior preocupação vem do transbordamento na Usina de Queimados e de moradores ribeirinhas vir a ser desabrigados, porém, tudo, até o momento, está sob controle e não há riscos previsíveis.

                Informações extras de: Unaienses.

                Com Informações de: Paracatu News.

                

23 fevereiro 2019

BELO HORIZONTE-MG - Rio Acima, na Grande BH, abriga represa que ainda não teve estabilidade atestada

Além da barragem inoperante da Mundo Mineração, considerada em 'risco máximo', município sedia o empreendimento em pior situação entre os que devem ser auditadas ainda este ano.

                  A crise de segurança em barragens, que além de espalhar morte e destruição por Brumadinho-MG, na Grande BH, exigiu evacuações de populações vizinhas de complexos minerários em outras quatro cidades mineiras, espalha medo por vários outros municípios, e um dos considerados mais preocupantes é Rio Acima-MG, também na Região Metropolitana da capital. 

                  Além de abrigar a represa de rejeitos abandonada pela Mundo Mineração, considerada em “perigo máximo” pelo Ministério Público, o território municipal abriga o empreendimento em pior situação entre aqueles que ainda precisam ter sua estabilidade atestada este ano. 

                  Duas barragens da Nacional Mineração, do grupo da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, estão entre as 36 estruturas nessa condição no estado, segundo levantamento feito pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SEMAD a pedido do Estado de Minas. Uma delas, a B2 Auxiliar, é a única da lista que, antes mesmo do processo deflagrado pela catástrofe da Vale, em Janeiro, já não tinha estabilidade garantida.

                  Caso o pior aconteça e as barragens B2 e B2 Auxiliar, de 75 metros de altura, se rompam, uma carga de rejeitos de 9.000.000 de metros cúbicos poderia atingir o Rio das Velhas em menos de 20 minutos. 

                  Em caso de rompimento da estrutura, a onda resultante ingressaria no manancial a 10 quilômetros da captação da COPASA de Bela Fama, responsável por abastecer de água 60% de Belo Horizonte-MG.

                  De acordo com o levantamento da SEMAD, assim como as demais 34 estruturas, as represas da Nacional Mineração foram erguidas pelo processo de barramento a montante. É a técnica mais barata e menos estável, uma vez que consiste em aumentar a capacidade do reservatório (alteamento) apoiando os barramentos sobre parte do conteúdo da própria barragem. 

                  É o mesmo processo adotado nas represas que se romperam em Mariana-MG, em 2015, e em Brumadinho-MG, no começo deste ano.

                  As barragens B2 e B2 Auxiliar têm um histórico de preocupação, que levou o Ministério Público da comarca de Nova Lima-MG a conseguir sua interdição na Justiça, em Abril do ano passado, como mostrou o Estado de Minas na época, com exclusividade. 

                  As represas se encontram no Complexo Minerário de Fernandinho, entre Itabirito-MG, Região Central, e Rio Acima. O Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração prevê apenas cinco famílias na chamada zona de autossalvamento, área em que pessoas precisam escapar de eventual acidente por conta própria, já que não há tempo para intervenção de órgãos públicos. 
                  Sirenes de alerta foram instaladas no vale abaixo do barramento para avisar a essa população diretamente ameaçada.

                  Na época em que a Justiça embargou as barragens do Complexo de Fernandinho, a CSN informou que estava fazendo drenagens nas represas, com o desvio do curso d’água que chega à estrutura. 

“Finalizada essa parte, a empresa iniciará o processo de estabilização, com as estruturas sendo removidas e reintegradas à paisagem natural”
                  Informou, por meio de nota, referindo-se ao processo conhecido como descomissionamento.

                  Sem obras contudo, a equipe de reportagem do EM esteve novamente ontem na barragem, onde não se observa nenhum trabalho para reinserir o barramento na paisagem natural, como anunciado na época. Pelo contrário: Toda a estrutura parecia abandonada. Apenas um trabalhador apareceu, caminhando entre os degraus que retêm o minério, e uma caminhonete foi vista em estradas internas. 

                  Na mesma nota divulgada em 2018, a empresa informava que “não há risco, já que todas as medidas para garantir a estabilidade da estrutura estão sendo executadas”, ainda que, um ano depois, tal estabilidade ainda não esteja garantida, segundo a SEMAD.

                  A decisão judicial que paralisou o complexo de Fernandinho foi motivada por ação civil pública baseada em laudos que classificavam como sob risco “iminente de rompimento” a estabilidade geológica e hídrica das estruturas da CSN. Além de determinar a imediata paralisação do descarte de rejeitos nos dois reservatórios, a Justiça deu na época 10 dias para que a mineradora elaborasse e submetesse à aprovação dos órgãos competentes (incluindo o Departamento Nacional de Produção Mineral, hoje Agência Nacional de Mineração, e Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM um plano de ação que garantisse total estabilidade aos barramentos. Por um ano, deveria manter auditoria técnica de acompanhamento e fiscalização das estruturas.

                  Em até 30 dias deve entrar em curso no estado um plano de fechamento de barragens de montante, com prazo de término em janeiro de 2021. O descumprimento das medidas sujeita a empresa a multa diária R$30.000,00, até o limite de R$1.000.000,00.

                  Consultada pelo Estado de Minas, a CSN se limitou a informar, por meio de sua assessoria, que não comentaria o processo de descomissionamento de suas barragens do Complexo de Fernandinho.

                  Com Informações de: Estado de Minas.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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