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26 maio 2020

UNIVERSAL - Placa tectônica gigante abaixo do Oceano Índico tem se dividido em duas

A placa tectônica gigante localizada sob o Oceano Índico está se partindo e poderá ficar dividida em duas partes. É o que revela um estudo publicado na revista Geophysical Research Letters.



                 Chamada Indo-Australiana, a placa tem seguido um ritmo lento em sua separação. A velocidade em que o fenômeno ocorre seria de aproximadamente 1,7 milímetro por ano. Para a humanidade, precisaria levar mais um milhão de anos para que houvesse uma distância de 1,7 km.

                 Para efeitos de comparação, a pesquisadora de geociências marinhas do Instituto de Física da Terra, em Paris, destaca que o Mar Morto, no oriente médio tem sua falha movida aproximadamente 0,4 cm por ano, o que representaria mais que o dobro do fenômeno em questão.

                 Já a de San Andreas, na Califórnia-EUA, chega a se deslocar a 1,8 cm anualmente, o que é mais que 10 vezes a Indo-Australiana. Mesmo esta se dividir em uma velocidade bem abaixo que as outras, já é o suficiente para que os cientistas detectem a situação

“Não é uma estrutura que se move rapidamente, mas ainda é significativa em comparação com outras que estão presentes no planeta. Ela é como um quebra-cabeça. Não é uma placa uniforme. Existem três estruturas juntas que se movem na mesma direção.”

Aurélie Coudurier-Curveus

                 Pesquisadora de geociências marinhas do Instituto de Física da Terra, em Paris


                 O estudo revela que a criação dessa ruptura acontece devido a emersão de uma nova crosta oceânica, a qual rachou a placa por causa da curvatura da Terra.

                 Vale lembrar que o choque de placas tectônicas é o motivo da formação de terremotos e maremotos no mundo. Contudo, um fenômeno do tipo como consequência da movimentação da Indo-Australiana está prevista para somente daqui a 20.000 anos.

                 Com Informações de: Tudo Celular.

23 janeiro 2018

ISRAEL - O que dizem os misteriosos trechos dos Manuscritos do Mar Morto finalmente decifrados

Pesquisadores tiveram ajuda de anotações deixadas por escriba para desvendar 60 fragmentos reunidos, como em um quebra-cabeça, ao longo de um ano.

                 Uma das últimas partes dos Manuscritos do Mar Morto, que ainda permanecia obscura, foi decifrada por pesquisadores em Israel.

                 Sessenta pequenos fragmentos foram reunidos ao longo do período de um ano, o que tornou possível identificar o nome de um festival para celebrar as mudanças das estações.

                 Também foi revelada a existência de um escriba, que revisou e corrigiu erros cometidos por quem escreveu o material.

                 Os 900 manuscritos, supostamente produzidos por membros de uma antiga seita judaica, têm sido fonte de curiosidade desde sua descoberta na caverna de Qumran, no trecho do Mar Morto que fica na Cisjordânia, entre 1947 e 1956.

                 Os Manuscritos do Mar Morto são considerados o exemplar mais antigo da Bíblia Hebraica já encontrado; é datado, segundo estimativas, de 4 a.C.

                 Não se sabe quem escreveu esses textos, apesar de alguns acadêmicos atribuírem a autoria aos essênios, uma seita judaica identificada como essênios.

                 O material foi descoberto por um jovem pastor que procurava por uma ovelha desgarrada.

Fragmentos minúsculos

                 Os fragmentos dos manuscritos foram reunidos pelos pesquisadores Eshbal Ratson e Jonathan Bem-Dov, da Universidade de Haifa, em Israel.

                 Estavam escritos em códigos, e alguns pedaços tinham tamanho inferior a um centímetro quadrado.

                 De acordo com os pesquisadores, os trechos agora decifrados detalham ocasiões especiais que seriam comemoradas pela antiga seita judaica, incluindo um calendário de 364 dias.

                 Além disso, há informações sobre as celebrações do novo trigo, novo vinho e novo óleo, que estão relacionadas ao festival judaico Shavuot; também conhecido como festa das colheitas.

                 Os pesquisadores também descobriram o nome que seria usado pela seita para o festival observado quatro vezes no ano, que marcava as trocas de estações: Tekufah
                 A mesma palavra significa "período" em hebraico nos dias atuais.

                 Eles disseram que tiveram a ajuda das anotações identificadas nas margens, feitas por um escriba corrigindo omissões feitas pelo autor, na hora de decifrar o código.

"Esses comentários são sugestões que me ajudaram a desvendar o quebra-cabeça; eles me mostraram como montar o manuscrito"
                 Disse Ratzon ao jornal israelense Haaretz.

                 Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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