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23 fevereiro 2019

BRASIL - Caminhões com ajuda humanitária chegam a Pacaraima-RR na fronteira da Venezuela, que segue fechada

Veículos abastecidos com doações partiram de Boa Vista, capital de Roraima, em direção a Pacaraima no início da manhã. Passagem para a Colômbia também permanece bloqueada.

                 Os dois caminhões com ajuda humanitária brasileira chegaram a Pacaraima-RR. A fronteira com a Venezuela segue fechada após ordem de Nicolás Maduro.

                 A oposição marcou para este sábado o dia 'D' para recebimento de doações de outros países, mas esse apoio é rejeitado pelo presidente venezuelano.

                 Os caminhões deixaram a capital de Roraima às 06:50 horas escoltados pela Polícia Rodoviária Federal e, pelas regras estabelecidas pelo governo brasileiro, a ajuda deve ser transportada por caminhões venezuelanos conduzidos por motoristas venezuelanos.

                 O primeiro deles chegou às 11:10 horas e já se posicionou na área que divide o Brasil da Venezuela. O segundo caminhão atrasou depois que teve o pneu furado no trajeto entre Boa Vista e Pacaraima, chegando às 12:30 horas.

                 Os dois caminhões estão na linha de fronteira, do lado venezuelano, e a apenas alguns metros do território brasileiro. Os veículos não ultrapassaram a barreira de militares venezuelanos que impedem o fluxo entre os dois países desde Sexta-feira (190222).

                 O conteúdo do primeiro carregamento, que tem entre 6 e 7 toneladas, deve durar aproximadamente 1 mês e suprir as necessidades de até 6 mil pessoas. No total, o governo brasileiro transportará 200 toneladas de suprimentos.

O que tem nos caminhões:


Medicamentos:
04 kits de saúde para doenças de baixa complexidade com remédios para dor, febre e inflamação, e gazes;

Alimentos
Arroz, doados pelos Estados Unidos e leite em pó, doados pelo Brasil.

                 Normalmente, a passagem é fechada à noite e reabre por volta das 08:00 horas do dia seguinte, mas isso não aconteceu neste Sábado. Assim como na Sexta-feira, o lado venezuelano segue fechado e militares do país reforçavam o policiamento nas primeiras horas da manhã.

                 Maduro determinou o fechamento para tentar barrar a ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos, incluindo o Brasil, após pedido do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó
                 O líder chavista vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política da Venezuela.

                 No anúncio, feito de Caracas, o líder chavista afirmou que a passagem entre os países ficaria “fechada total e absolutamente até novo aviso”.

                 O fechamento ocorre onde seria um dos pontos de coleta dos carregamentos de comida, remédio e itens de higiene básica enviados à população venezuelana. O porta-voz do presidente Jair Bolsonaro, Otávio Rêgo Barros, disse que a ajuda humanitária está mantida.

                 Em entrevista coletiva em Pacaraima-RR nesta manhã, segundo o chanceler Ernesto Araújo, não há previsão de que a ajuda seja disponibilizada em território brasileiro para que venezuelanos possam buscá-la.

                 Ele fez um apelo para que as forças de segurança abram as fronteiras para o Brasil

"Nosso compromisso é estar aqui para acompanhar a chegada de ajuda e fazer, mais uma vez, esse apelo que estamos fazendo pela abertura da fronteira e pelo ingresso da ajuda humanitária"
                 Disse.

                 Ao G1, o segurança Juancarlo Castro, de 49 anos, relatou confrontos entre civis e militares em Santa Elena. Ele chegou a Pacaraima por volta das 19:30 horas da última Sexta-feira (190222) por rotas clandestinas.

“As pessoas saíram às ruas e queimaram postos da GNB (Guarda Nacional Bolivariana) dentro da cidade e uma caminhonete de milicianos. Depois teve tiros, feridos, e acredito que mortos. Saíram cerca de 100 pessoas de Santa Elena durante a noite para ajudar a levar a ajuda"
                 Disse Juancarlo.

“No lado venezuelano não tem comida, não tem remédios, não tem nada. Então hoje viemos para acabar com isso. Não tenho medo dos guardas”
                 Completou o segurança.

                 A brasileira Juliana dos Santos, 47 anos, mora em Santa Elena e disse estar disposta a atravessar a fronteira em busca de ajuda mesmo com a resistência da guarda. 

"Decidi vir ajudar porque meus filhos são venezuelanos e me dói muito tudo isso"
                 Disse.

Confronto em Kumarakapay


                 Uma pessoa morreu e outras ficaram feridas em Kumarakapay, na Venezuela, em um confronto entre indígenas e militares venezuelanos na última Sexta-feira (190222). 
                 A informação foi dada por líderes indígenas e parentes de vítimas.

                 O local do incidente fica a cerca de 70 km de Santa Elena de Uairén, na fronteira com o Brasil. Apesar do bloqueio na fronteira, por volta das 10:00 horas desta Sexta-feira (pelo horário de Brasília), os guardas liberaram a passagem para o lado brasileiro de duas ambulâncias venezuelanas com pessoas feridas no incidente.

                 Os indígenas foram levados ao Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista-RR, a 215 km da fronteira.

Fronteira com a Colômbia fechada


                 Tropas venezuelanas ocupam, na manhã deste Sábado (190223), a Ponte Simón Bolívar, fronteira entre a Venezuela e a Colômbia que permanece fechada.

                 Segundo a Reuters, os militares estão lançando gás lacrimogêneo para dispersar pessoas tentando cruzar a fronteira. Por outro lado, ainda de acordo com a agência, três soldados venezuelanos desertaram postos na fronteira.

                 No Twitter, a Telesur, canal de televisão ligado ao governo local, publicou que “o anúncio do fechamento temporário da fronteira entre a Colômbia e a Venezuela se dá por conta de ameaças do governo da Colômbia à nação sul-americana. Assim amanhece a ponte internacional “Simón Bolívar”.

                 A repórter Madelein Garcia, do mesmo veículo, escreveu: 

“Às 07:00 horas tudo está calmo em San Antonio del Táchira, como foi anunciado pela vice-presidente Delcy Rodríguez. As pontes internacionais estão fechadas devido às ameaças sérias e ilegais da Colômbia contra a paz e soberania."

                 Já segundo uma correspondente do jornal espanhol El País na Venezuela, tuitou que “cerca de 100 militares da Guarda Nacional Bolivariana - GNB tomaram San Antonio del Táchira. Não há nem mesmo uma passagem para pedestres até a fronteira. Algumas pessoas que iam para Cúcuta pensaram em atravessar as trilhas antes do fechamento”.




                 Com Informações de: G1.

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JISOHDE FOTOGRAFIAS

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