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21 julho 2018

TAIOBEIRAS-MG - Grupo de alunos se prepara para defender o Brasil em olimpíada internacional de matemática na Tailândia

Onze estudantes do Norte de Minas foram classificados e viajam no próximo dia 30 de julho para a Ásia; pais e comunidade se mobilizaram para custear as passagens dos estudantes.

                 Passaportes emitidos, malas quase prontas e expectativas nas alturas, tal como aviões que partem do Brasil no dia 30 de Julho rumo à Tailândia. Entre os passageiros, estarão jovens do Norte de Minas que levarão o nome da cidade deles, Taiobeiras-MG, mais longe do que imaginavam. 

                 Eles vão participar de uma competição ligada ao conhecimento, a olimpíada internacional de matemática no país asiático, a mais de 17.000 quilômetros de distância de casa e dos pais.

                 Ao todo, 11 alunos com idades entre 12 e 15 anos, de três escolas diferentes, vão embarcar rumo à prova mais importante que já fizeram. Nessa Sexta-feira (180720), o grupo esteve em Montes Claros-MG durante o dia todo para providenciar a documentação necessária para a viagem. 

                 Tiraram passaportes, buscaram documentação exigida pela Tailândia que comprova que são vacinados contra febre amarela, além das próprias passagens, que em maioria já foram compradas.

                 Para garantirem vaga nas olimpíadas, os estudantes prestaram prova em Abril e precisaram estudar muito. Poliana Vieira, de 14 anos, está no 9º ano do ensino fundamental. 
                 A adolescente conta que descobriu que tinha facilidade em matemática há pouco tempo, e que o conteúdo a interessou desde então. Ela tem uma pequena deficiência nos olhos, e as olimpíadas a ajudaram a perceber que podia se superar.

“Quando eu estava no 6º ou 7º ano notei que aprendia fácil, e percebi que tudo ao nosso redor tem como base a matemática, como a contagem das coisas, como damos valor a elas, etc. Por isso tentei a prova e me preparei pesquisando nos livros e na internet. Isso para mim é uma superação, porque eu pude provar que, mesmo sendo diferente, consigo ir além”
                 Comemora a jovem.

Oportunidade


                 A Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras é promovida no Brasil pela Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento - Rede POC

                 A empresa organiza um programa de intercâmbio científico que tem como objetivo estimular o interesse entre os estudantes pela ciência, tecnologia e inovação. A prova é a maior competição interclasses do gênero no mundo.

                 A competição foi criada em 1989 pelo Ministério da Educação da França. No ano passado, participaram mais de 200.000 alunos de 28 países. A classificação do grupo de Taiobeiras, para uma diretora de uma das escolas participantes, já é uma vitória.

“Para nós é muito gratificante acompanhá-los nessa oportunidade única que estão tendo. Mesmo que não fiquem entre os primeiros, vivenciar dentro das escolas a transformação deles, e até o interesse que estimularam nos demais colegas, é uma vitória que já conquistamos. Notamos que eles se interessam mais, destacaram-se e com certeza estimulam isto nos outros”
                 Diz a diretora Elzelene Santos.

Preparativos para a viagem


                 Apesar de já terem vencido o desafio de se classificarem para as olimpíadas de matemática, os alunos e as famílias deles têm enfrentado outros obstáculos para chegarem até a Tailândia

                 Os custos de uma viagem intercontinental são altos, e o grupo não tem apoio do poder público. Por isso, as escolas e os pais têm se desdobrado para arrecadar o valor de que os meninos vão precisar. 
                 Em média, cada um deles precisa desembolsar R$12.000,00.

                 Giselda Simões Alves é mãe de um dos garotos que farão a viagem, o Caio Simões, de 15 anos. A mulher vendeu rifas e reuniu toda a família para garantir que o filho vá à Tailândia. Sobre os 10 dias que vai passar longe do jovem, ela prefere nem pensar.

“Nós promovemos uma ação entre amigos, para vendermos rifas, fui de loja em loja pedindo patrocínios, distribuí ofícios, consegui doações de produtos para promovermos leilões; tudo para vê-lo realizar este sonho. 
É maravilhoso ver nele essa capacidade, por isso ele merece essa batalha que travamos. Ainda falta cerca de R$2.000,00, mas vamos conseguir, ele é meu orgulho”
                 Emociona-se a mãe.

                 E para quem já está com a viagem agendada, a ansiedade já atrapalha até o sono. Ana Luísa Sousa tem 14 anos, e cursa o 9º ano do ensino fundamental em uma escola particular de Taiobeiras. Depois de conseguir a classificação nas olimpíadas, a adolescente já pensa na cultura que vai conhecer na Ásia.

“Sei que é no continente asiático, e é bem longe. Ouvi falar que eles comem escorpião, barata, e sei também que são budistas. Queremos muito conhecer os templos deles e todo o resto. Não sei se estou preparada para comer insetos, mas vamos tentar experimentar de tudo”
                 Brinca.

                 Com Informações de: G1.

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JISOHDE FOTOGRAFIAS

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