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10 janeiro 2017

DISTRITO FEDERAL - Mãe diz que policial do DF tentou provocar acidente antes de atirar em criança

De acordo com ela, agente dirigia fazendo freadas bruscas. Ela avisou ao marido para acelerar e evitar confusão. 'Eu calei a boca e começaram os tiros'.


              Paula Caxias, a mãe do menino de 6 anos baleado por um Policial Civil do Distrito Federal na última Sexta-feira (170106), disse neste Domingo (170108) que Sílvio Moreira Rosa tentou provocar uma batida de carro antes de atirar contra o carro da família.

              O Hospital Santa Helena, onde o menino está internado, divulgou um boletim médico em que diz que o estado de saúde dele é grave, mas estável. Ele foi submetido a uma cirurgia no tórax que durou sete horas na madrugada de sábado.

"Houve uma lesão cardíaca por projétil de arma de fogo. Ele encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica em coma induzido e respirando com ajuda de aparelhos"
              Diz a nota. 
              Muito abalada, a mãe contou à imprensa o que aconteceu na Sexta-feira.

              Segundo Paula, ela, o marido, Erlon, e o filho seguiam pela BR-070 quando um carro branco, que seguia a frente, começou a fazer freadas bruscas como provocação. "[Silvio conduzia como] quando a pessoa está brecando o carro para você bater na traseira. E eu já avisei para o meu marido: 'olha, eu acho que ele está afim de confusão'."


Paula afirmou que sugeriu ao marido para desviar do carro e evitar confusão. "Mas ele [Sílvio] tentou ultrapassar a gente, chegou a ficar lado a lado com a gente na pista. Ele não conseguiu ultrapassar porque vinha um outro carro. Ele teve que sair da contramão e veio para trás da gente", contou.

"Eu falei para meu marido: 'acelera, ele deve estar querendo bater'. Eu calei a boca e começaram os tiros. Foi muito tiro."

              Paula contou que se virou para ajudar o filho a se esconder debaixo do banco do copiloto. 

"Quando meu marido virou para ajudar ele vir ficar atrás de mim, ele já caiu. Quando ele caiu, já estava com as costinhas cheias de sangue. Roxo já, gelado. Quando meu marido puxou a mão cheia de sangue ele parou o carro"
              Lembrou.

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Primeiros socorros



              Paula disse que chegou a pensar que o filho estava morto. O pai, desesperado, se ajoelhou ao lado da criança. "Você matou meu filho", gritavam os dois ao policial civil. Depois dos disparos, Silvio fugiu e a mãe tomou o filho nos braços.


"Eu desvirei ele, ajeitei na cadeirinha e comecei a fazer massagem [cardíaca]. Porque mãe sabia o que tinha que fazer? Não. Eu só sabia que eu não queria aceitar que meu filho estava morto. Foi quando ele abriu o olho que eu vi que meu filho estava vivo"
              Conta.

"Ele abriu o olhinho e falou ‘mamãe, eu estou com sono, mas eu não estava quase te enxergando’."

              Quando percebeu a reação da criança, Paula fez o marido levantar e voltar a dirigir. 

“Tu não olha para trás. Tu dirige o máximo que tu der conta, porque eu tenho que chegar em algum lugar, eu tenho que achar alguém para salvar meu filho”
              Disse Paula ao marido.

De acordo com a coordenadora médica da UTI pediátrica do Santa Helena, Alzira Santos, a reação imediata da mãe foi essencial para garantir ao filho uma chance de sobrevivência. 

"Isso foi fundamental para a evolução da criança. Se não fosse isso, não estaríamos aqui".

              Na busca por um hospital para atender o menino, o carro da família chegou a encontrar novamente o carro do policial civil. 

"Eu fiquei com medo. Eu tinha que passar, porque tinha que chegar no hospital. Mas a gente não podia chegar perto dele porque eu tinha medo dele atirar de novo. Eu falava para meu marido: 'deixa ele fugir, não chega perto'."

              Para a mãe, é impossível que o policial civil não tenha percebido que no carro havia uma criança e que tenha se confundindo com um veículo conduzido por criminosos. Ela contou que estava com os vidros abaixados. Além disso, o vidro de trás do carro é revestido por uma foto da criança, que faz propaganda para o colégio em que estuda.

"Não existe discussão. Não existe assalto. Vai um pai e uma mãe na frente e a foto de uma criança na traseira. Não é nítido que é o carro de uma família?"

Policial preso
              Silvio Moreira Rosa, de 54 anos, foi preso e levado à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança - CIOPS de Águas Lindas. Dentro do carro dele foram encontrados o distintivo profissional de policial civil e uma caixa de isopor com cerveja.

              O homem trabalha no Centro de Progressão Penitenciária e é agente penitenciário. Ele já havia sido demitido da corporação em 2001 por tentar fraudar a própria aposentadoria ao simular um acidente. Mas conseguiu voltar ao trabalho 13 anos depois após uma decisão judicial.

              No último dia de governo de Agnelo Queiroz, o policial foi reintegrado no cargo de agente penitenciário, com todos os direitos restabelecidos. Antes disso, em outubro de 2014 o policial foi nomeado para o GDF para o cargo de assessor do núcleo de acompanhamento dos projetos de deputados.

              Em nota, o advogado do ex-governador afirmou que as decisões de Agnelo foram tomadas “com base em pareceres e instruções processuais”. “Após analisar a situação, Agnelo deve ter chegado à conclusão que não havia motivo para demitir o policial”, diz o comunicado.

              Além da tentativa de fraudar a própria aposentadoria, Silvio também se envolveu em outras ocorrências, como abuso sexual, injúria, perturbação de sossego e violência doméstica.

              Em nota, a Polícia Civil informou que “o teor do processo disciplinar, bem como o das ocorrências relacionadas a violência doméstica e sexual, tem caráter sigiloso”.

              Com Informações de: G1:

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