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22 abril 2022

PARK WAY-DF - Motociclista vai parar em cima de um carro e fica ferido após acidente


Colisão aconteceu por volta das 06:45 horas da manhã, desta Sexta-feira (220422). Vítima precisou ser transportada ao Hospital de Base.

               Um motociclista ficou ferido em um acidente de trânsito, na manhã desta Sexta-feira (220422), no Distrito Federal. A colisão entre moto e carro aconteceu por volta das 06:45 horas, na altura da quadra 26 do Park Way-DF.

               O Corpo de Bombeiros - CBMDF foi acionado para atender a ocorrência. O motociclista foi encontrado sobre o teto do carro em que a moto colidiu, no local do acidente.

               De acordo com os militares, a vítima se queixou de dores na pelve e no punho da mão direita. Ele estava consciente, orientado e estável, mas precisou ser encaminhado ao Hospital de Base do DF.


               O motorista do carro não se feriu e não precisou de transporte.

               O CBMDF atendeu a ocorrência empregando oito militares e duas viaturas. Durante o atendimento, duas faixas de trânsito foram interditadas.

               Os militares não tem informações sobre a dinâmica do acidente.

               Com Informações de: G1-DF.

28 novembro 2020

DISTRITO FEDERAL - Motorista morre e motociclista fica em estado grave após acidentes

No intervalo de sete horas, Corpo de Bombeiros registrou pelo menos quatro batidas e capotagens. Maioria dos casos aconteceu durante madrugada.


                Entre as 19:00 horas de Sexta-feira (201127) e às 02:00 horas deste Sábado (201128), o Corpo de Bombeiros atendeu pelo menos quatro acidentes em pontos diferentes do Distrito Federal. Em um deles, na Epia Sul, um motorista de 49 anos morreu após capotar o carro que dirigia.

                Segundo os militares que atenderam a ocorrência, Abner de Souza Rios perdeu o controle da direção, e o veículo parou com as rodas para cima, próximo à quadra 06 do Park Way-DF. 
                O óbito foi constatado no local, às 23:51 horas.

                Ainda durante o atendimento, a equipe de socorro realizou os protocolos de segurança contra incêndio, além de ações preventivas para evitar o vazamentos de combustível e de possíveis curtos-circuitos na parte eletrônica do carro. 
                A dinâmica do acidente não foi informada.


                Ainda no Park Way, 18 minutos após o acidente que deixou um homem morto, os bombeiros foram chamados para socorrer um motociclista que ficou em estado grave após o veículo colidir contra um carro.

                Ricardo de Melo Souza, de 46 anos, foi atendido e transportado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital de Base. Ele sofreu escoriações pelo corpo, um corte profundo no queixo e apresentava suspeita de fratura nas costelas e no quadril.

                A motorista do automóvel envolvido na batida, uma mulher de 41 anos, não se feriu. A perícia da Polícia Civil e a Polícia Militar foram acionadas para o local.


Batida em frente ao Banco Central

                Ainda durante a madrugada, à 01:54 horas, um carro atingiu um poste de iluminação no Eixo L Sul, em frente ao Banco Central, no sentido Rodoviária do Plano Piloto.

                O carro era conduzido por um motorista de 40 anos, que disse aos bombeiros que perdeu o controle da direção. O condutor sofreu escoriações leves na mão esquerda. Não houve necessidade de transporte ao hospital.

                A PM e a perícia também foram acionadas para o local.

                Antes disso, ainda na noite desta Sexta-feira (201127), às 18:48 horas, outro carro capotou e parou com as rodas para cima. O acidente aconteceu próximo ao Jóquei Clube, em frente à Chácara 08, em Vicente Pires-DF.

                O motorista não se feriu e, segundo os bombeiros, não precisou ser levado ao hospital. A corporação não soube informar a dinâmica do acidente. 
                Ao todo, 13 militares atuaram nesta ocorrência.


                Com Informações de: G1.

30 dezembro 2019

BRASÍLIA-DF - Canteiros floridos chamam a atenção nas ruas; saiba como começou a tradição

Capital federal tem quase 550 canteiros em vias e rotatórias. Ideia teria sido do ex-governador Joaquim Roriz, inspirado nos jardins de Nova York.


                  Faça sol ou faça chuva, os canteiros de Brasília-DF permanecem floridos. Ao todo, a capital do país tem 547 canteiros ornamentais nas vias e rotatórias das superquadras.

                  Mas já foram mais, esse número chegou a 1.500. A redução foi causada por mudanças nas vias, para fazer o trânsito fluir.

                  Quem teve a ideia de uma capital repleta de flores, para valorizar ainda mais a "cidade parque", foi o ex-governador Joaquim Roriz. De acordo com o paisagista da NOVACAP Raimundo Gomes Cordeiro, em 1991 Roriz voltou de uma viagem a Nova Iorque-EUA encantado com a beleza dos jardins.


"Não se trata de uma história oficial, mas é o que contam"
                  Diz Cordeiro que há 39 anos trabalha na companhia responsável, entre outras coisas, pelo "embelezamento" de Brasília-DF.

"Ele viu aquela cidade toda florida e ficou admirado com a beleza. Logo que retornou à capital quis fazer do mesmo jeito aqui, é claro, adaptando à realidade do nosso país."

                  No início, a NOVACAP, por meio do Departamento de Parques e Jardins - DPJ, usava folhagens. "Mas era tudo muito verde, não tinha cores", lembra o paisagista.


                  Depois, buscou-se espécies de floração exuberante. No entanto, elas não duravam muito.

                  Até que as equipes chegaram às flores que encantam moradores e visitantes. São espécies mais adaptadas ao clima e com maior duração, como caliópsis, crista de galo, cravo marigold e gailardia.

"Cada tipo precisa ser usado de acordo com o fator climático, para se aproveitar mais delas"
                  Explica o paisagista.


                  No período da seca, são plantadas flores que exigem menos rega. Já no período chuvoso, as escolhidas são as que aguentam um grande volume de água. De acordo com Raimundo Cordeiro, é dentro desse planejamento que o DPJ projeta a ornamentação da cidade.

“Estudamos o clima, o tamanho de cada espécie, a visualização (tanto dos pedestres quanto das pessoas em veículos – para não provocar acidentes) e por último a combinação das cores. Tudo tem de ficar harmonioso”
                  Explica.


                  Nessa época de Natal, por exemplo, os jardineiros deixaram o balão do Aeroporto JK e a Esplanada dos Ministérios com flores vermelhas. Já perto de 07 de Setembro, a capital estava enfeitada com espécies amarelas. "Ao se misturar com o verde da grama, elas têm as cores do Brasil",                   Lembra Cordeiro.

                  Para ele, quando há uma única cor durante todo o ano, as pessoas se acostumam com a paisagem. Mas quando canteiros se renovam, o resultado é compensador para quem vê e para quem planta.

"O trabalho feito nos canteiros ornamentais é para que as pessoas tenham sempre uma surpresa ao andar pela cidade."


1.500.000 de mudas

                  As mudas de flores que ornamentam os canteiros de Brasília são produzidas no Viveiro I da NOVACAP. A área, no Setor de Mansões Park Way-DF, tem uma área de 26 hectares.

                  No local, são produzidas 1.500.000 de mudas, quantidade necessária para enfeitar os canteiros e rotatórias de Brasília. Normalmente, as flores são substituídas a cada seis meses, mas existem também as espécies perenes, que não necessitam de troca contínua.

                  No viveiro da Divisão de Parques e Jardins e nas ruas, entre produção, plantio e manutenção das flores, trabalham cerca de 100 pessoas. 
                  São deficientes visuais, jovens aprendizes e presidiários em fase de readaptação na sociedade.


                  Com Informações de: G1.

25 setembro 2019

PARK WAY-DF - Igreja é assaltada dois dias após morte de sacerdote na Asa Norte

Foi o segundo caso em dois dias. Assaltantes levaram objetos religiosos e uma mesa de som.


                   A capela Nossa Senhora Aparecida, no Park Way-DF, foi invadida durante a madrugada desta Terça-feira (190924). De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, assaltantes levaram uma mesa de som, seis cálices, um ostensório e duas patenas banhadas a ouro, entre outros objetos religiosos.

                   O roubo ocorreu dois dias após a morte do padre polonês Kazimerz Wojn, assassinado no Sábado (190921), durante um assalto. Padre Casemiro, como era conhecido, foi morto na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, que ajudou a construir, na Asa Norte-DF, em Brasília-DF (veja mais abaixo).

                   A capela Nossa Senhora Aparecida fica no interior da chácara Recanto das Águas, em uma área afastada do centro da capital. Segundo o padre Américo, responsável pela paróquia, o local não possui circuito de segurança.

“Eles pegaram achando que eram metais de valor, mas na verdade não são, só que pra gente tem um valor simbólico muito grande."

                   Os assaltantes entraram pela janela da sacristia. A 11ª Delegacia de Polícia, do Núcleo Bandeirante-DF, investiga o caso.



                   Na noite de Sábado (190921), o padre polonês Kazimerz Wojno foi morto durante um assalto em uma casa paroquial, na Asa Norte, em Brasília-DF. O crime ocorreu em uma obra da igreja Nossa Senhora da Saúde, na quadra 702.

                   O corpo do sacerdote foi encontrado próximo à obra, com os pés e as mãos amarrados, e com um arame enrolado ao pescoço. O caseiro, que cuidava da construção de um auditório, também foi feito refém pelos bandidos. 
                   Segundo a Polícia Militar, o caseiro conseguiu gritar e pedir socorro.

                   De acordo com a Polícia Civil o caso está sendo investigado como latrocínio, roubo seguido de morte. O crime ocorreu no momento que padre Casemiro, como era conhecido, um sacerdote de 71 anos, foi fiscalizar uma obra, no terreno da igreja.

                   O religioso foi enterrado na tarde de Segunda-feira (190923), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul-DF.

                   Com Informações de: G1.

28 novembro 2018

PARK WAY-DF - Um jacaré de quase 1 metro aparece em piscina de casa

Réptil chegou à na residência na terça-feira, mas só foi capturado nesta quarta de manhã. É o segundo caso registrado pela Polícia Militar Ambiental este mês.

                 Uma semana após resgatar um filhote de jacaré no Lago Sul-DF, o Batalhão de Policiamento Ambiental - BPMA voltou a capturar um réptil fora do seu habitat natural na manhã desta Quarta-feira (181128). 

                 O animal, de 90 centímetros, foi encontrado dentro da piscina de uma casa na Quadra 16 do Setor de Mansões do Park Way-DF.


                 Diarista do imóvel, Solange Rodrigues, 37 anos, foi quem acionou os policiais militares. Segundo ela, o jacaré apareceu na mansão na noite de Terça-feira (181127). 

                 O patrão dela chegou a ligar para o BPMA, mas nenhuma equipe de resgate estava trabalhando naquele momento. 

"Sendo assim, liguei hoje de manhã. Para mim, foi uma surpresa ver esse jacaré aqui. Nem acreditei. A casa é toda envolta por muros. 
Não sei como ele conseguiu entrar"
                 Comentou Solange.

Chuva pode ser a explicação 

                 Três policiais atenderam a ocorrência. 
                 De acordo com o primeiro-sargento Célio Bispo, a suspeita é que o réptil tenha chegado à casa pelo sistema de encanamento. 

"Devido às fortes chuvas que caíram recentemente, o jacaré pode ter encontrado alguma tubulação e parado aqui. Como ele tem o hábito de ficar na água, rapidamente procurou um ambiente aquoso. Nesse caso, a piscina"
 
                 Os policiais não tiveram dificuldade em conter o animal, apesar de ele ter tentado resistir à captura. Depois de retirar o jacaré da piscina, os militares o imobilizaram e usaram uma fita para prender a boca. 
                 Em seguida, o levaram para o Centro de Tratamento de Animais Silvestres da PM. 

"Lá, ele será avaliado por biólogos e veterinários até ficar apto a voltar à natureza"
                 Detalhou Célio Bispo.

                 O réptil resgatado nesta manhã trata-se de um filhote de jacaré-tinga. Célio Bispo comentou que, neste mês, além dos resgates a jacarés, o BPMA também atendeu a ocorrências envolvendo capivara, raposa, lobos-guará e até jiboia.


Como pedir ajuda

"Temos muitos animais silvestres nesse quadradinho do DF. 
Portanto, atendemos todo tipo de eventualidade. 
Caso qualquer cidadão se depare com um desses bichos, basta recorrer à Policia Militar Ambiental"
                 Recomendou o primeiro-sargento.

                 A população pode pedir socorro à PM através do telefone 190 ou do número de celular do BPMA, o 9 9351-5736. 
                 Neste último, também é possível acionar os militares usando o aplicativo de mensagens WhatsApp.

                 Com Informações de: CorreioBrasiliense.

27 abril 2018

BRASÍLIA-DF - Carro da PM invade estação do BRT no DF, bate em ônibus e fica com a frente destruída

Acidente ocorreu após ônibus 'fechar' viatura, diz PM. Ninguém se feriu.

                 Um carro da Polícia Militar do Distrito Federal invadiu uma estação do BRT no Park Way-DF, no Distrito Federal. 
                 Ele bateu em um ônibus e depois acertou uma pilastra da estação. 
                 Ninguém se feriu. 
                 O caso aconteceu por volta das 8:30 horas desta Quinta-feira (180426).

                 De acordo com a PM, o acidente ocorreu depois que um ônibus "fechou" o automóvel, fazendo com que o condutor perdesse o controle. O carro era utilizado para apoio e manutenção de outros veículos da polícia.


                 Segundo o porta-voz da PM do DF, Michello Bueno, será feita perícia no local. 
                 Se comprovada a culpa do motorista, ele terá de pagar pelo prejuízo.

                 O Transporte Urbano do Distrito Federal - DFTRANS disse por meio de nota que, com o impacto, apenas uma grade foi amassada. 

"O reparo será feito por uma equipe de manutenção da autarquia. O ônibus acidentado já foi retirado do local e o carro oficial aguarda perícia"
                 Informou.

                 Com Informações de: G1.

21 abril 2018

BRASÍLIA-DF - No aniversário de 58 anos da capital, o G1 busca respostas para três lendas urbanas

58 ANOS: É VERDADE


                Brasília-DF completa 58 anos em 21 de abril de 2018. Isto é um fato verificável: basta consultar os documentos que mostram a transferência do poder nacional do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, para o Planalto. 
                A capital é jovem, ainda está longe do primeiro centenário, mas tem a história recheada de mitos e lendas.

                Essa mística é facilmente explicável – nos primeiros anos de Brasília, praticamente só havia espaço para os relatos oficiais. O G1 buscou três histórias que se consagraram no imaginário da cidade, passadas dos candangos pioneiros para filhos e netos, para conferir o que é verdade e o que é mito. 

                 
OS ÓVNIS AVISTADOS
                Candangos e ufólogos acreditam ter visto objetos voadores não identificados no horizonte do Planalto Central. 
                Documentos sigilosos da Defesa registram relatos.


A VISÃO DE PADRE RAIMUNDO

               O céu da capital federal tornou-se um dos principais cartões postais da cidade. Basta vasculhar os celulares de candangos e turistas que pisaram em Brasília para ver fotografias do horizonte surgirem em poucos toques nas telas dos aparelhos. 


               Não é à toa que, na terra sonhada por Dom Bosco e concretizada por Juscelino Kubitschek, o céu a perder de vista também seja palco de fenômenos “exóticos”.

               Em 1960, um religioso identificado apenas como padre Raimundo registrou por meio de uma câmera “lambe-lambe” um objeto voador não identificado – o chamado Ovni – no céu do Núcleo Bandeirante-DF, então conhecido como “Cidade Livre”. 

               Oito anos mais tarde, Paulo Pinheiro Chagas e Bias Fortes, na época deputados federais, avistaram a 15 quilômetros da capital, na estrada Brasília–Belo Horizonte, uma luz forte, que acreditaram ser um disco voador. 

               O relato da dupla foi divulgado um ano depois, no jornal Diário de Notícias. 

“Havia um objeto parado no céu, intensamente luminoso, de forma triangular. Estávamos assim, observando por cerca de quatro minutos, quando o engenho se deslocou na direção da cidade de Goiânia numa velocidade incrível! Nós, então, não tivemos mais dúvida de que vimos um objeto que todos classificam como disco voador”
               Contou Chagas, à época.


               Já em 1982, O Globo noticiou que o então subsecretário-geral do Ministério do Interior – pasta extinta em 1990 –, Luís Carlos Paixão, teria sido “perseguido por objetos voadores”. 
               Na publicação, ele disse que viajava de carro em direção ao Planalto Central, ao lado da família, quando notou a presença de cerca de cinco óvnis “voando em formação”. 


               De lá para cá, moradores de diferentes regiões administrativas do Distrito Federal – Brazlândia-DF, Gama-DF, Samambaia-DF, Guará-DF, Taguatinga-DF, Paranoá-DF, Sobradinho-DF, Asa Norte-DF e Asa Sul-DF – relataram e continuam a relatar luzes, formas e forças “estranhas” no céu de Brasília.
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OS CORPOS CONCRETADOS

               Não há documentação oficial, mas sobram relatos de que corpos de trabalhadores estejam concretados no Congresso Nacional, na Esplanada e na Torre de TV.


"APENAS UM EPISÓDIO"

               Brasília, o sonho profético de Dom Bosco, levou mais de meio século para começar a ser construída. 

               Colocada a pedra inaugural, os operários tiveram apenas cinco anos para erguer uma capital. Diante do prazo apertado, há farta documentação com relatos da negligência em relação à saúde e segurança dos empregados.
               O trabalho era intenso; a fiscalização, nula. 

               As condições ruins e os acidentes frequentes nas obras fizeram proliferar os relatos de que corpos de trabalhadores mortos eram depositados nas colunas de concreto que sustentam três dos símbolos mais icônicos da capital – Congresso Nacional, Esplanada dos Ministérios e Torre de TV. 


               O G1 conversou com pioneiros que ergueram esses prédios. Nenhum deles viu o corpo de um colega ser encerrado em concreto, mas todos se diziam capazes de assegurar que esse tipo de ação era tomada. 
               O relato comum aponta que, como as atividades não podiam parar, havia um velório simbólico e o canteiro de obras seguia normalmente depois de concretar mais um corpo. 

               Não há confirmação oficial de que esses corpos estejam nas fundações de Brasília. Mesmo os relatos de acidentes são historicamente desprezados. 



“Do ponto de vista da construção da cidade, isso é apenas um episódio. Não tem a menor importância”
               Disse o urbanista Lúcio Costa ao ser questionado pelo cineasta Vladimir Carvalho sobre os acidentes de trabalho nos canteiros de obras no documentário.
“Conterrâneos velhos de guerra”.

 

QUEDA DE 12 METROS

               O presidente do Clube dos Pioneiros de Brasília, Roosevelt Beltrão, de 77 anos, chegou a Brasília em 1958, dois anos antes de a capital existir. 

“Haviam colunas de até 12 metros nas quais os operários trabalhavam. Não tinha segurança nenhuma, eles acabavam caindo, morriam e ficavam por lá mesmo. Não dava para parar os trabalhos, por isso era tudo feito a galope”
               Conta.

“O presidente tinha a meta de entregar a capital em abril de 1960. Conseguiu.” 

               Os relatos coincidem com o que foi levantado pelo pesquisador Hélio Queiroz, autor de um livro sobre a história de Brasília. Ele estimou que a construção dos prédios principais e os anexos da Esplanada dos Ministérios registrou, em média, três acidentes de trabalho por dia. 

               Já o Congresso Nacional era chamado pelos trabalhadores simplesmente como “o 28”, em referência ao número de andares. O ex-funcionário da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - NOVACAP Rodolfo Nogueira (esquerda), de 82 anos, diz ter “total consciência” de que as mortes ocorriam nos andaimes e acabavam abafadas. 

“Não conheci ninguém, mas lembro dos comentários que ouvíamos na NOVACAP.”

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AS RAZÕES DO MAPA

               O desenho de Brasília lembra avião, borboleta, pássaro, cruz ... Formato rendeu até comparação com Akhetaton, cidade do Egito Antigo.


CADA UM COM SUA VERSÃO

                Avião? Borboleta? Libélula? Pássaro? Ou cruz? No imaginário dos brasilienses, o formato do Plano Piloto de Brasília – desenhado há 61 anos por Lúcio Costa para ser inaugurado em 1960 – ganha interpretações diferentes. Seja no alto da Torre de TV, seja na janela de uma aeronave, a visão do traçado candango tem uma característica em comum: asas.

                Desde que as primeiras vigas do Plano Piloto foram erguidas e as estradas, escavadas, quem ajudou a colocar de pé o projeto do urbanista criou uma própria definição sobre a forma da cidade de concreto. 

                Adalberto Lassance, de 81 anos, chegou a Brasília em 6 de fevereiro de 1958 para trabalhar como cartógrafo na Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - NOVACAP. 
                Ele participou do desenvolvimento dos projetos de construção do Park Way-DF, da estrada de ferro de Luziânia a Brasília e, claro, do Plano Piloto-DF. 

                De acordo com o cartógrafo, o formato da capital foi projetado para lembrar uma borboleta. A confusão incomodava e tirava o sono do arquiteto Lúcio Costa, jura Lassance: 

“O Lúcio se irritava copiosamente quando falavam que o Plano tinha formato de avião”. 

“A confusão acontece porque os eixos Sul e Norte são muito acentuados. Mas, no entorno dos eixos, há desenhos de áreas adjacentes que, no todo, formam uma borboleta.” 

OU FOI SÓ A NATUREZA?


              Na visão do arquiteto e professor aposentado da Universidade de Brasília - UnB Antônio Carlos Carpintero, foi a topografia do terreno a responsável por definir o desenho de Brasília. E, assim, a imagem aérea “acabou recebendo os atributos de avião, borboleta e até libélula”.

“O que motivou o desenho do Lúcio foram as curvas de nível e o divisor de água da bacia do Rio Torto com o Rio Gama, que são o Lago Norte e o Lago Sul”
              Diz Carpintero. 

              Para transformar os acidentes geográficos em superquadras, tesourinhas e eixos rodoviários, Lúcio Costa lançou mão de um modelo arquitetônico recorrente para a criação de cidades planejadas: o formato de uma cruz. 

“É o modelo mais racional para a topografia”
              Avalia o professor e arquiteto Jeferson Tavares, autor do livro “Projetos para Brasília 1927-1957”. 

“É uma estrutura que dá para levar água para todas as casas, partindo do ponto mais alto, e captar o esgoto em ponto mais baixo.” 

              A banca responsável por escolher o plano arquitetônico de Brasília assinou, em 16 de março de 1957, o documento que autorizava a execução do projeto apresentado por Lúcio Costa. 
              A proposta apresentada pelo arquiteto e urbanista desbancou 26 projetos. 

              O mérito dele foi justamente a habilidade de conjugar de forma prática todos os elementos disponíveis na época. Ele criou o conceito de superquadra incorporando conceitos que já existiam, como o de cidade parque – com grandes áreas verdes –, e trouxe dos Estados Unidos os cruzamentos que se consagrariam na capital com o formato de tesourinha. 


BRASÍLIA COM EGITO

                Libélula ou avião, o formato de Brasília assemelha-se à cidade egípcia de Akhetaton, um lugar que não existe mais. A igualdade nos traçados da capital federal e da região no Norte da África foi defendida pelos egiptólogos Iara Kern e Ernani Pimentel no livro “Brasília Secreta – Enigma do Antigo Egito”.


                Os estudiosos elencam, ao longo da publicação, as semelhanças entre as duas cidades. Eles acreditam que a capital federal tenha sido inspirada no projeto egípcio. 

“Observando-se esse mapa que se situa entre os limites norte e sul, percebe-se que, semelhantemente a Brasília, Akhetaton aparenta uma ave em voo na direção leste, com suas asas Sul e Norte, sendo que esta última com uma vasta área em branco.” 

                Nas páginas do livro, Kern e Pimentel apontam que, assim como Brasília, Akhetaton teve um lago artificial, construído para amenizar o calor e clima seco do local. 


“Assim como no Rio Nilo se construiu o primeiro lago artificial do mundo, o Lago Moeris, em Brasília se fez o grande lago artificial, o Lago Paranoá, para refrescar a cidade, devido ao clima causticante de deserto que a cidade possuía.”

 

DO FARAÓ A JK

                Akhetaton foi erguida em pouco mais de quatro anos, bem como a capital brasileira. A Ermida Dom Bosco e o Templo de Philae foram levantadas em homenagem a seus “profetas” – Dom Bosco, no caso de Brasília – e em áreas próximas à água.

                Outro ponto em comum com a cidade egípcia eram as pirâmides. Na capital, o Teatro Nacional, o Templo da Boa Vontade e o antigo prédio da Companhia Energética de Brasília - CEB na Asa Norte, já demolido, são exemplos. 

“Assim como no Antigo Egito existia uma pirâmide de degraus destinada à guarda de energia cósmica e ao controle da energia vital dos que a ela iam, em Brasília, há uma pirâmide escalonada, a pirâmide da CEB (foto), construída para controlar e supervisionar o sistema de energia elétrica da cidade, coincidentemente, e não intencionalmente, nas mesmas dimensões da de Sakara.” 

                Por fim, tanto Juscelino Kubitschek quanto o faraó Akhenaton, nome por trás do território egípcio, morreram 16 anos após fundar as respectivas cidades. 
                O ex-presidente em um acidente de carro; o líder do Egito, assassinado. 

                No livro “Meu caminho para Brasília”, JK citou o “antepassado” ao se questionar “se essa admiração por Ahkenaton, surgida na mocidade, não constituiu a chama, distante e de certo modo romântica, que acendeu e alimentou meu ideal, realizado na maturidade, de construir no Planalto Central, Brasília”. 


                Para o professor de história do UniCeub Deusdethi Júnior, as coincidências são apenas isso: coincidências. 

“Quem sou para dizer que a relação entre as cidades é mito ou verdade? Mas, do ponto de vista da história, essa ideia não tem verificação. E, por isso, não pode ser válida. Do ponto de vista esotérico, sim, tem algum valor.” 

                Deusdethi diz “não condenar nem validar” o trabalho que relacionou Brasília e Akhetaton, mas explicou que coincidências “são frutos da forma escolhida de pensarmos sobre determinados fenômenos”. 

                Mito ou verdade? 
                Cabe à credulidade de cada um julgar.

                Continue lendo sobre o assunto ... AQUI.

                Com Informações de: G1.

27 fevereiro 2018

DISTRITO FEDERAL - Possui seis regiões com risco de surto de dengue e 14 em alerta

O armazenamento de água por conta do racionamento tem sido um dos principais focos do mosquito, segundo o GDF.

                O Distrito Federal tem seis Regiões Administrativas com risco de surto de dengue e outras 14 em estado de alerta. A informação foi dada pela Secretaria de Saúde nesta Terça-feira (180227), durante lançamento do Plano Integrado para Prevenção, Controle e Enfrentamento das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

               O armazenamento de água por conta do racionamento tem sido um dos principais focos do mosquito, segundo o GDF.

               De acordo com o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti - LIRAa do mês de Fevereiro, as regiões com risco de surto são: 
Fercal-DF, Lago Norte-DF, Lago Sul-DF, Park Way-DF, Sobradinho-DF II e Varjão-DF. 

               Já as que devem ficar em alerta são:
Plano Piloto-DF, Brazlândia-DF, Candangolândia-DF, Ceilândia-DF, Cruzeiro-DF, Gama-DF, Itapoã-DF, Jardim Botânico-DF, Planaltina-DF, Recanto das Emas-DF, Samambaia-DF, São Sebastião-DF, Sobradinho-DF I e Vicente Pires-DF.

“Em função do resultado, precisamos alertar a população sobre o aumento no número de infestação do mosquito Aedes aegypti”, destacou o secretário de Saúde, Humberto Lucena. Segundo ele, “é o momento de tomar medidas preventivas para evitar que o número aumente”

               Lucena explicou que não foi registrado aumento no número de casos de dengue, mas na infestação do mosquito, ou seja, nos focos com larvas. 

               No DF, o Índice de Infestação Predial - IIP ficou em 2,05% em Fevereiro. Até 1%, é considerado satisfatório. Entre 1% e 3,9%, estado de alerta, e acima de 3,9%, risco de surto. 
               Em Novembro do ano passado, o índice no DF ficou em 0,95%.

               O secretário ressaltou que a população precisa tomar cuidado redobrado com os reservatórios, em casas e comércios, como caixas de água, vasos, pneus e tonéis. Este ano, já foram notificados 295 casos prováveis no DF e 17 no Entorno. 
               Na capital do país, houve queda de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

               Uma das ações em andamento é a criação do Dengômetro, uma ferramenta de divulgação e classificação dos cenários regional e distrital de transmissão. 

               O instrumento possui cinco níveis de situação, 0/preparação: baixa transmissão; 
1/Ativação: significa que a infestação do mosquito está alta; 
2/Incremento: casos de dengue estão aumentando; 
3/Intensificação: cenário crítico com ocorrências graves e óbitos; 
4/Emergência: situação muito crítica com aumento de mortes.


               Com Informações de: Metrópoles.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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