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28 novembro 2016

VIRGÍNIA-MG - Fim de ano impulsiona produção de frutas típicas do Natal

Cidade responde por 60% da produção de figo em Minas Gerais.
Outras lavouras, como ameixa e pêssego, sustentam economia local.


               Natal é época de festas e ceia farta de carnes, doces e frutas. Em Virgínia-MG, o fim de ano também é temporada de bons negócios e muito trabalho. A cidade produz as frutas típicas das ceias de Natal e soma a maior quantidade de pés de ameixa do país e mais de 60% da produção de figo de Minas Gerais.

               Quem gosta de figo, sabe que na ceia de Natal não pode faltar o figo cristalizado, sem contar as inúmeras receitas que incluem a fruta. O gosto pelo figo garante uma boa renda para o produtor Sebastião Gabriel Marins. Somente a fazenda dele, que fica na região da Mantiqueira em Virgínia, já tem 800 pés. 

"Ano passado deu em torno de 10 toneladas. Eu acredito que esse ano é capaz de dar até mais"
               Espera o produtor.

               Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Virgínia já é responsável por 62,1% da produção de figo em Minas Gerais, chegando a colher 3.2 mil toneladas por ano. 

"Em algumas frutas é necessário o raleio manual. Dá trabalho? Dá, mas em compensação você tem uma fruta graúda, bonita e isso é o que o consumidor quer"
               Explica o engenheiro agrônomo Luciano de Almeida Pinto.

               E se as ameixas também ajudam a compor a ceia, na produção elas garantem uma posição importante pra cidade. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais, Virgínia já é o município com o maior número de pés do país: aproximadamente 1,2 milhão. 
               Este ano eles devem render 25 mil toneladas da fruta.

               Com uma plantação de seis hectares, Pedro Henrique Mendes Pinto já tem destino certo pra produção. 

"A gente manda pra Rio [de Janeiro], São Paulo, Campinas, e chegando agora o fim de ano, com as festas de final de ano, a demanda de ameixa é muito grande."

               Na cidade ainda é possível encontrar várias outras lavouras como de pêssego, por exemplo, que correspondem a 33,1% da produção mineira, e também de pera, que rendem praticamente metade do que é colhido no estado, 49,8%.

               As plantações têm crescimento constante a cada ano e já renderam ao município o título de "cidade das frutas de Natal". 

"Tem algo em torno de 1,5 mil pessoas que trabalham direto na fruticultura. Quando na época da safra, da produção, esse número chega até a dobrar, talvez mais um pouquinho que o dobro"
               Calcula o presidente do Sindicato Rural de Virgínia, Cássio Vinícius Silva Torres.

               A larga produção garante emprego para muita gente no fim do ano. Ainda segundo o sindicato rural da cidade, em época de colheita são ocupadas até seis mil vagas de emprego em Virgínia.

               Este ano, dona Elizeti Eulália Gonçalves conseguiu sua vaga na separação de ameixas. 

"Agora é assim, semana inteira, o mês inteiro, até acabar"
               Conta Elizeti, comemorando a renda extra de fim de ano.


               Com Informações de: G1.

29 outubro 2016

POÇOS DE CALDAS-MG - Ministério Público é acionado por pais de alunos de escolas ocupadas

Movimento no Sul de Minas completou dez dias nesta Sexta-feira (161028). Poços de Caldas tem 9 prédios ocupados dentre escolas e universidades.


              Preocupados com a falta de aulas, pais e familiares de estudantes decidiram procurar o Ministério Público para buscar ajudar para acabar com o movimento de ocupação de escolas que completou dez dias nesta Sexta-feira (161028). 

              Poços de Caldas-MG continua sendo a cidade no Sul de Minas com o maior número de prédios ocupados por estudantes. Uma audiência pública foi feita, mas não houve conciliação.

"Agora o juiz vai dar a decisão dele a cerca dos pedidos do promotor, que são uma liminar para reintegração de posse para devolver a escola e reiniciar as aulas normalmente, e para o afastamento do diretor da direção da escola [Estadual David Campista]"
              Explicou Pollyanna Pellegrinelli, advogada que representa 80 famílias na cidade.

"Essa manifestação, eu acredito que deveria ser feita do portão para fora, que os adolescentes e os jovens não têm nada com isso”
              Diz Luciano Eduardo Lopes, pai de dois alunos da Escola Estadual David Campista.

              Já para a mãe de dois alunos que estão sem aula há quase duas semanas, o medo é que o mais velho não consiga prestar o ENEM, caso não termine o ano letivo. 

"A manifestação é um direito democrático de todos, mas o direito de ter acesso à educação também é um direito garantido"
              Disse a dona de casa Erika de Cássia.

              A filha caçula de Erika também está preocupada. 
              Segundo ela, a espera pela volta das aulas está se transformando em aflição. 

"Eu estou perdendo muita matéria que vai me prejudicar ano que vem. A gente também não sabe como vai ficar as notas e as provas"
              Contou a estudante Vivian de Cássia Rodrigues, de 14 anos.


Poços de Caldas tem nove escolas ocupadas
              Alunos da Escola Estadual Dr. João Eugênio de Almeida e a Escola Estadual Professora Cleusa Lovato foram os últimos a aderirem ao movimento no município. A ocupação dos prédios foi nesta Quinta-feira (161027). Com isso, chega a nove o número de instituições de ensino entre escolas e universidades que estão com os portões fechados.

              A Escola Estadual David Campista, a maior da cidade, com quase 2 mil estudantes, está ocupada desde o dia 18 de outubro. Os manifestantes garantem que vão continuar no local por tempo indeterminado.

“Eu acho que a causa é maior que isso, mas a gente ainda está tentando amenizar esses problemas buscando soluções sempre pra isso, mas as pessoas não estão entendendo que a gente está buscando a melhor solução para isso”
              Contou Ana Júlia Ferri, representante do movimento.

              Poços de Caldas ainda tem ocupações nas escolas estaduais Edmundo Gouvêa Cardillo e Doutor Arlindo Pereira, também chamada de Polivalente, e nos campi da Universidade Estadual de Minas Gerais - UEMG e do Instituto Federal do Sul de Minas - IF Sul de Minas.


Manifestação na cidade
              Durante a tarde desta Sexta-feira (161028), alunos e professores da Universidade Federal de Alfenas do campus de Poços de Caldas se manifestaram na Praça Pedro Sanches, no Centro da cidade. Eles estão em greve porque são contra a aprovação da PEC 241, entretanto o prédio do campus da Unifal não foi ocupado.

PEC 241
              A PEC 241 regulamenta o teto dos gastos públicos para os próximos 20 anos e foi aprovada na noite desta Terça-feira (161025), em segundo turno, pela Câmara dos Deputados. 

              A proposta agora segue para o Senado. 
              Estudantes têm ocupado escolas em várias partes do país porque questionam a aplicação de recursos na área de educação, que seria uma das afetadas pela aprovação da PEC, e a MP 746, que propõe uma reforma no Ensino Médio.


Unifei desocupada
              A Universidade Federal de Itajubá - Unifei-MG foi desocupada na madrugada desta Quinta-feira (161027). 

              O movimento estudantil ocupou os prédios da biblioteca e da reitoria, com aproximadamente 30 alunos, na manhã de Quarta-feira (161026). A desocupação aconteceu depois de uma ordem judicial, que conferiu a reintegração de posse dos prédios a pedido da própria instituição.

              Antes da desocupação, o dia foi marcado por conflito entre estudantes pró e contra o movimento que protesta contra a PEC 241. Eles começaram a discutir e houve empurra-empurra no campus da universidade. Vigias da instituição tentaram conter os estudantes, que foram dispersados.


Na região
              No Sul de Minas, ainda há estudantes acampados nos campi da Universidade Federal de Alfenas - Unifal em Varginha-MG, da Universidade Federal de Lavras - Ufla, em Lavras-MG, e do Instituto Federal do Sul de Minas, em Inconfidentes-MG. 

              Entre as escolas estaduais, há movimento na Godofredo Rangel, em Três Corações-MG, Eduardo Senedese, em Juruaia-MG, Rui Barbosa, em Campestre-MG, Dr. Napoleão Salles, em Alfenas-MG, e Delfim Moreira, em Virgínia-MG.

              Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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