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17 novembro 2019

ISRAEL - Exército bombardeia posições do Hamas em Gaza após lançamento de foguetes

Pela primeira vez na semana, Israel informou que o alvo dos bombardeios era o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e não a Jihad Islâmica, outro grupo islamita.


               O exército de Israel bombardeou neste Sábado (191116) na Faixa de Gaza posições do Hamas, o movimento islamista palestino que até agora estava à margem dos confrontos da semana com o Estado hebreu.

               Os militares israelenses anunciaram os bombardeios depois da interceptação de dois foguetes lançados a partir do território palestino graças ao sistema antimísseis Iron Dome (Cúpula de Ferro).

               Pela primeira vez na semana, Israel informou que o alvo dos bombardeios era o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e não a Jihad Islâmica, outro grupo islamita, mais radical, porém menos poderoso que o primeiro, e que também atua no território.

"Dois acampamentos militares da organização terrorista Hamas foram bombardeados, assim como estruturas subterrâneas da organização"
               Afirma um comunicado militar.

               As forças de segurança palestinas afirmaram que os bombardeios, que não deixaram vítimas, aconteceram ao norte do enclave, de apenas 360 quilômetros quadrados, onde dois milhões de pessoas vivem sob um rígido bloqueio de Israel.

               Na Terça-feira (191112), o exército israelense matou um comandante da Jihad Islâmica, que respondeu com o lançamento de mais de 450 foguetes contra Israel.

               Em seguida, o Estado hebreu multiplicou os bombardeios contra membros da Jihad Islâmica em Gaza, evitando o Hamas, que aceitou um acordo de trégua com Israel há alguns meses.

"No curso da operação, estabelecemos uma distinção entre Hamas e Jihad Islâmica"
               Afirmou durante a semana o porta-voz do exército israelense, Jonathan Conricus. 

"Queremos manter o Hamas à margem dos combates"
               Completou.

               O Hamas decidiu não apoiar a Jihad Islâmica, pois o movimento aparentemente não deseja aceitar a trégua com Israel, negociada com mediação da ONU, Egito e Catar, e que prevê milhões de dólares em ajuda mensal.

               Após dois dias de confrontos, que deixaram 34 mortos na Faixa de Gaza e nenhum em Israel, Jihad Islâmica e o Estado de Israel aprovaram um cessar-fogo, que entrou em vigor na última Quinta-feira (191114).

               Mas o acordo é muito precário. O exército israelense bombardeou Gaza na Sexta-feira após o lançamento de foguetes a partir do território palestino.

               Pouco antes da entrada em vigor do cessar-fogo, as forças israelenses bombardearam a casa de uma família no sul da Faixa de Gaza.

               As autoridades israelenses afirmaram que o alvo era Rasmi Abu Malhus, apresentado como um "comandante" da Jihad Islâmica. Mas o movimento afirma que o homem não era comandante, apenas um simples membro.
               Abu Malhus, as duas esposas e cinco filhos morreram no ataque.

               Israel reconheceu que o bombardeio causou vítimas civis "inesperadas" e afirmou que investiga os danos provocados pelo ataque, ao mesmo tempo que acusou os combatentes da Jihad Islâmica de usar "escudos humanos".

               Os bombardeios de Terça-feira representaram o momento de maior violência desde os confrontos entre soldados israelenses e palestinos que deixaram mais de 60 mortos em 14 de Maio de 2018 em Gaza, dia em que a embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém foi inaugurada.

               Com Informações de: G1.

17 maio 2018

ISRAEL - Hamas na Faixa de Gaza são bombardeados

Infraestruturas e unidades de produção de armas foram atacadas. Bombardeios não deixaram feridos.

                  A aviação de Israel anunciou que bombardeou durante a noite desta Quarta-feira (180516) infraestruturas do movimento palestino Hamas na Faixa de Gaza. 
                  Os bombardeios não deixaram feridos.

"As Forças Armadas atacaram alvos do movimento terrorista Hamas no norte da Faixa de Gaza, em particular infraestruturas terroristas e unidades de produção de armas"
                  Afirma um comunicado militar.

                  O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, é considerado a maior organização islâmica nos territórios palestinos. Por sua longa história de ataques e sua recusa em renunciar à violência, o Hamas é considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Japão.


                  Tanques israelenses atiraram contra três posições do Hamas, em resposta a disparos procedentes da Faixa de Gaza contra a cidade de Sderot que não provocaram feridos, informou o Tsahal, o exército israelense. 
                  O objetivo do ataque era uma base do movimento islâmico Hamas, confirmaram fontes palestinas.

                  Os incidentes aconteceram dois dias depois da Segunda-feira (180514) violenta na fronteira da Faixa de Gaza com Israel, que terminou com as mortes de 59 palestinos vítimas de tiros de soldados israelenses. 

                  Os palestinos protestavam na fronteira pelo direito de retorno de palestinos expulsos em 1948 com a criação do Estado de Israel e contra a inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém.

                  O Hamas disse nesta quarta que 50 das vítimas eram do movimento.



                  Com Informações de: G1.

14 maio 2018

ISRAEL - Ouve confronto na fronteira de Gaza horas antes da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém

37 palestinos morreram e cerca de 500 ficaram feridos. Estado de Israel completa 70 anos nesta Segunda-feira (14).

                   Trinta e sete palestinos morreram e cerca de 500 ficaram feridos em confrontos com soldados israelenses nesta Segunda-feira (180514) na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel, anunciaram as autoridades do território palestino. 
                   Dentre os feridos, 35 foram alvos de tiros.

                   Os confrontos ocorrem poucas horas antes da inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, que começou pontualmente às 16:00 horas locais (10:00 horas em Brasília).
                   A data marca o dia em que o Estado de Israel completa 70 anos. 

                   Os palestinos protestam na fronteira desde o dia 30 de Março, na chamada Grande Marcha do Retorno, que evoca o direito dos palestinos de voltarem para os locais de onde foram removidos após 1948, pela criação do Estado de Israel.

                   Milhares de palestinos se reuniram nesta Segunda-feira em diversos pontos próximos à fronteira e pequenos grupos se aproximaram da cerca de segurança vigiada por soldados israelenses. Os grupos tentaram avançar contra a barreira e lançaram pedras na direção dos soldados, que responderam com tiros.

                   A Autoridade Palestina acusou Israel de cometer um "massacre horrível" na fronteira. Yusuf al-Mahmud, porta-voz da Autoridade Palestina, pediu em um comunicado "uma intervenção internacional imediata para frear o massacre horrível em Gaza cometido pelas forças israelenses de ocupação contra nosso heroico povo".

                   As forças de segurança israelenses se preparam para os protestos de dezenas de milhares de palestinos nesta Segunda-feira tanto na Faixa de Gaza, submetida ao bloqueio israelense, como na Cisjordânia ocupada, contra a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

                   No Domingo e nesta Segunda-feira o exército israelense lançou panfletos em Gaza para advertir os palestinos que participam nas manifestações que se expõem ao perigo e que não permitirá danos à cerca de segurança ou ataques aos soldados ou aos civis israelenses vizinhos do território palestino.

                   De acordo com o jornal israelense "Haaretz", milhares de policiais estão posicionados na cidade.

                   O presidente americano Donald Trump disse no Twitter que esta Segunda-feira é "um grande dia para Israel". Trump não fez referência à violência e pediu a seus seguidores que assistam ao vivo a cerimônia de inauguração da sede diplomática.

                   Na cerimônia de abertura da embaixada estarão presentes Ivanka Trump e Jared Kushner, filha e genro e conselheiros do presidente americano, estarão.

Decisão polêmica


                   A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e de transferir a representação diplomática de Tel Aviv para essa cidade foi muito polêmica, criticada pela União Europeia e por países árabes porque rompe com o consenso internacional de não reconhecer a cidade como capital da Palestina ou de Israel até que um acordo de paz seja firmado entre as duas partes.

                   Em uma primeira fase, a embaixada ficará dentro da seção de vistos do consulado-geral dos EUA em Jerusalém. 

                   O imóvel sofreu adaptações para receber o embaixador David Friedman e sua equipe. Em até um ano, um novo anexo será construído para ampliar o espaço da embaixada. 
                   O objetivo é construir uma sede própria para a representação diplomática em até dez anos.

                   A nova embaixada está no Bairro de Arnona, em Jerusalém Ocidental, num prédio construído em 2010. 
                   Parte do terreno era considerada, até a Guerra dos Seis Dias (1967), terra de ninguém.

                   A liderança da Autoridade Palestina se recusa a conversar com os representantes do governo Trump desde o anúncio da transferência da embaixada, nem sequer com o genro do presidente, Jared Kushner, que havia sido designado para estimular o processo de paz.

Entenda a disputa


                   No conflito entre Israel e palestinos, o status diplomático de Jerusalém, cidade que abriga locais sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos, é uma das questões mais polêmicas e ponto crucial nas negociações de paz.

                   Israel considera Jerusalém sua capital eterna e indivisível. Mas os palestinos reivindicam parte da cidade (Jerusalém Oriental) como capital de seu futuro Estado.

                   Apesar de apelos por parte de líderes árabes e europeus, e de advertências que a decisão poderia desencadear uma onda de protestos e violência, Trump resolveu adotar uma nova abordagem sobre o tema, considerando que mesmo com a postura anterior dos EUA, a paz na região até hoje não foi atingida.

                   Atualmente, a maioria dos países mantém suas embaixadas em Tel Aviv, justamente pela falta de consenso na comunidade internacional sobre o status de Jerusalém. A posição da maior parte da comunidade internacional é a de que o status de Jerusalém deve ser decidido em negociações de paz.

Jihad é convocada


                   O líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, convocou no Domingo a jihad contra os EUA, ao afirmar que a instalação da embaixada do país em Jerusalém é a prova de que as negociações e o "apaziguamento" não ajudaram os palestinos.

                   Em um vídeo de cinco minutos com o título titulado "Tel Aviv também é um território dos muçulmanos", o médico egípcio que assumiu a liderança da Al-Qaeda após a morte de seu fundador, Osama bin Laden, em 2011, chama a Autoridade Palestina de "vendedores da Palestina" e convoca seus adeptos a pegar em armas.

                   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "foi claro e explícito e revelou a verdadeira face da Cruzada moderna (...) O apaziguamento não funciona com ele, e sim a resistência (...) pela via da jihad", afirmou Al-Zawahiri de acordo com uma transcrição do grupo SITE, que monitora os sites de internet islamitas.

 

 

 

 

 

 


                   Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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