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02 abril 2019

ISRAEL - Bolsonaro reza e se emociona com fiéis: “Peço coragem”

O presidente foi abordado no lobby do hotel, rezou um Pai Nosso e disse que precisa de coragem para “decidir pelas pessoas”.

                 Enviado especial a Jerusalém - Israel Na tarde desta Segunda-feira (190401), o presidente Jair Bolsonaro foi abordado por um grupo de fiéis católicos de João Pessoa-PB na chegada ao hotel em que está hospedado em Israel. O presidente foi, então, convidado a rezar um Pai Nosso e se emocionou (foto em destaque) ao lado do padre.

                 Sob aplausos dos fiéis e apoiadores, o presidente disse precisar de “coragem” para tomar decisões que impactam o Brasil. 

“Foi quase um milagre vencer a Presidência por ocasião de uma eleição onde estava tudo contra a gente. Estávamos só com o povo e Deus”, disse. “Salomão pediu a Deus sabedoria. Eu peço mais do que isso: coragem para bem decidir em nome de todos vocês”
                 Afirmou (veja vídeo).


                 O encontro ocorreu logo após a visita do presidente ao Muro das Lamentações, local sagrado para os judeus. Sob forte esquema de segurança, o chefe do Executivo nacional quebrou protocolos e foi junto ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao alvo de disputas entre Israel e Palestina.

                 Mais cedo, o presidente homenageou os militares israelenses que atuaram no auxílio ao resgate de vítimas da tragédia de Brumadinho-MG. Na ocasião, ele garantiu que a ação foi importante no conforto dos parentes que perderam entes queridos.

Manhã

                 O primeiro compromisso de Jair Bolsonaro na manhã desta Segunda-feira (190401) foi uma visita à unidade de contraterrorismo da polícia israelense. O encontro foi privado, a imprensa não teve autorização para participar. 

                 Segundo a assessoria do titular do Palácio do Planalto, a definição de ele ir sozinho partiu do governo israelense. Os assuntos tratados não foram divulgados. 

Desastre
                 A barragem Mina Feijão, em Brumadinho, rompeu-se no fim da manhã do dia 25 de Janeiro. O vazamento de lama fez com que uma outra barragem da Vale transbordasse. Toda a região sofreu com soterramentos, até mesmo o restaurante da companhia e o prédio administrativo.

                 A lama se espalhou pela cidade e moradores precisaram deixar suas casas. Equipes de bombeiros e da Defesa Civil foram mobilizadas para a área e seguem em busca de vítimas. Tanto o governo federal quanto o local (do município e do estado) montaram gabinetes de crise e deslocaram autoridades para a região atingida. 
                 Foram confirmadas ao menos 217 mortes até o momento.


                 Com Informações de: Metrópoles.

01 abril 2019

ISRAEL - Palestina condena abertura de escritório brasileiro em Jerusalém e chama de volta embaixador

Abertura de escritório comercial foi anunciada durante 1º dia da vista do presidente Jair Bolsonaro a Israel. Medida foi saída diplomática para evitar retaliação comercial de países árabes.

                 A Autoridade Palestina condenou neste Domingo (190331) a decisão do governo brasileiro de abrir um escritório comercial em Jerusalém e anunciou que vai chamar de volta seu embaixador no Brasil para consultas e para estudar uma resposta à medida. 
                 A informação foi publicada pelo jornal "The Jerusalem Post".

                 Bolsonaro fez o anúncio da abertura do escritório após se reunir com o premiê Benjamin Netanyahu neste Domingo, seu primeiro dia de visita a Israel.

                 A abertura do escritório é uma saída diplomática para o embaraço gerado com países árabes após o presidente ter manifestado publicamente, logo após ser eleito, a intenção de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do que fez o presidente norte-americano Donald Trump.

                 O recuo de Bolsonaro em relação à transferência da embaixada se deu após ponderações da ala militar do governo e de ruralistas de que a medida poderia gerar um prejuízo bilionário para a economia brasileira. O receio é de retaliação comerciais de países árabes, grandes compradores de carne bovina e de frango do Brasil.

                 Israel considera Jerusalém a "capital eterna e indivisível" do país, mas os palestinos não aceitam e reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado palestino. A cidade também é considerada sagrada por cristãos, judeus e muçulmanos e não é reconhecida internacionalmente como capital israelense.

                 Ainda de acordo com o "The Jerusalem Post", o Ministério do Exterior da Autoridade Palestina classificou a decisão brasileira de “flagrante violação de legitimidade internacional e suas resoluções e uma agressão direta ao nosso povo e seus direitos.”

Visita a Israel

                 Bolsonaro desembarcou no país do Oriente Médio na madrugada deste Domingo para retribuir a presença do premiê israelense Benjamin Netanyahu na cerimônia de posse dele em 1º de Janeiro. A visita acontece às vésperas das eleições gerais em Israel.

                 Neste Domingo, a imprensa de Israel tratava como uma das principais pautas da visita do presidente brasileiro a possível definição de mudar a embaixada para Jerusalém.

                 Um dos principais aliados externos de Bolsonaro, o primeiro-ministro de Israel foi recepcionar o colega brasileiro no aeroporto de Tel Aviv, distinção que ele reservou a poucos chefes de Estado ao longo dos quatro mandatos em que está à frente do governo israelense. Do aeroporto, a comitiva brasileira se deslocou diretamente para Jerusalém.

                 Mais tarde, Bolsonaro e Netanyahu tiveram uma reunião de trabalho no gabinete do primeiro-ministro, na qual assinaram acordos bilaterais.

                 Ao final do encontro, chamando o premiê israelense de "irmão e amigo", o presidente anunciou, em Jerusalém, a instalação do escritório que, segundo ele, será encarregado da promoção de comércio, investimentos, tecnologia e inovação entre os dois países, subordinado à embaixada do Brasil em Tel Aviv.

                 Alvo de denúncias de corrupção, Benjamin Netanyahu vive um dos momentos mais delicados desde que assumiu o governo israelense. Ele é acusado, entre outras coisas, de ter usado de sua influência no ministério das Comunicações para obter cobertura favorável de veículos da imprensa, de ter recebido favorecimento ilícito na compra de submarinos da Alemanha e ainda de ter recebido presentes caros de empresários.

                 Nas eleições convocadas para 09 de Abril, é possível que Netanyahu, líder do partido de direita Likud, deixe o poder após uma década como primeiro-ministro.

                 Com Informações de: G1.

14 maio 2018

ISRAEL - Ouve confronto na fronteira de Gaza horas antes da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém

37 palestinos morreram e cerca de 500 ficaram feridos. Estado de Israel completa 70 anos nesta Segunda-feira (14).

                   Trinta e sete palestinos morreram e cerca de 500 ficaram feridos em confrontos com soldados israelenses nesta Segunda-feira (180514) na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel, anunciaram as autoridades do território palestino. 
                   Dentre os feridos, 35 foram alvos de tiros.

                   Os confrontos ocorrem poucas horas antes da inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, que começou pontualmente às 16:00 horas locais (10:00 horas em Brasília).
                   A data marca o dia em que o Estado de Israel completa 70 anos. 

                   Os palestinos protestam na fronteira desde o dia 30 de Março, na chamada Grande Marcha do Retorno, que evoca o direito dos palestinos de voltarem para os locais de onde foram removidos após 1948, pela criação do Estado de Israel.

                   Milhares de palestinos se reuniram nesta Segunda-feira em diversos pontos próximos à fronteira e pequenos grupos se aproximaram da cerca de segurança vigiada por soldados israelenses. Os grupos tentaram avançar contra a barreira e lançaram pedras na direção dos soldados, que responderam com tiros.

                   A Autoridade Palestina acusou Israel de cometer um "massacre horrível" na fronteira. Yusuf al-Mahmud, porta-voz da Autoridade Palestina, pediu em um comunicado "uma intervenção internacional imediata para frear o massacre horrível em Gaza cometido pelas forças israelenses de ocupação contra nosso heroico povo".

                   As forças de segurança israelenses se preparam para os protestos de dezenas de milhares de palestinos nesta Segunda-feira tanto na Faixa de Gaza, submetida ao bloqueio israelense, como na Cisjordânia ocupada, contra a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

                   No Domingo e nesta Segunda-feira o exército israelense lançou panfletos em Gaza para advertir os palestinos que participam nas manifestações que se expõem ao perigo e que não permitirá danos à cerca de segurança ou ataques aos soldados ou aos civis israelenses vizinhos do território palestino.

                   De acordo com o jornal israelense "Haaretz", milhares de policiais estão posicionados na cidade.

                   O presidente americano Donald Trump disse no Twitter que esta Segunda-feira é "um grande dia para Israel". Trump não fez referência à violência e pediu a seus seguidores que assistam ao vivo a cerimônia de inauguração da sede diplomática.

                   Na cerimônia de abertura da embaixada estarão presentes Ivanka Trump e Jared Kushner, filha e genro e conselheiros do presidente americano, estarão.

Decisão polêmica


                   A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e de transferir a representação diplomática de Tel Aviv para essa cidade foi muito polêmica, criticada pela União Europeia e por países árabes porque rompe com o consenso internacional de não reconhecer a cidade como capital da Palestina ou de Israel até que um acordo de paz seja firmado entre as duas partes.

                   Em uma primeira fase, a embaixada ficará dentro da seção de vistos do consulado-geral dos EUA em Jerusalém. 

                   O imóvel sofreu adaptações para receber o embaixador David Friedman e sua equipe. Em até um ano, um novo anexo será construído para ampliar o espaço da embaixada. 
                   O objetivo é construir uma sede própria para a representação diplomática em até dez anos.

                   A nova embaixada está no Bairro de Arnona, em Jerusalém Ocidental, num prédio construído em 2010. 
                   Parte do terreno era considerada, até a Guerra dos Seis Dias (1967), terra de ninguém.

                   A liderança da Autoridade Palestina se recusa a conversar com os representantes do governo Trump desde o anúncio da transferência da embaixada, nem sequer com o genro do presidente, Jared Kushner, que havia sido designado para estimular o processo de paz.

Entenda a disputa


                   No conflito entre Israel e palestinos, o status diplomático de Jerusalém, cidade que abriga locais sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos, é uma das questões mais polêmicas e ponto crucial nas negociações de paz.

                   Israel considera Jerusalém sua capital eterna e indivisível. Mas os palestinos reivindicam parte da cidade (Jerusalém Oriental) como capital de seu futuro Estado.

                   Apesar de apelos por parte de líderes árabes e europeus, e de advertências que a decisão poderia desencadear uma onda de protestos e violência, Trump resolveu adotar uma nova abordagem sobre o tema, considerando que mesmo com a postura anterior dos EUA, a paz na região até hoje não foi atingida.

                   Atualmente, a maioria dos países mantém suas embaixadas em Tel Aviv, justamente pela falta de consenso na comunidade internacional sobre o status de Jerusalém. A posição da maior parte da comunidade internacional é a de que o status de Jerusalém deve ser decidido em negociações de paz.

Jihad é convocada


                   O líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, convocou no Domingo a jihad contra os EUA, ao afirmar que a instalação da embaixada do país em Jerusalém é a prova de que as negociações e o "apaziguamento" não ajudaram os palestinos.

                   Em um vídeo de cinco minutos com o título titulado "Tel Aviv também é um território dos muçulmanos", o médico egípcio que assumiu a liderança da Al-Qaeda após a morte de seu fundador, Osama bin Laden, em 2011, chama a Autoridade Palestina de "vendedores da Palestina" e convoca seus adeptos a pegar em armas.

                   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "foi claro e explícito e revelou a verdadeira face da Cruzada moderna (...) O apaziguamento não funciona com ele, e sim a resistência (...) pela via da jihad", afirmou Al-Zawahiri de acordo com uma transcrição do grupo SITE, que monitora os sites de internet islamitas.

 

 

 

 

 

 


                   Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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