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27 janeiro 2020

CHINA - Mortes por coronavírus passam de 50

Segundo informações do governo chinês, 56 pessoas morreram - incluindo a primeira em Xangai - e 1.975 pessoas tiveram diagnósticos da doença confirmados no país.


                  O número de mortes causadas pelo coronavírus na China chegou a 56 neste Sábado (200125), segundo o governo local, incluindo a primeira vítima fatal em Xangai. De acordo com a Agência Reuters, 1.975 pessoas já tiveram diagnósticos da doença confirmados no país e 49 estão curadas.

                  Também neste Sábado o Canadá registrou seu primeiro caso, segundo autoridades locais. Um homem está em isolamento em um Hospital de Toronto, infectado após ter viajado para Wuhan, na China, de onde retornou em 22 de Janeiro. Após apresentar febre e sintomas de deficiência respiratória, ele foi submetido a testes e teve o diagnóstico confirmado neste Sábado (200125).

                  Segundo um comunicado do Sunnybrook Health Sciences Centre, a análise foi confirmada também pelo Laboratório de Saúde Pública de Ontario. Ainda de acordo com o hospital, o paciente está estável e uma equipe foi designada para o seu tratamento.

                  Ainda no Sábado, os governos da Malásia e da Austrália registraram cinco casos de Coronavírus. Quatro pacientes foram diagnosticados com a doença respiratória no país do Sudeste asiático, enquanto o caso australiano se tornou o primeiro na Oceania.

                  Com a confirmação do caso canadense, passam a ser 12 os países em 4 continentes afetados pela infecção que surgiu na China e já matou 56 pessoas desde o início do ano.

                  Na Sexta-feira (200124), os Estados Unidos confirmaram o 2º caso da doença no país, e a França registrou 3, os primeiros na Europa. Também há casos no Nepal, na Tailândia, Vietnã, Arábia Saudita, Coreia do Sul e Japão.


56 mortes na China

                  Na China, onde o surto começou e o único país a registrar mortes, o número de vítimas fatais subiu para 56 no Sábado.

                  A província de Hubei tinha 13 cidades com restrições de circulação até Sexta-feira, o que afeta cerca de 40.000.000 de pessoas.

                  Na manhã de Domingo (200126, horário local), foi anunciado que a cidade de Tianjin também irá interromper a circulação de todos os ônibus intermunicipais para tentar conter a disseminação do vírus.

                  As restrições incluem fechamento de estações de trens, rodoviárias, transportes urbanos e de circulação de carros por algumas estradas. As autoridades ainda não informaram quando essas medidas serão retiradas.


Novos hospitais

                  A China está em uma corrida científica e estrutural para conter o avanço de novos casos de Coronavírus. Além de desenvolver pesquisas para identificar detalhes da cepa do vírus e de impor restrições de circulação e fechamento de pontos turísticos, o país está construindo dois hospitais para tratar exclusivamente dos infectados.

                  Os empreendimentos seguem o modelo de Pequim para tratamento de doenças respiratórias agudas, conhecidas como SARS. O primeiro hospital terá 1.000 leitos, uma área de 25.000 m² e deverá ser inaugurado em 03 de Fevereiro. 
                  O segundo, anunciado neste Sábado, deve ter 1.300 leitos e será entregue em 15 dias.

Países retiram cidadãos

                  Os Estados Unidos estão organizando um voo charter neste Domingo (200126) para trazer seus cidadãos e diplomatas de volta da cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto de um novo Coronavírus, informou o Jornal norte-americano "Wall Street Journal" neste Sábado (200125).

                  O avião, com cerca de 230 pessoas, levará diplomatas do consulado dos EUA, bem como cidadãos norte-americanos e suas famílias, informou o Journal, citando uma pessoa familiarizada com a operação.

                  Além disso, a Peugeot informou que vai repatriar funcionários franceses alocados em Wuhan. Segundo um porta-voz da empresa, 38 pessoas serão evacuadas da região com a colaboração de autoridades chinesas e do consulado geral da França na região.

                  A empresa disse em um comunicado que as famílias retiradas passarão por um período de quarentena em Changsha antes de voltar para o país.

                  O rei Abdullah II, da Jordânia, destinou uma aeronave para evacuar cidadãos de seu país na China. Segundo a rede de notícias CNN, a ação já foi autorizada pelas autoridades chinesas.

China suspende viagens turísticas

                  A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país a partir desta Segunda-feira (200127) para tentar conter o surto de Coronavírus. Neste Sábado a Associação de Turismo da China anunciou que as viagens em grupo ao exterior estarão suspensas.

                  Segundo a associação, viagens domésticas já estavam sob restrição desde Sexta-feira (200124).

Parques temáticos fechados

                  Os populares parques de diversões de Hong Kong Disneyland e Ocean Park serão fechados a partir deste Domingo (200126) para evitar a propagação do vírus. 

                  Em Xangai, o governo também anunciou que o parque da Disney ficará fechado. A China está em feriado do Ano Novo Lunar, período em que os parques costumam ficar cheios de turistas.


                  Com Informações de: G1.

10 maio 2019

CORÉIA DO NORTE - Teste de 'ataque de longo alcance'

Coreia do Sul afirmou que mísseis lançados na Quinta-feira (09) eram aparentemente de curto alcance. Trump questionou vontade de Kim Jong-un negociar seriamente a desnuclearização da península.

                  A Agência de Notícias Estatal Norte-Coreana - KCNA informou nesta Sexta-feira (190510) que o teste realizado na Quinta-feira (190509) pelo país foi de um "ataque de longo alcance". 

                  A simulação foi ordenada pelo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, garantiu a KCNA horas após a Coreia do Sul revelar que um lançamento de mísseis norte-coreanos de curto alcance.

                  Segundo o Estado-Maior sul-coreano, na Quinta-feira (190509), Pyongyang disparou aparentemente dois mísseis de curto alcance de Kusong, na província de Pyongan do Norte. Os mísseis, que percorreram 270 e 420 km, estão sendo analisados pelos militares sul-coreanos e seus aliados americanos.

"No posto de comando, o líder supremo, Kim Jong-un, foi informado sobre um plano de exercício de ataque de vários meios de longo alcance e deu a ordem para a realização" da simulação, segundo a KCNA. O comunicado da agência não dá detalhes sobre que tipo de arma foi testada, e evita usar as palavras "míssil", "foguete" e "projétil".

"A mobilização e ataque bem sucedidos, planejados para testar a habilidade de reação rápida das unidades de defesa [...] mostrou o poder destas unidades, que estavam totalmente preparadas para realizar de forma competente qualquer operação e combate"
                  Assinalou o texto.

Captura de cargueiro norte-coreano

                  O presidente dos EUA, Donald Trump, questiona a vontade de Kim Jong-un negociar seriamente a desnuclearização da península. O comunicado de Pyonyang ocorre no momento em que os Estados Unidos anunciaram a captura de um cargueiro norte-coreano.

                  Em Nova York, procuradores federais revelaram que o "Wise Honest" - um dos maiores navios cargueiros norte-coreanos, segundo Washington-, foi retido na Quinta-feira (190509) por violar as sanções internacionais ao exportar carvão e importar maquinaria.

                  O lançamento dos dois projéteis norte-coreanos coincidiu com a visita a Seul de um enviado dos Estados Unidos para tentar desbloquear as negociações sobre a crise nuclear entre Washington e Pyongyang. 
                  Na Casa Branca, Trump disse que observa o lançamento de mísseis "muito seriamente" e criticou este passo dado por Pyongyang.

"Eram mísseis pequenos, de curto alcance. 
Ninguém está contente com isso"
                  Disse o presidente a jornalistas. 

"A relação continua. Mas vamos ver o que acontece. Sei que querem negociar, falam sobre isso. Mas não penso que estão prontos para negociar"
                  Destacou.

                  Na reunião em Singapura, em junho de 2018, o líder norte-coreano se comprometeu com Trump a "trabalhar pela desnuclearização completa da península coreana". Mas as conversas emperraram após o fracasso do segundo encontro entre os dois chefes de Estado em Fevereiro passado, no Vietnã. 

                  Nesta reunião, Kim pediu o fim das sanções contra seu país, em troca do início do processo de desnuclearização, uma proposta considera muito tímida por Trump.

Advertência sul-coreana

                  A edição desta Sexta-feira do "Rodong Sinmun", jornal oficial do partido que governa Pyongyang, dedica a primeira página e parte da segunda ao lançamento de quinta-feira, com 16 fotos, uma delas de Kim observando o teste.

                  O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, considerou que os disparos poderiam complicar as discussões com os Estados Unidos. 

"Seja quais forem as intenções da Coreia do Norte, alertamos que esse ato pode tornar as negociações mais difíceis"
                  Declarou à televisão.

                  O ministro japonês da Defesa, Takeshi Iwaya, afirmou nesta Sexta-feira (190510) que Tóquio chegou à conclusão de que os últimos lançamentos foram de "mísseis balísticos de curto alcance", o que viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Garantias de segurança

                  Horas antes do teste, o enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, desembarcou em Seul para discutir com as autoridades sul-coreanas a abordagem a ser adotada nas negociações nucleares com Pyongyang. 

                  Esta foi a primeira visita de Biegun ao país desde o fracasso da segunda cúpula entre o presidente americano Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un, em Fevereiro.

                  O enviado especial americano se reuniu com seu colega sul-coreano Lee Do-hoon, mas sua agenda política não foi divulgada. Os dois países aliados, Washington tem 28.500 militares posicionados no Sul para fazer frente a possíveis ameaças do vizinho do Norte, trabalham juntos na estratégia de negociação com Pyongyang.

                  A base de mísseis Sino-ri, de onde teriam partido os disparos, existe a décadas e fica 75 km a noroeste da capital Pyongyang. O local abriga o equivalente a um regimento e é equipado com mísseis Nodong-1 de médio alcance, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos Internacionais. Qualquer lançamento realizado a partir de Sino-ri em direção a leste deveria atravessar a península coreana antes de cair no oceano, segundo especialistas.

'Mensagem clara'

                  Com os disparos desta Quinta-feira, "a Coreia do Norte está enviando uma mensagem clara de que não ficará satisfeita com uma ajuda humanitária" de Seul, segundo Hong Min, pesquisador do Instituto Coreano para a Unificação Nacional. Pyongyang "diz: 'queremos garantias de segurança em troca de um processo de desnuclearização'", acrescenta.

                  Na semana passada, Pyongyang alertou os Estados Unidos para o risco de um "resultado indesejável", se o país não ajustar sua posição até o final do ano, depois de três meses de paralisia nas negociações sobre o programa balístico e nuclear da Coreia do Norte.

                  Com Informações de: G1.

17 dezembro 2018

UNIVERSAL - Candidata da Filipinas vence o Miss Universo 2018

Catriona Gray superou na etapa final as representantes da África do Sul, Tamaryn Green, e da Venezuela, Sthefany Gutiérrez. 
Brasil ficou no Top 20.

                 A filipina Catriona Gray foi a vencedora do concurso Miss Universo 2018, celebrado em Bangcoc e que contou pela primeira vez com uma candidata transgênero. 
                 Gray, 24 anos, superou na etapa final as representantes da África do Sul, Tamaryn Green, e da Venezuela, Sthefany Gutiérrez.

                 O Brasil foi representado pela amazonense Mayra Dias. Ela ficou entre as 20 semifinalistas do concurso. O evento foi apresentado pelo comediante americano Steve Harvey e pela modelo Ashley Graham. Na fase final, Gray foi muito aplaudida ao falar de seu trabalho nos bairros mais pobres de Manila. 
                 Após a vitória, explicou que deseja continuar trabalhando nas Filipinas com uma organização que promove a educação sobre o vírus HIV e a AIDS.

"Há alguns anos perdi um amigo íntimo por complicações relacionadas com o HIV"
                 Afirmou em uma entrevista coletiva. 

"Por isto, aumentar a consciência desta causa e estimular as pessoas para que façam testes e conheçam sua condição será, sem dúvida, um dos primeiros projetos que desejo realizar"
                 Completou.

                 Gray, estudante de Música, superou mais de 90 candidatas de todo o mundo na 67ª edição do concurso, organizado na Impact Arena, na capital da Tailândia. Durante a competição, exibida ao vivo, as candidatas responderam perguntas sobre a liberdade de imprensa, a legislação sobre a maconha, os refugiados e o movimento #MeToo.

                 O evento foi bem recebido por abordar temas como a inclusão e por seu júri formado apenas por mulheres, incluindo empresárias e vencedoras do Miss Universo. 

                 A edição também foi marcada pela representante da Espanha no concurso, Angela Ponce, 27 anos, a primeira candidata transgênero da história, que ressaltou o desejo de representar a "diversidade dos seres humanos".

"Ter uma vagina não me transformou em mulher. 
Sou uma mulher desde antes de nascer, 
porque minha identidade está aqui"
                 Declarou à AFP Ponce, apontando para a própria cabeça. 

                 O concurso também registrou uma polêmica depois que a Miss Estados Unidos, Sarah Rose Summers, pareceu zombar das candidatas do Vietnã e do Camboja nas redes sociais por não falarem bem inglês.

                 Seus comentários se tornaram virais e Summers pediu desculpas em uma mensagem no Instagram. A vitória de Gray foi celebrada na Filipinas, onde os concursos de beleza são muito populares. 

                 Um porta-voz do presidente Rodrigo Duterte afirmou em um comunicado que a vitória de Catriona Gray colocou o país no mapa por sua "beleza e elegância".
















 










                 Com Informações de: CorreioBrasiliense.

20 outubro 2018

ESTADOS UNIDOS - Pedaço da Lua é vendido por mais de US$ 600.000,00 (dólares)

Meteorito lunar de 5.500 quilos é arrematado por valor acima do esperado em leilão nos EUA. Fragmento foi encontrada na África no ano passado e deverá ser exposto em templo no Vietnã.

                  Um meteorito lunar encontrado no ano passado no norte da África foi vendido por mais de US$600.000,00, (Seiscentos mil dólares), anunciou uma casa de leilões dos Estados Unidos nesta Sexta-feira (181019).

                  A oferta vencedora, de US$612.500,00 (cerca de R$2,200.000,00), foi feita por uma pessoa ligada ao complexo religioso Tam Chuc Pagoda, localizado na província de Há Nam, no Vietnã, e que será a nova casa do meteorito, segundo a casa de leilões RR Auction, de Boston.

                  A peça será exposta ao público em um dos templos do complexo, um local dedicado à oração e aos estudos de ciências e da natureza, bastante conhecido entre turistas e budistas.

                  Apelidado de "Buagaba" ou "quebra-cabeça lunar", o meteorito é composto de seus fragmentos que se encaixam como num quebra-cabeça, formando um bloco que pesa cerca de 5.500 quilos. A crosta de fusão parcial visível em um dos lados do meteorito foi causada pelo calor gerado quando ele cruzou a atmosfera terrestre.

                  O fragmento se desprendeu da superfície da Lua num passado distante – provavelmente devido ao impacto de outro meteorito – e então viajou 384.000 quilômetros rumo à Terra, sobrevivendo à descida. 
                  Ele foi descoberto numa área deserta remota na Mauritânia.

                  O valor alcançado no leilão superou as expectativas da RR Auction, que havia previsto uma venda por US$500.000,00. Segundo a casa de leilões, trata-se do maior quebra-cabeça lunar já encontrado e um dos mais significantes fragmentos da Lua a ser colocado à venda.

                  Com Informações de: G1.

31 maio 2017

TAILÂNDIA - Brasileira denuncia abuso sexual em hostel

Bruna Fornasier foi atacada enquanto dormia em sua cama e levou o caso à polícia tailandesa, em um desgastante processo; 'denunciar ajuda a diminuir a cultura do estupro', diz ela.


              A atriz brasileira Bruna Fornasier, de 25 anos, planejou e economizou dinheiro para uma longa viagem sozinha pela Ásia, sonho que ela conseguiu concretizar em abril. Ao longo de um mês e meio, conheceu Hong Kong, Bali, Cingapura, Malásia e Tailândia.

              Tudo corria bem até a etapa tailandesa da viagem, quando Bruna foi vítima de um abuso sexual dentro do quarto do hostel onde estava hospedada.

              Com a ajuda das redes sociais, acabou conseguindo localizar o agressor e levá-lo à polícia - em um processo "lento e desgastante", que envolve também um desentendimento com o hostel onde o crime ocorreu.

              Bruna agora aguarda o desfecho de seu caso para decidir se prossegue sua viagem - antes da agressão, ela planejava ir da Tailândia para Laos, Vietnã e Camboja. Ela diz que resolveu buscar justiça para evitar que o agressor saísse impune e continuasse a praticar abusos.

Leia seu depoimento à BBC Brasil:

"Estava fazendo uma viagem pelo sudeste asiático. Cheguei à Tailândia no dia 26 de maio e fui a um albergue que era super-renomado em todas as redes sociais, um "party hostel"
              Cada quarto tem cerca de 10 cubículos. As camas são fechadas nas laterais e só é possível a entrada e saída através de um acesso protegido por uma cortina, onde ficam os pés da cama.

              Saí naquela noite. 
              Fui à uma festa e voltei sozinha ao albergue por volta de 1:00 hora da manhã. 

              Deitei no meu cubículo e dormi. Acordei, assustada, quando senti um cara em cima de mim, colocando a mão dele dentro da minha vagina. Quando percebi o que estava acontecendo, gritei para ele sair. 
              Ele disse que ia enfiar o pênis dentro de mim. 
              Comecei a chutá-lo e ele saiu.

              Pela manhã, expliquei a uma pessoa encarregada do albergue que havia sido vítima de abuso sexual. 
              Ela perguntou se eu queria ir à polícia, mas naquele momento eu estava abalada, queria desaparecer.

              O gerente foi chamado e eu pedi os dados do meu agressor, um indiano. Ele me pediu que eu preservasse o nome do albergue caso eu decidisse escrever nas redes sociais o que havia acontecido. 
              Essa era a única preocupação dele. 
              Fiquei indignada. 
              Peguei minha mala e me hospedei em outro hotel.

              Contei o que havia acontecido à minha família e publiquei um post no Facebook relatando o abuso. Meu post repercutiu muito. Nunca imaginei que seria assim. 
              Quando publiquei, minha intenção era de que todas as pessoas conhecidas soubessem do ocorrido. Queria transformar essa história horrível em um alerta para outras pessoas.

              Decidi formalizar a denúncia contra o abusador. Fui à polícia turística e encontrei uma oficial que me orientou a fazer a denúncia na delegacia. Da delegacia fui encaminhada ao hospital para fazer exames. O médico disse que minha vagina tinha um corte, estava um pouco inchada. 
              Aquilo não provava nada, claro.

              Fui encaminhada a uma psiquiatra. Ela assinou um laudo que confirmava que eu havia sido vítima de abuso sexual. Isso permitiu que os policiais locais finalmente me levassem a sério.

              Prestei depoimento na delegacia por mais de cinco horas. Me perguntaram quantos dedos o cara colocou na minha vagina. A policial de turismo estava comigo e traduzia tudo. 
              Foi um processo lento e desgastante.

              Por meio do Facebook, duas pessoas me alertaram terem visto o estuprador na ilha de Kho PhiPhi. Um deles tirou uma foto do agressor e me enviou o endereço onde ele estava hospedado. Passei as informações à polícia. 
              Tremi e chorei. 
              As redes sociais me salvaram.

              No dia seguinte, fui informada de que ele já estava sob custódia policial. Fui à delegacia acompanhada de três policiais mulheres. Tive que confirmar que aquele jovem sorridente que conversava com os oficiais tinha me violentado. Senti medo e repulsa e preferi que ele não me visse.

              No depoimento, ele teria dito que estava bêbado, que se sentou na beirada da minha cama e colocou a mão na minha perna e então eu lhe disse "vai embora, vai embora". Essa foi a versão dele. 
              Ele insistiu em falar comigo na delegacia, mas não aceitei.

              A advogada do renomado albergue apareceu na delegacia e me informou que posso ser processada pela postagem feita no Facebook caso não cheguemos a um acordo.
               Eles alegam que o trabalho deles foi afetado pelo que eu disse.

              Mas foi a minha postagem que me permitiu encontrar meu agressor. Agora quero que o hostel pense em como agir para evitar que isso se repita, ou seja, usar o meu caso a favor da sociedade.

              O processo contra o meu agressor ainda está em andamento. Os oficiais me informaram que ele será levado à corte tailandesa e terá que ficar um mês preso. Se optar por pagar uma fiança de 200 mil baths, cerca de US$ 6 mil, poderá aguardar em liberdade o julgamento, mas não poderá sair da ilha de Krabi nem do país.

              Depois de um mês ele será levado novamente à corte. Se assumir o que fez terá de cumprir uma pena. Não sabemos por quanto tempo. Se não assumir, terá de ficar em Krabi até que o caso seja resolvido.

              Para mim é uma vitória. 
              Algumas pessoas disseram que seria muito difícil levar isso adiante porque eu não tinha testemunhas ou provas. Mas eu tinha que fazer alguma coisa, encorajar a outras mulheres que já passaram por isso ou alertar as que ainda serão vítimas de abuso.

              Não podemos ter vergonha de "o que as pessoas vão pensar de mim?", não. 
              Somos vítimas.

              Eu poderia estar desmaiada de bêbada, pelada, não importa. Muita gente não conta ter sido vítima de abuso sexual e eu entendi o porquê. Foi muito sofrido. Porém, se nos mantivermos fortes, é possível.

              Denunciar pode inibir a ação de estupradores. Eles saberão que as mulheres já não ficarão caladas e eles terão de pagar pelo o que fazem.

              Acredito que denunciar ajuda, sim, a diminuir a cultura do estupro. Não podemos, além de ser vítimas, assumir um papel de terapeuta do agressor. 

              Quanto mais a palavra estupro sair, mais ajudamos a romper o tabu de falar sobre isso. Quanto mais exposto, mais fácil será combater e caminhar contra a cultura da violação sexual.

              Com Informações de: G1.

14 abril 2017

UNIVERSAL - 14 de Abril: Dia Mundial do Café

O Dia Mundial do Café é comemorado anualmente em 14 de abril.


              A data homenageia uma das bebidas mais adoradas do mundo: o café! Seja ele carioca, pingado, cappuchino, americano ou expresso, o café é uma paixão mundial, sem dúvidas.

              De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café - ABIC, o produto é consumido por 9 entre 10 brasileiros com mais de 15 anos.

              Atualmente, o BRASIL é considerado o maior produtor e exportador de café do mundo, seguido do VIETNÃ e da COLÔMBIA.
Dia Nacional do Café.

              O Dia Internacional do Café ainda não foi oficializado e também não existe um registro que conte a sua origem, no entanto, como o café é amado e consumido em vários países pelo mundo, cada nação criou o seu Dia Nacional do Café.

              No Brasil, o Dia Nacional do Café é comemorado em 24 de maio. Confira outros Dias Nacionais do Café pelo mundo:
              Indonésia - 17 de agosto
              Costa Rica - 12 de setembro
              Alemanha - 24 de setembro
              Japão - 1 de outubro
              Nepal - 17 de novembro
              Estados Unidos e Inglaterra - 29 de setembro
              
              Saiba mais sobre o Dia Nacional do Café.


Curiosidades sobre o Café

1. A borra do café funciona como um excelente adubo
2. A borra do café também é ótima para tirar o mau cheiro da geladeira
3. O café, quando consumido nas doses corretas (4 vezes ao dia), aumenta a capacidade de concentração
4. A cafeína, nas quantidades certas, evita a depressão e o mau humor.






              Com Informações de: Calendarr.

26 novembro 2016

CUBA - Fidel Castro, ex-presidente morre aos 90 anos

Cuba declarou 9 dias de luto oficial pela morte de Fidel Castro.
Líder da Revolução Cubana foi figura internacional polêmica por décadas.


              O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, morreu à 1:29 horas (hora de Brasília) deste Sábado (161126), aos 90 anos, na capital Havana. A informação foi divulgada pelo seu irmão Raúl Castro em pronunciamento na TV estatal cubana.

"Com profunda dor compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro do 2016, às 22:29 horas, faleceu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz"
              Disse Raúl Castro.

"Em cumprimento da vontade expressa do companheiro Fidel, seus restos serão cremados nas primeiras horas"
              Deste Sábado, prosseguiu o irmão.

              As cinzas serão enterradas em 4 de dezembro, na cidade de Santiago de Cuba, após percorrerem o país numa caravana de 4 dias. Cuba declarou 9 dias de luto oficial pela morte de Fidel Castro.


Figura controversa
              Visto como um grande líder revolucionário por uns, e como ditador implacável por outros, Fidel foi saindo de cena progressivamente ao longo da última década, morando em lugar não divulgado e fazendo aparições esporádicas nos últimos anos.

              As últimas imagens de Fidel Castro são do dia 15, quando recebeu em sua residência o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang. Antes, ele foi visto em um ato público foi no dia 13 de agosto, na comemoração de seu 90º aniversário. A festa reuniu mais de 100.000 pessoas. Na época, Fidel apresentou um semblante frágil, vestido com um moletom branco e acompanhado pelo seu irmão Raúl e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.


Despedida
              Em abril, durante o XVII Congresso do Partido Comunista de Cuba, Fidel reapareceu e fez um discurso que soou como uma despedida, onde reafirmou a força das ideias dos comunistas.

"A hora de todo mundo vai chegar, mas ficarão as ideias dos comunistas cubanos, como prova de que neste planeta se trabalha com fervor e dignidade, é possível produzir os bens materiais e culturais que os seres humanos necessitam, e devemos lutar sem descanso para isso"
              Afirmou Fidel Castro na ocasião.

              Desde que ficou doente, em julho de 2006, e cedeu o poder ao seu irmão Raúl Castro, o líder cubano se dedicou a escrever artigos, assim como livros sobre sua luta na Sierra Maestra e a receber personalidades internacionais em sua residência, no oeste de Havana.


Doença e saída do poder
              Na noite de 31 de julho de 2006, Fidel Castro surpreendeu Cuba e o mundo com o anúncio de que cedia o poder ao irmão Raúl, em caráter provisório, depois de sofrer hemorragias. Foi a primeira vez que saiu do poder.

              Sem revelar qual doença o afetava, Fidel admitiu que esteve à beira da morte. Perdeu quase 20 quilos nos primeiros 34 dias de crise, passou por várias cirurgias e dependeu por muitos meses de cateteres.

              Em dezembro de 2007, o comandante cubano já havia expressado em uma mensagem escrita que não estava aferrado ao poder, nem obstruiria a passagem das novas gerações, mas em janeiro foi eleito deputado e ficou tecnicamente habilitado para uma reeleição – o que não ocorreu.

              Desde março de 2007, já afastado do cenário público, sendo visto apenas em vídeos e fotos, Fidel Castro se dedicava a escrever artigos para a imprensa sob o título de "Reflexões do Comandante-em-Chefe".

              Fidel deixou o poder definitivamente em fevereiro de 2008. Em um texto publicado no jornal estatal “Granma”, ele anunciou sua renúncia.


Trajetória
              Fidel nasceu em 13 de agosto de 1926, na província de Holguín, sul de Cuba, e foi batizado durante a infância de Fidel Hipólito. Sua mãe trabalhava para a mulher de seu pai, o bem sucedido latifundiário espanhol Ángel Castro.

              Apenas quando Fidel era adolescente seu pai se separou da primeira mulher e assumiu a família com a mãe de Fidel, Lina Ruz Gonzalez, com quem teve outros cinco filhos. Nesta época, Fidel foi assumido oficialmente pelo pai e recebeu o nome de Fidel Alejandro Castro Ruz.

              Apesar de não ter sido registrado pelo pai na infância, Fidel cresceu estudando em escolas particulares e em meio a um ambiente de riqueza bastante diferente da pobreza do povo cubano.

              Bastante inteligente, o jovem era mais interessado nos esportes do que nos estudos. Mesmo assim, o líder cubano iniciou seus estudos na Universidade de Havana em 1945, onde conheceu o nacionalismo político cubano, o anti-imperialismo e o socialismo, e se formou em direito em 1950.

              Em 1948, Fidel viajou para a República Dominicana em uma expedição para tentar derrubar o ditador Rafael Trujillo, que foi fracassada.

              Ao voltar para a faculdade, ele se juntou ao Partido Ortodoxo, fundado para acabar com a corrupção no país.

Casamentos
              No mesmo ano, Fidel se casou com Mirta Diaz Balart, de uma rica família cubana. Eles tiveram apenas um filho, Fidelito. O casamento com Mirta acabou em 1955. Durante a união, ele teve um relacionamento com Naty Revuelta, com quem teve uma filha, Alina Fernández-Revuelta. Em 1993, ela fugiu da ilha se fazendo passar por uma turista espanhola. Alina pediu asilo nos Estados Unidos e passou a fazer fortes críticas a seu pai.

              Com sua segunda mulher, Dalia Soto del Valle, Fidel teve outros cinco filhos homens cujos nomes começam com a letra "A": Alexis, Alexander, Alejandro, Antonio e Ángel.

              Além da filha Alina, uma das irmãs de Fidel, Juanita Castro, também se mudou para os EUA, no início da década de 1960.


Revolução
              Durante o casamento, Fidel teve contato com as famílias ricas de Cuba, e se candidatou a um posto no parlamento. Entretanto, o golpe do general Fulgêncio Batista derrubou o governo da época e cancelou as eleições.

              Junto com outros membros do Partido Ortodoxo, Fidel organizou uma insurreição. Em 26 de julho de 1953, cerca de 150 pessoas atacaram o quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em uma tentativa de derrubar Batista. O ataque falhou e Fidel foi capturado. Após julgamento, ele foi condenado a 15 anos de prisão. Entretanto, o incidente o tornou famoso no país.

              Em 1955, Fidel foi anistiado, e fundou o movimento 26 de Julho, de oposição ao governo. Nessa época, ele se encontrou pela primeira vez com o revolucionário Ernesto ‘Che’ Guevara e se exilou no México.

              Em 1957, junto com Guevara e mais 79 expedicionários, chegou a Cuba a bordo de um navio e tentou derrubar o presidente, mas foi surpreendido pelo Exército e derrotado. Fidel, seu irmão Raúl e Che conseguiram escapar e se refugiaram na Sierra Maestra, onde travaram combates com o governo.

              Em 30 e 31 de dezembro de 1958, as vitórias revolucionárias assustaram Batista, que fugiu de Cuba e foi para a República Dominicana. Aos 32 anos, Fidel conseguiu o controle do país.

Reforma para o comunismo
              Um novo governo foi criado, e Fidel assumiu como primeiro-ministro em 1959, após a renúncia de Jose Miro Cardona. Nesta época, foram iniciadas as relações com a então União Soviética.

              O líder passou então a sua reforma para o comunismo. Em 1960, Fidel nacionalizou a indústria açucareira de Cuba, sem pagar indenizações. Três anos depois ele estatizaria as fazendas, ampliando a reforma agrária.

              Em 1961, o governo proclamou seu status socialista. Houve uma fuga em massa dos ricos do país para Miami, nos Estados Unidos, que rompem as relações diplomáticas com Cuba.

Crise com os EUA
              Em abril, Castro formalizou Cuba como um estado socialista. No dia seguinte, cerca de 1,3 mil exilados cubanos apoiados pela CIA atacaram a ilha pela Baía dos Porcos, em uma tentativa de derrubar o governo.

              O ataque foi um fracasso – centenas de pessoas foram mortas e quase mil capturadas. Os EUA negaram seu envolvimento, mas revelaram que os exilados foram treinados pela CIA. Décadas depois, o país confirmou que a ação vinha sendo planejada desde 1959.

              O incidente fez Castro consolidar seu poder. Em maio do mesmo ano, ele anunciou o fim das eleições democráticas no país e denunciou o imperialismo americano. Che Guevara assumiu o Ministério da Indústria.

              Em 1962, os EUA ordenaram o bloqueio econômico total à ilha, isolando o regime, uma política que se seguiu até a atualidade.

              Fidel passou a intensificar sua relação com a União Soviética, aceitando financiamento e ajudas militares. Em outubro de 1962, o país concebeu a ideia de implantar misseis nucleares em Cuba, gerando uma crise com os EUA e quase uma guerra nuclear.

              Dias depois, o premiê soviético concordou em remover os mísseis com o comprometimento americano de não invadir Cuba. Castro foi deixado de lado nas negociações.

Governo
              Em 1965, Che deixa o país para expandir a revolução. Dois anos depois, ele foi assassinado na Bolívia, deixando Fidel como único rosto da revolução.

              Ainda em 1965, Fidel se posicionou como líder do Partido Comunista cubano. Pouco a pouco, ele começou uma campanha para apoiar a luta armada contra o imperialismo na América Latina e na África.

              Apesar do comprometimento dos EUA de não invadir a ilha, houve ataques de outras formas, como o bloqueio econômico e centenas de tentativas de assassinato contra Fidel ao longo dos anos. Fidel chegou a dizer que se escapar de tentativas de assassinato fosse um esporte olímpico, ele teria ganhado medalhas de ouro.

              Durante seu governo, Fidel investiu na educação – foram criadas cerca de 10 mil novas escolas, e a alfabetização atingiu 98% da população. Os cubanos têm um sistema de saúde universal, que reduziu a mortalidade infantil para 11 a cada mil nascidos vivos.

Execuções e prisões
              Entretanto, as liberdades civis foram confiscadas. Sindicatos perderam o direito de realizar greves, jornais independentes foram fechados e instituições religiosas perseguidas. Castro removeu seus opositores com execuções e prisões, além do exílio forçado.

              Centenas de milhares de cubanos fugiram do país ao longo das décadas, muitos seguindo para a Flórida, bastante próxima da costa da ilha. A maior saída ocorreu em 1980, quando o governo anunciou a autorização de saída, e 125.000 mil pessoas deixaram Cuba – 15.000 mil delas se jogaram ao mar amarradas e canoas, pneus e botes.

              Em 1986, instituições de defesa dos direitos humanos realizaram em Paris o “Tribunal de Cuba”, onde ex-prisioneiros da ditadura deram seu testemunho. Entidades calculam que cerca de 12.000 mil pessoas morreram nas mãos do governo.

              Em 1989, com a queda do muro de Berlin, a União Soviética retira seus 7.000 mil militares da ilha e acaba com a ajuda comercial à Cuba.

              Em 1996, Cuba bombardeia dois aviões civis pilotados por exilados cubanos em Miami, retomando as tensões com os EUA. No ano seguinte, Fidel apontou seu irmão, Raúl, como seu sucessor.

              Em 2002, os EUA criam uma prisão para suspeitos de terrorismo em uma base militar Guantánamo, no território cubano. O então presidente George W. Bush inclui o país na lista dos que apoiam o terrorismo.


Segredos
              Desde que caiu doente e entregou o poder provisoriamente a Raúl, Fidel deixou claro que sua doença era um assunto delicado e não um assunto de domínio público.

"Devido aos planos do império (EUA), meu estado de saúde se converte em um segredo de Estado a respeito do qual não se pode ficar constantemente divulgando informações"
              Afirmou.

              Os segredos em torno do ex-dirigente são guardados com tanto afinco que não se conhecia nem mesmo o local onde Fidel se recuperava.

              Conta-se que, durante anos, Fidel jamais dormiu duas noites no mesmo lugar.

              Ele circulava por Cuba em uma caravana com três carros Mercedes Benz pretos idênticos, e a presença dele nas cúpulas realizadas no exterior nunca está 100% confirmada antes de sua chegada.

              Até a ideologia comunista dele foi objeto de mistério nos primeiros anos da revolução.
              Diferentemente de outros líderes mundiais, a vida privada de Fidel não comparece aos jornais.

              O único dos filhos dele que ocupou um cargo público é Fidel Castro Diaz-Balart, o "Fidelito", um engenheiro nuclear que trabalhou como assessor científico do Conselho de Estado.

              Fidel nunca abandonou suas ideias sobre estratégia militar.

              Em 1953, quando organizou o ataque contra o quartel Moncada, em Santiago de Cuba, sua primeira e desastrosa ação militar, quase todos os seus companheiros só ficaram sabendo do objetivo da investida no último minuto.


              Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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