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06 fevereiro 2018

UNAÍ-MG - UnaGrill Restaurante, é interditado pela Polícia Federal

Polícia Federal interdita restaurante envolvido em crimes análogo ao trabalho Escravo. UnaGrill foi interditado pela PF e gerente preso. Suspeita-se que estabelecimento pertence a seita "A Verdade que Marca" do Sul de Minas.

               Nesta Terça-feira (180206) a Polícia Federal interditou o Restaurante UnaGrill na cidade de Unaí-MG. A empresa é investigada desde 2011, e faz parte de uma seita religiosa fundamentada no Sul de Minas.

               Uma organização denominada “Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca” é suspeita de manter fiéis em situação análoga à escravidão em propriedades rurais e empresas em Minas Gerais e Bahia, São Paulo e Tocantins, e ainda se apoderar de todos os bens das vítimas.

               Conforme informações o gerente do estabelecimento foi preso e foram localizados, ainda, outros 15 funcionários em regime análogo à "escravidão" em um condomínio situado à Rua Virgílio Justiniano Ribeiro, que trabalhavam no referido estabelecimento. 

               A interdição que foi efetuada nesta data, em Unaí é fundamentada em processo criminal de nº 49734-5.2017.4.01.3800.


               A empresa de Unaí seria de propriedade de uma organização investigada no Sul de Minas, onde outras ações foram feitas nesta Terça-feira em Minas Gerais. Pelo menos 13 pessoas foram presas e nove pessoas ainda estão foragidas. 

               Outras operações da PF foram realizadas em 2013 e 2015, mas a organização continuou a expandir suas ações.

               Entre os alvos da operação estão investigados em pelo menos quatro cidades do Sul de Minas: Como Poços de Caldas-MG, Pouso Alegre-MG, Minduri-MG e São Vicente de Minas-MG. 

               Em Poços de Caldas, o restaurante "Poços Grill" foi interditado pela Polícia Federal durante esta manhã. 
               A gerente do estabelecimento também foi presa no local, por envolvimento ao mesmo crime.



               Com Informações de: UnaíNet.

MINAS GERAIS - PF prende 13 pessoas em quatro estados em nova operação contra líderes de seita religiosa com base em MG

Líderes são investigados por manter fiéis em situação análoga à escravidão em propriedades rurais e empresas.

                A Polícia Federal realiza na manhã desta Terça-feira (180206) uma nova operação contra uma seita religiosa investigada desde 2011. 

                A organização conhecida como "Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca" é suspeita de manter fiéis em situação análoga à escravidão em propriedades rurais e empresas em Minas Gerais e Bahia, e ainda se apoderar de todos os bens das vítimas. 

                Pelo menos 13 pessoas foram presas, sendo oito apenas no Sul de Minas. Nove pessoas ainda estão foragidas, entre elas "Pastor Cícero", considerado o líder do grupo.
                Dezessete estabelecimentos foram pré-interditados.

                A Operação "Canaã – A Colheita Final" acontece com apoio do Ministério do Trabalho e também cumpre 42 mandados de busca e apreensão.

                Entre os alvos da operação estão investigados em pelo menos quatro cidades do Sul de Minas: Poços de Caldas-MG, Pouso Alegre-MG, Minduri-MG e São Vicente de Minas-MG. 

                Em Poços de Caldas, o restaurante "Poços Grill" foi interditado pela Polícia Federal durante a manhã. 
                A gerente do estabelecimento foi presa no local. 

                Ela seria a responsável pela seita na cidade. Além dela, foram presas duas pessoas em Pouso Alegre, Três em São Vicente de Minas e duas em Minduri.

                Em Pouso Alegre, foram interditados os restaurantes "Circuito das Águas" e "Café Bourbon". 
                Todos esses estabelecimentos seriam comandados pela seita religiosa.

                Segundo as investigações da Polícia Federal, mesmo após duas outras operações realizadas em 2013 e 2015, os líderes da seita continuaram a cometer crimes de exploração. 

                A seita estaria em plena expansão, com novas fazendas sendo adquiridas em vários estados. A promessa do grupo, conforme a PF, é que a "besta" estaria vindo e dentro das comunidades, todos estariam protegidos no dia do apocalipse.

                Os trabalhos também acontecem nas cidades de Contagem-MG, Betim-MG, Madre de Deus-MG e Andrelândia-MG, além do estado da Bahia, em Ibotirama-BA, Luiz Eduardo Magalhães-BA, Wanderley-BA e Barra-BA, e São Paulo-SP.

                Além de manter trabalhadores em condições de escravos, os líderes da seita religiosa são investigados por tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

                Os líderes teriam aliciado pessoas na sede de uma igreja em São Paulo-SP. As vítimas foram induzidas a doarem todos os bens para a organização criminosa. Depois de trabalhos psicológicos e de doutrina, as pessoas eram levadas para centros de convivência em zonas rurais e urbanas de Minas Gerais, Bahia e São Paulo.

                Nos locais, eram submetidos a trabalhos em estabelecimentos comerciais e lavouras sem remuneração. Com o trabalho escravo e a apropriação de bens das vítimas, os líderes viviam de patrimônios luxuosos e altos faturamentos.

                As investigações apontaram que o grupo também conseguiu expandir investimentos para o estado do Tocantins, com exploração ilegal.

                Com a terceira frase da operação nesta terça-feira, os investigados podem cumprir até 42 anos de prisão, em caso de condenação. Segundo a polícia, a operação é uma referência bíblica à terra prometida.

                O G1 tenta contato com os advogados da seita religiosa, mas até a publicação desta reportagem, ainda não tinha conseguido retorno.


Operação "Canaã" em 2013

                A seita começou a ser investigada em 2011, e os trabalhos resultaram na deflagração da "Operação Canaã" em 2013, quando a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho fizeram inspeções em propriedades rurais. As precárias condições de alojamento e trabalho foram denunciadas aos órgãos.

                Na época, cerca de 800 integrantes da organização moravam em cinco fazendas em São Vicente de Minas e Minduri. Conforme as investigações da época, foi identificado um sofisticado esquema de exploração do trabalho humano e lavagem de dinheiro levado a cabo por dirigentes e líderes religiosos.

                Dois membros da seita religiosa "Jesus a verdade que marca" foram presos por apropriação indébita de cartões do programa "Bolsa Família" e de aposentadoria durante a operação.


Operação “De Volta para Canaã” em 2015

                Já em 2015, uma nova operação prendeu seis líderes da seita religiosa. Segundo a PF, o pastor que é um dos principais líderes da organização foi preso em Pouso Alegre-MG, e outras cinco pessoas, que formariam a cúpula da seita religiosa, foram detidas em Minas Gerais e Bahia.

                Além disso, foram bloqueados bens que pertencem aos líderes da seita, entre eles 39 imóveis rurais em Minas Gerais e Bahia, além das contas físicas e jurídicas dos envolvidos.


    
                Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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