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25 dezembro 2020

UNIVERSAL - O Verdadeiro Natal de Jesus Cristo


                E aconteceu naqueles dias (cerca de 2.024 anos atrás) que saiu um Decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse.

                (Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria).

                E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.

                E subiu também José da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi),

                A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.

                E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.

                E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.

                Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.

                E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.

                E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:

                Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

                E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.

                E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo:

"Glória a Deus nas alturas, 
Paz na terra, 
boa vontade para com os homens".

                E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber.

                E foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura.

                E, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita;

                E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam.

                Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração.

                E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito.

                E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido.

                E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor

                (Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor);

                E para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos.

                Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.

                E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.

                E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,

                Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:

Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra;

Pois já os meus olhos viram a tua salvação,

A qual tu preparaste perante a face de todos os povos;

Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel.

                E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam.

                E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: 
Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado

(E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.

                E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade;

                E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia.

                E sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus, e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém.

                E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galileia, para a sua cidade de Nazaré.

                E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.

                Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa;

                E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.

                E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe.

                Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos;

                E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele.

                E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os.

                E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas.

                E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: 
Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos.

                E ele lhes disse: 
Por que é que me procuráveis? 
Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

                E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia.

                E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas.

                E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.

                Com Informações de:
Dr. Lucas, medico, apóstolo de Jesus Cristo.
Texto: Bíblia Sagrada, Evangelho de São Lucas: Lucas 2:1-52

ESTES SÃO OS REGISTROS DE LUCAS A RESPEITO DO NATAL DE JESUS, O CRISTO, OCORRIDO EVENTUALMENTE EM BELÉM, EM JERUSALÉM. 


                Eventualmente porque, a família morava em Nazaré, pequena cidade da Galileia, em Israel.

                Assim nasceu Jesus, numa cidade pequena, nas proximidades da Capital de Israel, em um período de alistamento (União matrimonial), onde cumprindo o decreto de César Augusto, para que todos se alistassem, José e Maria (grávida já do 9º mês), foram até Jerusalém!

                Como a cidade estava muito movimentada por razão deste decreto, as hospedagem da cidade estava cheia, e José teve de passar a noite na periferia da capital, buscando abrigo para si e sua esposa Maria, em uma gruta onde ficavam os animais (estrebaria), nas proximidades de Belém.

                Nessa mesma noite, Maria teve dores de parto, e deu a Luz a uma Criança (masculina), que foi chamada de Jesus, como recebera ordens de um anjo, que lhe apareceu no tempo de sua concepção.

                Não havendo preparado, sendo uma família de extrema pobreza, o menino foi envolto em alguns panos e colocado dentro de uma cocheira, (manjedoura) onde era colocado capins, para os animais alimentarem.

                Assim Jesus Cristo veio ao mundo, para ser nosso Salvador, e salvador de todo o mundo, que nele crê, como escreveu também; Mateus, Marcos e João.

                Assim também cumpriu as palavras escritas pelos profetas anteriores, como Isaías, e Davi no livro dos Salmos e tantos outros.

                E o papai noel? a árvore de natal, vem de Onde?

                Vem dos anticristos, que quer apagar a verdade sobre a Salvação, trazendo personagens fictícios, com promessa de alegria artificial, oferecida por meio de trocas de presentes, boas alimentações e bebidas, luzes artificiais, que vão embora assim que a "festa" se vai...

                É comum receber, ler ou ouvir mensagens sobre o Natal, fazendo promessas, desejando alegria, paz, amor, felicidades, e falando ou mostrando fotografias iluminadas de uma árvore colorida, de um bom velhinho vestido de vermelho e branco, distribuindo presentes para as crianças e sendo mencionados diversas vezes, mas o nome do aniversariante JESUS CRISTO é esquecido, não é lembrado!

NATAL É NASCIMENTO
ANIVERSÁRIO
DE JESUS CRISTO
.

                "Papai Noel" é um personagem fictício, pagão, que nunca existiu e não passa de um palhaço que emergiu das profundezas do inferno para corromper as crianças e obter em um futuro muito próximo, uma geração sem Deus e que não acredita na Salvação por meio de Jesus Cristo.

                É assustador, as pessoas comemorar o Natal nos dias de hoje, com perus assados, festas, árvores coloridas e iluminadas, dar e receber presentes, desejarem aos amigos um "Feliz Natal", mencionar "Papai Noel milhares de vezes em suas mensagens, e não lembrar de mencionar o aniversariante, que nasceu nesta data, que é Jesus!
                Incrível isso.

Mas, cuidado, só um é PAI (Papai) e está no Céu, e ele nos disse: 

E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.
Mateus 23:9
                Por: Jisohde - 201225 21:00

05 junho 2020

UNIVERSAL - 05 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente


                Por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente (200605), é importante lembrar, em meio à pandemia da Covid-19, que 7.700.000.000 de habitantes atuais da Terra estão testemunhando uma das mais impactantes e profundas transformações históricas, econômicas e ambientais de todos os tempos: o fim do que podemos chamar de "Civilização do Petróleo", que abrangeu a Segunda Revolução Industrial, a partir de 1850, e a Terceira, de 1950 até nossos dias. São cerca de 170 anos de utilização do combustível fóssil como fonte de energia e alimentação da petroquímica. 

                O novo Coronavírus, cujo combate é prioritário, desviou a atenção da agenda da sustentabilidade, que precisa ser retomada, inclusive levando em conta os riscos de epidemias e dos danos à saúde pública.

                É inegável que esse período foi o de mais prosperidade econômica da humanidade, não apenas em razão do petróleo, mas também do advento do aço e da eletricidade, entre os meados do Século XIX e do XX, e da tecnologia, depois de 1950. 
                Também se deve ressaltar, apesar dos problemas e das desigualdades persistentes, o avanço social e político, com mais respeito ao trabalho digno, às minorias e aos direitos individuais e coletivos, inclusive os do consumidor.

                No entanto, a sociedade global está pagando um preço elevado pelo progresso alcançado nesse espaço de tempo, desde que o primeiro poço petrolífero foi perfurado em Titusville, na Pensilvânia-EUA, em 1859. 

                Na década de 70, o "ouro negro" já representava 50% do consumo mundial de energia e era a base do maior setor econômico, considerando-se sua importância como combustível e matéria-prima para uma infinidade de produtos. A petroquímica também tem origem norte-americana, em 1920, quando duas grandes empresas fabricaram isopropanol e glicol.

                Em contrapartida aos importantes e incontestáveis bônus, são muitos os ônus do petróleo (ambientais e políticos). No primeiro caso, a chamada economia do carbono tornou-se insustentável ante as mudanças climáticas, a poluição atmosférica e os impactos ecológicos de alguns produtos derivados, como o plástico. 
                Segundo dados recentes divulgados pela ONU, 80% de todo o lixo marinho são compostos por esse material.

                Nos conflitos internacionais, o petróleo, infelizmente, é o "combustível", ao lado de outros fatores, de muitos confrontos, incluindo o envolvimento do Estado Islâmico na atual guerra civil da Síria, pois sua venda, a partir de territórios ocupados pela organização nesse país e no Iraque, era um dos seus principais pilares financeiros. 

                Além de um permanente estopim bélico no Oriente Médio, o óleo, igualmente, estava entre as principais riquezas econômicas em disputa na Segunda Guerra Mundial.

                Embora seja incontestável o significado do petróleo para o avanço da humanidade, da manufatura e o desenvolvimento, é importante entender que a Quarta Revolução Industrial, na qual estamos entrando, não se materializa apenas na inteligência artificial, na internet das coisas, na impressão 3D e em toda a tecnologia que está alterando a estrutura da produção e do trabalho. 
                Também faz parte do irreversível processo disruptivo, a substituição dos combustíveis fósseis por fontes energéticas renováveis, menos poluentes e mais sustentáveis.

                Dentre estes, os biocombustíveis são os mais viáveis. Os avanços tecnológicos já viabilizam resultados, custos de produção e geração de volume de empregos muito próximos ou superiores aos proporcionados pelos fósseis. 

                Além disso, para efeito de comparação: 

                Um litro de gasolina emite 2,3 quilos de dióxido de carbono - CO²; 
                Um litro de diesel libera 2,6 quilos. 

                Estudo da Embrapa Agrobiologia demonstrou que o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar é capaz de reduzir em até 73% as emissões na atmosfera, quando utilizado em substituição à gasolina, e 68% ante o diesel. 

                Para se chegar à conclusão, consideraram-se todas as etapas da produção do etanol e da gasolina, desde a cultura da cana e extração do petróleo, passando pelo processamento dos combustíveis, até a bomba dos postos de abastecimento. Finalmente, compararam-se as emissões dos veículos, num percurso de 100 quilômetros.

                A transição do mundo à economia sem carbono, apesar de algumas resistências, vai se concretizando. Realizou-se em Berlim - Alemanha, em Janeiro último, infelizmente quando começava a pandemia da Covid-19, a "Semana do Verde", com a presença de ministros da Agricultura de vários países, inclusive do Brasil, Tereza Cristina, e participação da Grow Green Food Association - GGFA, entidade apartidária internacional que cria e apoia iniciativas ambientais, de agricultura sustentável, alimentação saudável e economia social. 

                Destaque, no evento, para a Conferência Internacional de Mobilidade Renovável, organizada pela Associação de Bionergia da Alemanha, 
                União para Promoção de Óleos e Proteínas Vegetais, 
                Associação Alemã da Indústria de Bioetanol,
                Associação Alemã do Biogás. 

                Autoridades germânicas anunciaram a meta de redução de nove milhões de toneladas de carbono no país, que está emitindo 683 milhões de toneladas por ano. 

                Uma das medidas para dar suporte a esse objetivo é a definição de um preço para o carbono de 25 euros por tonelada em 2020, que deve crescer a 55 ou 65 euros por tonelada no prazo de 10 anos.

                O Brasil participou do evento, por meio do Representante da Sociedade Civil no Conselho Nacional de Política Energética - CNPE, e mostrou que, apenas em 2020, com o RenovaBio, sua meta é reduzir, somente na área de combustíveis, 28.700.000 de toneladas e, em 10 anos, 670.000.000. 

                Isso equivale a um ano de toda a emissão da Alemanha. No RenovaBio, o preço do carbono não será definido de maneira exógena, mas sim pelo mercado. Mais de 235 produtores de biocombustíveis já estão certificados com notas de eficiência energético-ambiental emitidas para participar do programa, o que torna praticamente assegurado o cumprimento da meta de nosso país para este ano.

                Que consigamos vencer o grande desafio da Covid-19 e que a paulatina transição da civilização do petróleo à era da energia sustentável, que será o grande marco da Quarta Revolução Industrial, também traga saúde, paz, felicidade, melhor distribuição de renda e menos disparidades regionais à humanidade.

                Com Informações de: @ Alessandro Azzoni.

15 março 2020

SÍRIA - Guerra entra no 10° ano com Bashar al-Assad refém de seus aliados

A revolta popular contra o ditador Bashar al-Assad e por reformas democráticas começou no dia 110315 e se transformou numa das guerras mais atrozes da história.


                 A guerra na Síria entra neste Domingo (200315) no 10º ano, com o regime do presidente Bashar al-Assad consolidando seu controle sobre um país devastado pelo conflito, com uma economia dizimada e sob a intervenção de potências estrangeiras com interesses divergentes.

                 A revolta popular contra o ditador Bashar al-Assad e por reformas democráticas começou no dia 15 de março de 2011 e se transformou numa das guerras mais atrozes da história. Assad ainda está determinado a reconquistar todo o território sírio com seus aliados estrangeiros, principalmente a Rússia e o Irã.

                 De acordo com a nova avaliação do Observatório Sírio dos Direitos Humanos - OSDH, ONG que conta com uma ampla rede de fontes militares e médicas em toda a Síria, pelo menos 384.000 pessoas morreram desde o início dos combates.

                 Segundo relatório divulgado pelo Unicef, quase cinco milhões de crianças nasceram na Síria durante a guerra, e um milhão no exílio. As crianças pagam um preço altíssimo nesse conflito, constata o Fundo das Nações Unidas para a Infância. Cerca de 5.000 menores foram recrutados para lutar, incluindo crianças de 7 anos de idade.

                 Várias regiões sírias ainda escapam ao cerco das tropas do regime. No Leste, os curdos controlam vastos territórios, mesmo que seu projeto de autonomia tenha sido enfraquecido em grande parte pelo desengajamento parcial dos americanos e pelas ofensivas da Turquia.

                 No norte, a província de Idlib encontrou uma calma muito precária nos últimos dias. Mas qual seria o futuro para os milhões de civis sírios que se reuniram nesse enclave ainda mantido por grupos rebeldes e jihadistas?

Pior desastre humanitário desde a Segunda Guerra

                 Esse conflito é o "pior desastre causado pelo homem desde a Segunda Guerra Mundial", estimou a ONU em 2017. Os bombardeios e a destruição causaram o êxodo de mais de 11 milhões de pessoas entre os 25 milhões de sírios. Deslocadas ou refugiadas, milhares de famílias ainda tentam chegar à Europa.

                 A organização OSDH denuncia incansavelmente os abusos aos direitos humanos perpetrados pelo regime, acusado de realizar ataques químicos de massa, apesar de proibidos pelo direito internacional, além de tortura e prisões arbitrárias.

Um regime enfraquecido

                 O presidente sírio insiste que seu objetivo é reconquistar todo o território. Mas isso só pode ser considerado com o apoio militar de Moscou e Teerã. Assad deve a sobrevivência de seu regime em particular a esses dois aliados, mas à custa de grande dependência.

                 Nove anos após o início do conflito, o ditador de Damasco fala frequentemente em vitória, mas em um país que está sob tutela estrangeira. Ainda muito isolada internacionalmente, a Síria sofre uma grave crise econômica.

Um país mortificado

                 Como relata o correspondente da RFI em Beirute, Paul Khalifeh, na véspera do envolvimento da Rússia na guerra - em Setembro de 2015, o exército sírio controlava apenas 10% do território. Um espaço fragmentado, composto pela capital Damasco e as principais cidades do país, enquanto a maioria das áreas rurais estava nas mãos de rebeldes e jihadistas.

                 Cinco anos depois, com o apoio dos russos, iranianos e do Hezbollah libanês, as tropas do governo recuperaram o controle da fronteira com a Jordânia, o Líbano e uma parcela da divisa com o Iraque.

                 O regime reconquistou 70% do território, restabeleceu as principais rotas de comunicação entre as regiões, sendo a mais recente a rodovia M5, que atravessa a Síria de norte a sul, passando por Damasco e Aleppo.

                 Ao longo dos anos, o exército sírio e seus aliados eliminaram as brigadas armadas da oposição e o grupo Estado Islâmico, que controlava metade do país. Em sua última ofensiva, assumiu o controle de grande parte da província de Idlib, a última fortaleza rebelde e jihadista.

                 A Turquia continua sendo o último grande ator regional ainda influente no noroeste. O nordeste do país, controlado pelas milícias curdas, ainda escapa do poder central.

                 Com Informações de: G1.

02 março 2020

TURQUIA - Aviões da Síria são abatidos em nova escalada do conflito; Rússia faz alerta a governo turco

Ataque seria resposta à derrubada de um drone turco na região. Rússia, aliada do regime sírio, disse que não vai mais garantir a segurança de aeronaves da Turquia que sobrevoarem o espaço aéreo da Síria.



               A Turquia confirmou neste Domingo (200301) que iniciou uma ofensiva militar contra o regime de Bashar Al-Assad na Síria. Dois aviões sírios foram abatidos nesta manhã na região de Idlib, e os pilotos de ambas as aeronaves conseguiram escapar com vida.

               Mais tarde, a Rússia, que é aliada do regime sírio, afirmou que não garantiria mais a segurança de aviões turcos que sobrevoarem o Espaço Aéreo da Síria.

               O início da ofensiva turca foi uma resposta à derrubada de um drone militar por forças pró-Assad na Síria. Além disso, o governo da Turquia diz que a ofensiva lançada pretende "acabar com os massacres do regime e impedir uma onda migratória".

               Isso porque o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, abriu as fronteiras com a Síria para que migrantes pudessem seguir caminho rumo à União Europeia por meio da fronteira com a Grécia e a Bulgária.

               A medida é uma tentativa da Turquia em obter apoio do Ocidente contra o regime sírio. No entanto, a concentração de migrantes na entrada do território grego causou confrontos e prisões.

               Com a entrada de migrantes, a União Europeia convocou uma reunião de emergência de ministros das Relações Exteriores, segundo o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell. Desde Dezembro, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas no Oriente Médio em meio ao acirramento do conflito na Síria.


Escalada de tensão no Oriente Médio

               A crise entre Turquia e Síria piorou após a morte de 33 soldados turcos em ataques aéreos atribuídos ao regime sírio, na Quinta-feira. O episódio marcou a maior perda sofrida pelo governo de Erdogan desde que o país começou a intervir no conflito da Síria, em 2016.

               Militares turcos responderam na Sexta-feira e no Sábado, em uma ofensiva que deixou até 90 soldados e combatentes aliados do regime da Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos - OSDH. Assim, o Exército sírio alertou neste Domingo que abateria qualquer aeronave "inimiga" na Região de Idlib.

               Idlib é o último reduto de rebeldes jihadistas que se opõem ao regime sírio. Por isso, com apoio da Rússia, tropas governistas da Síria conduzem desde Dezembro uma ofensiva para retomar a região e restaurar o controle sobre todo o território do país.


Tensão entre Rússia e Turquia

               O acirramento do conflito entre Turquia e Síria interrompeu o bom momento em que o governo turco vivia com a Rússia, inclusive com tentativas de cooperação militar que irritaram a Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN, aliança da qual os turcos fazem parte.

               No Sábado, Erdogan pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, que "saia do caminho" da Turquia na Síria. Além disso, o presidente turco garantiu que o regime sírio "pagará o preço" por seus ataques.

               Segundo a Agência France Presse, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, admitiu neste Domingo que pode haver ainda nesta semana uma reunião entre os presidentes da Turquia e da Rússia para tentar acalmar os ânimos.

"Sem dúvida será uma reunião complicada, mas ambos os chefes de Estado concordam com a necessidade de acertar a situação em Idlib",
               Disse Peskov.

               Com Informações de: G1.

20 fevereiro 2020

SÍRIA - Bombardeios incessantes provocam êxodo em massa no norte

Regime de Assad tenta recuperar terreno no último grande reduto de rebeldes, fazendo centenas de milhares de pessoas fugirem, num movimento de proporções inéditas no país em guerra.


                Dois meses após a retomada de sua ofensiva para recuperar o controle da Região de Idlib, o regime sírio de Bashar al-Assad bombardeia de forma incessante o último grande reduto de jihadistas e rebeldes em seu país, o que causou o êxodo de quase um milhão de pessoas.

                A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a chilena Michelle Bachelet, disse nesta Terça-feira (200217) estar "horrorizada" com a violência no Noroeste da Síria e exigiu "corredores humanitários" para facilitar a passagem de civis em segurança.

                Com os combates e ataques conduzidos pelo regime de Assad e seu aliado russo, cerca de 900.000 pessoas fugiram da Região de Idlib e arredores desde 1º de Dezembro, a grande maioria mulheres e crianças, informou a ONU na Segunda-feira, reiterando seu apelo por um cessar-fogo.

                Esse êxodo é inédito desde o início da devastadora guerra na Síria em 2011, que já deixou mais de 380.000 mortos e milhões de deslocados.


                Os civis em fuga "estão traumatizados e são forçados a dormir ao ar livre com temperaturas congelantes, já que os campos (de refugiados) estão lotados", disse o vice-secretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Mark Lowcock, em comunicado.

"As mães queimam plástico para aquecer seus filhos. 
Bebês e crianças pequenas morrem de frio"
                Lamentou.

                As famílias mais sortudas encontram um lugar nos acampamentos informais para deslocados, onde dezenas de milhares de pessoas tentam sobreviver em condições insalubres. As outras passam a noite em seu veículo ou montam uma barraca improvisada no meio dos acampamentos.

                Quase diariamente na província de Idlib e arredores, as estradas são invadidas por caminhões e carros carregados com os pertences daqueles que fogem para a fronteira com a Turquia, disseram correspondentes da AFP.


Escolas e hospitais bombardeados

"A violência no Noroeste da Síria é cega"
                Disse Lowcock. 

"Instalações de saúde, escolas, áreas residenciais, mesquitas e mercados estão sob ataque"
                Acrescentou.

                Mas o regime não parece disposto a interromper sua ofensiva, apesar dos pedidos de cessar-fogo, depois que suas forças, ajudadas pela Rússia, Irã e Hezbollah libanês, recuperaram o controle de 70% do território sírio

                Assad alertou na Segunda-feira que continuará a ofensiva. 

"A batalha pela libertação das províncias de Aleppo e Idlib continua"
                Disse ele.


                Os jihadistas do grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS, antiga facção síria da Al-Qaeda) dominam mais da metade de Idlib, bem como áreas nas províncias de Aleppo, Hama e Lataquia, onde outras facções jihadistas também operam, além de grupos rebeldes.

                Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos - OSDH, mais de 380 civis morreram desde meados de Dezembro na ofensiva.

                As forças do governo estão atualmente concentrando suas operações no Oeste de Aleppo, informou o OSDH, relatando ataques aéreos russos nesta Terça-feira no Oeste dessa província e em setores de Idlib.

                As forças do regime tentam avançar "na direção da montanha Sheikh Barakat", que domina vastas regiões no Oeste de Aleppo e Norte de Idlib, perto da fronteira com a Turquia, segundo o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.


                Rahman ressalta que, se o regime tomar Sheikh Barakat, 

"os campos de deslocados que abrigam dezenas de milhares de pessoas poderão ficar ao alcance de sua artilharia".

                No Domingo, as forças do governo, com o apoio da força aérea russa, reconquistaram localidades próximas à cidade de Aleppo, repelindo os ataques de jihadistas e rebeldes, que dispararam foguetes.

                Com Informações de: G1.

12 fevereiro 2020

SÍRIA - Helicóptero da Turquia é derrubado e reacende tensão entre os dois países

Recep Tayyip Erdogan, presidente turco, disse que regime de Bashar al-Assad 'vai pagar caro' caso haja novas ofensivas que atinjam tropas de Ancara.



               Milícias rebeldes do norte da Síria abateram um helicóptero militar do regime de Bashar al-Assad nesta Terça-feira (200211). O governo sírio acusa o grupo armado de ter apoio da Turquia e respondeu à ofensiva com bombardeios na Região de Idlib. No ataque, soldados turcos morreram, em um episódio que aumentou a tensão entre os dois países.

               O governo de Assad tenta retomar o controle do Norte da Síria, enquanto a Turquia tem apoiado a presença dos grupos rebeldes e inclusive mantém soldados na região. Recentemente, as forças pró-Assad reconquistaram o último trecho da rodovia que liga a capital, Damasco, à cidade de Aleppo, uma das mais importantes do país.

               Para aumentar a tensão, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que o regime sírio "pagaria muito caro" por qualquer ataque contra as forças turcas.


Como foi a ofensiva?

               Pela manhã, forças apoiadas pela Turquia abateram com um foguete um helicóptero do Exército da Síria perto de Qaminas, cidade a Sudeste de Idlib, afirma o Observatório Sírio para os Direitos Humanos - OSDH. Os dois pilotos morreram. 
               O governo da Turquia chamou o caso de "acidente aéreo", sem reivindicar qualquer responsabilidade.

               A agência de imprensa oficial síria, Sana, disse que "o avião foi atingido por um míssil hostil na região de Al Nayrab, no sul de Idlib, o que levou à queda da aeronave e à morte de sua tripulação". 

               Depois disso, forças do regime bombardearam áreas perto de um posto de observação turco na mesma cidade.

               Pelo menos três pessoas morreram nesses ataques, informou o Observatório, que no entanto não sabia especificar se eram soldados turcos ou combatentes rebeldes aliados.

               Com o conflito, quase 700.000 pessoas fugiram da ofensiva militar lançada em Dezembro pelo regime Assad e pelo governo da Rússia na na Região de Idlib. Esta é a onda mais significativa de pessoas deslocadas em nove anos de guerra, informou a ONU na Terça-feira.


Aumento das tensões

               A Turquia, que tem 12 postos de observação no Noroeste da Síria, enviou reforços para a área nos últimos dias. Já o Exército sírio reafirmou na Terça-feira sua determinação em "responder às agressões do Exército turco".

               O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, manifestou nesta Terça-feira seu apoio à Turquia e disse, em um tuíte, que "as agressões em andamento do regime de Assad e da Rússia devem terminar". Além disso, ele anunciou que o enviado especial dos EUA para a Síria, James Jeffrey, visitaria a Turquia "para coordenar as medidas de resposta".

               O governo da ainda está em contato com Moscou, o principal aliado do regime de Bashar al-Assad, com quem fechou um acordo para estabelecer uma "zona desmilitarizada" sob o controle da Rússia e da Turquia em Idlib, que, na prática, não deu em nada.


Operação humanitária

               Metade da província de Idlib e setores vizinhos nas regiões de Aleppo, Hama e Latakia, controlados pelos jihadistas de Hayat Tahrir al-Cham - HTS, ex-Al Qaeda síria, constituem a última fortaleza rebelde que escapa ao poder do regime de Assad na Síria.

               Diante do êxodo de civis, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários anunciou uma "enorme operação humanitária" com a remessa, em Fevereiro, de mais de 230 caminhões com comida através de dois pontos de passagem na fronteira turca, para servir 400.000 pessoas.

               A maioria dos civis fugiu para o norte de Idlib, perto da fronteira com a Turquia, que Ancara fechou com medo de uma nova onda de migrantes.

               Mais de 3.500.000 de sírios encontraram refúgio na Turquia desde 2011, quando começou o conflito sírio, que já deixou mais de mortos.



               Com Informações de: G1.

14 janeiro 2020

SÍRIA - Damasco afirma que Israel atacou base militar no centro do país

Porta-voz militar disse que quatro mísseis atingiram base aérea, mas afirmou que houve somente danos materiais. Suposta ação ocorre em meio a crise no Oriente Médio.


               Um porta-voz militar da Síria acusou nesta Terça-feira (200114) militares de Israel de terem atacado uma base na província de Homs, informou a agência estatal Sana. 
               Segundo ele, os sistemas de defesa sírios abateram os mísseis descritos como israelenses.

               O representante militar sírio acrescentou que quatro mísseis atingiram a zona tomada como alvo, mas destacou que houve somente danos materiais.

               O governo israelense não deu declarações públicas sobre a suposta ação. Israel teme que a Síria, governada por Bashar al-Assad, torne-se uma base de operações do Irã, sobretudo com a recente tensão no Oriente Médio após a morte do general iraniano Qassem Soleimani em um ataque aéreo dos Estados Unidos.

"Forças do regime, forças iranianas e conselheiros militares russos estão no Aeroporto Militar T4"
               Disse à AFP o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos - OSDH, Rami Abdel Rahmane.

               Em 09 de Abril de 2018, mísseis foram lançados contra a base T4, matando 14 combatentes, entre eles sete iranianos, segundo o OSDH. Irã, Síria e Rússia atribuíram este ataque a Israel.


               Desde o início do conflito sírio, em 2011, Israel já promoveu diversos ataques contra as forças do regime e seus aliados Irã e Hezbollah libanês, inimigos do Estado hebreu.

Foguete cai no Iraque

               Também nesta Terça-feira, ao menos um foguete caiu perto da base aérea de Taji, ao norte de Bagdá, no Iraque, disseram forças militares iraquianas.

               O local abriga tropas dos Estados Unidos, de acordo com forças militares iraquianas. Não há informações sobre feridos e não se sabe quem disparou o foguete.

               Com Informações de: G1.

11 janeiro 2020

SÍRIA - Oito paramilitares iraquianos morrem em ataque aéreo

Um avião não identificado disparou contra veículos e paióis de armas em uma região da Síria perto da fronteira com o Iraque.


               Oito combatentes de Hashd al-Shaabi, uma coalizão de paramilitares iraquianos dominada por forças pró-Irã, morreram no leste da Síria, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos - OSDH nesta Sexta-feira (200110).

"Um avião não identificado disparou contra veículos e paióis de armas na região de Bukamal (fronteiriça com Iraque), provocando uma importante explosão. Pelo menos oito combatentes do Hashd morreram" na Quinta-feira (200109) à noite, acrescentou o diretor desta ONG, Rami Abdel Rahman.

               Um porta-voz da coalizão internacional liderada por Washington-EUA e estacionada no Iraque e na Síria negou qualquer envolvimento com o episódio.

               Desde Quarta-feira (200108), três localidades da região de Bukamal, onde ficam as forças pró-Irã, foram atacadas por disparos de drones não identificados, segundo Abdel Rahman.

               Este último bombardeio noturno aconteceu em um contexto de crescentes tensões no Oriente Médio, uma semana depois da morte do general Qassem Soleimani em um ataque americano perto de Bagdá.

               No final de 2019, um bombardeio americano no Iraque matou 25 combatentes do Hashd, da facção Kataeb Hezbollah. Partidários do Hashd logo assumiram a autoria do assalto à embaixada dos Estados Unidos em Bagdá.

               Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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