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01 setembro 2020

UNIVERSAL - Vídeo mostra satélite da NASA se desintegrando na atmosfera; assista

OGO-1 estava em órbita desde 1964, mas parou de funcionar em 1971


                Em 1964, em meio à corrida espacial, a NASA lançou o satélite OGO-1, com a missão de estudar a magnetosfera da Terra. Sua jornada de décadas na órbita de nosso planeta acabou neste fim de semana, quando o satélite enfim reentrou na atmosfera terrestre e se desintegrou.
                Seus últimos momentos de vida foram registrados em vídeo.

                O satélite fazia parte do projeto Orbiting Geophysical Observatories da NASA, missão que oficialmente terminou em 1971, mas permaneceu em órbita durante todo esse tempo como apenas mais um pedaço de lixo espacial.

                O OGO-1 voltou a ser lembrado pela agência espacial norte-americana quando o Catalina Sky Survey - CSS, da Universidade do Arizona-EUA, avistou o satélite em 25 de Agosto, enquanto procurava por asteroides que pudessem colidir com a Terra. Os pesquisadores investigaram mais a fundo e perceberam que não se tratava de um asteroide, e sim do satélite esquecido.

                A comunidade PYF Spotters, do Facebook, normalmente é dedicada à observação de aviões, mas os integrantes conseguiram capturar em vídeo o momento da reentrada do satélite, nos céus do Taiti. O objeto em chamas corre pelo céu azul, antes de explodir e se desintegrar em vários pedaços menores.

                Assim como a comunidade do Facebook, o Virtual Telescope Project (Projeto Telescópio Virtual) também avistou o OGO-1 antes de sua reentrada. Porém, diferentemente do vídeo, a foto mostra o satélite como um pequeno ponto luminoso em um fundo estrelado. Gianluca Masi, líder do projeto, conseguiu documentar alguns dos últimos momentos do satélite.

                Ponto luminoso (indicado por uma seta) é o satélite OGO-1 ainda em órbita, pouco antes de sua reentrada na atmosfera. 

Imagem: Gianluca Masi/Virtual Telescope Project

"Embora OGO-1 tenha sido a primeira espaçonave a ser lançada na série OGO, será a última a retornar para casa, pois todas as outras cinco espaçonaves já decaíram da órbita e reentraram com segurança na atmosfera da Terra, pousando em várias partes dos oceanos do planeta"
                Disse a NASA em comunicado divulgado semana passada.

                A NASA chamou a reentrada do satélite de "uma ocorrência operacional final normal para espaçonaves aposentadas", reiterando que nunca houve risco de causar danos ao retornar para o planeta.


                O OGO-1 entrou para os livros de História há muito tempo, mas seu fim é um lembrete do crescente problema de lixo espacial: objetos que foram úteis durante seu tempo de serviço, mas permaneceram em órbita e agora são um perigo em potencial para outras naves. Pesquisadores trabalham em uma forma de reduzir os danos, mas ainda temos um longo caminho a percorrer antes de termos uma órbita limpa novamente.

                Via: CNET.

                Com Informações de: Olhar Digital.

UNIVERSAL - Asteroide do tamanho de um avião passou perto da terra nesta Terça-feira


                Um asteroide do tamanho de um Boeing 747, (avião utilizado para transporte de passageiros e de carga chamado com frequência de Jumbo) atingiu o ponto de sua trajetória mais próximo da Terra, a uma distância de aproximadamente um terço daqui para a Lua, não representando ameaça alguma para nós.
                Este fato ocorreu pouco depois das 13:00 horas desta Terça-feira (200901).

                Batizado de 2011 ES4, a órbita do corpo celeste não é exatamente conhecida pela NASA, a qual "chutou" que ele poderia passar a apenas 73.000 quilômetros do planeta água. Entretanto, para alívio dos mais ansiosos, não chegou mais perto do que 121.000 quilômetros. 

                A agência foi enfática em uma postagem no Twitter publicada na última Sexta-feira (200828): 
"O asteroide vai atingir a Terra? Não! Sua distância é considerada próxima em escala astronômica, mas não oferece perigo."

Só passou para dar um "Oi!"

                Medindo de 22 a 49 metros, o objeto viaja a uma velocidade de 29.376 quilômetros por hora e foi descoberto por astrônomos por meio do observatório Mount Lemmon Survey, na Universidade do Arizona-EUA, em 2 de Março de 2011, menos de 2 semanas antes da primeira visita dele aos nossos arredores registrada.

                Naquele ano, foi possível observá-lo por apenas 4 dias antes que sua visualização se tornasse fraca demais, o que o manteve "escondido" de nossos radares até hoje e explica a falta de certeza quanto à sua trajetória.


                De qualquer forma, esse não é o primeiro nem será o último a demonstrar sua habilidade de se esgueirar sem ser detectado, pois recentemente já tivemos alguns exemplares, como o 2020 QG, cuja presença só foi percebida depois de sua "saída à francesa".

                Com Informações de: TecMundo.

30 agosto 2020

UNIVERSAL - Os Mistérios do TRES-4 o maior planeta do Universo

O gigante celeste tem as dimensões de quase dois Júpiters, mas a mesma densidade de uma rolha.


                O TrES-4 é um planeta que foi observado pela primeira vez em 2006 pelos astrônomos do observatório Lowell, no Arizona-EUA, Estados Unidos. Sua descoberta foi divulgada na revista astronômica Astrophysical Journal no ano seguinte. 

                Até hoje, o TrES-4 ocupa o posto de maior planeta já encontrado pela humanidade, sendo quase duas vezes maior que Júpiter. O gigante faz parte da Constelação de Hércules e orbita um sistema solar com dois sóis. 

                Seu nome vem das iniciais do projeto do qual fazem parte os pesquisadores que o encontraram: é o Trans-Atlantic Exoplanet Survey, ou Busca Transatlântica por Exoplanetas, em tradução livre. Essa busca planetária foi feita usando telescópios não só no Arizona, mas também na Califórnia-EUA e nas Ilhas Canárias. 

Muito grande e muito vazio 

                Mais impressionante que seu tamanho, é a densidade do planeta gigante, que é de apenas 0,2 gramas com centímetro cúbico, a mesma de uma rolha. Por conta dessa característica curiosa, o TrES-4 já foi apelidado também de planeta-cortiça. Para dar uma ideia do absurdo, esse corpo celeste é 70% maior que Júpiter, o maior planeta do nosso Sistema Solar, e, no entanto, é leve o suficiente para poder flutuar na água. 


                Por ser muito próximo da estrela que orbita, apenas 7.000.000 de quilômetros, o planeta é também muito quente: um dia típico por lá têm cerca de 1.300 graus celsius. Apesar disso, o TrES-4 não podia ser explicado pelos modelos teóricos para planetas gigantes superaquecidos que os cientistas tinham até então, tendo sido um mistério desde o primeiro momento de sua descoberta. 

                Até hoje, os astrônomos não sabem explicar porque esse planeta é tão grande, tanto que se fosse para analisá-lo de acordo com os conhecimentos atuais, ele nem deveria existir. 

"TrES-4 parece ser um problema teórico"
                Disse Edward Dunham, um membro da equipe de estudo do observatório Lowell. 

"Os problemas são bons, pois aprendemos coisas novas resolvendo-os."

                Justamente por conta de sua força gravitacional baixíssima, que é o que permite sua densidade de rolha, o planeta gigante também apresenta outro efeito incomum. Quando ele se move, parte de sua atmosfera escapa, fazendo com que ele deixe um rastro semelhante a um cometa. 

                Segundo Georgi Mandushev, outro dos astrônomos do observatório Lowell, que esteve envolvido na descoberta, 

“provavelmente não existe uma superfície plana no planeta, nós afundaríamos nele se pisássemos”. 

                Outra curiosidade é que o TrES-4 demora apenas três dias e meio para completar sua órbita em torno da estrela-mãe. Isso significa que um ano nele dura menos que uma semana na Terra. 

                Por fim, também é possível que esse planeta gigante esteja próximo de seu fim. Isso porque a estrela em volta da qual ele gira, a GSC02620-00648, já esgotou todo o seu combustível interno. 

                Portanto, ela está próxima de sua morte, em que a estrela se tornará uma gigante vermelha (que é mais fria que outras mais brilhantes, como o nosso Sol atualmente), engolfando planetas que estejam muito próximos, tal como o TrES-4.

                Com Informações de: Aventuras na História.

04 janeiro 2020

ESTADOS UNIDOS - Nasa investigará se asteroide está repleto de ouro com valor de 10.000.000.000.000.000,00 de dólares


                A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço - NASA aprovou uma missão espacial para estudar um asteroide gigante de metal cujo interior teria tanto ouro que seria capaz de causar um colapso econômico mundial.

                Segundo analistas, o metal precioso contido nessa rocha chamada Psyche 16 é avaliado em 10.000.000.000.000.000,00 (Dez mil quatrilhões de dólares), uma cifra escandalosa que enlouquece caçadores de fortuna.

                O asteroide também é composto de ferro e níquel, assim como o núcleo da Terra. A NASA não confirmou a presença de ouro na sua estrutura, mas diferentes publicações garantem que há grandes volumes do metal no Psyche 16.

A Nova Missão da NASA

                O valioso meteorito mede 210 quilômetros de diâmetro e está localizado três vezes mais longe do Sol do que a Terra, no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. A NASA enviará a Missão Discovery em 2023 para estudá-lo, esperando chegar ao asteroide em 2030.

“Esta é uma oportunidade para explorar um novo tipo de mundo, não de rocha ou gelo, mas de metal”
                Disse a pesquisadora da Universidade do Estado de Arizona-EUA Lindy Elkins-Tanton.

“O Psyche 16 é o único objeto do seu tipo conhecido no sistema solar. Esse é o único jeito que os humanos visitarão um núcleo. Aprendemos sobre o espaço interior visitando o espaço exterior”
                Acrescentou.

                O presidente da Royal Astronomical Society dos Estados Unidos, John Zarnecki, estima que são necessários 25 anos para encontrar uma maneira conceitual de como extrair metal da rocha.

                O líder da Euro-Sun Mining, Scott Moore, acredita que quanto mais tempo, melhor, porque esse ouro espacial causaria um caos na indústria do ouro.

                Fonte: Publimetro México.

                Com Informações de: Metro Jornal.

06 dezembro 2017

REINO UNIDO - 'Meu namorado estuprou a ex enquanto estava sonâmbulo'

Algumas pessoas andam dormindo, outras têm comportamentos sexuais durante o sono. O distúrbio é conhecido como "sexsomnia".

               Sonambulismo é um fenômeno bastante conhecido na ciência. Bem menos divulgado é o fato de que, em alguns casos raros, pessoas com essa doença podem ter comportamentos sexuais enquanto dormem.

               No Reino Unido, um homem acabou condenado por estupro por causa disso.

               Sua atual namorada, Sarah, contou o caso à repórter da BBC Sally Abrahams.

               Sarah conheceu Tom na casa de um amigo e os dois se deram bem de imediato. Segundo ela, ele era afetuoso, falante, com um senso de humor educado.

               Nas semanas seguintes, eles saíram várias vezes e passaram mais tempo juntos. Às vezes, Sarah dormia no apartamento de Tom. 
               Em outras ocasiões, ele ia para o dela.

               Certa noite, enquanto ainda estavam se conhecendo, Tom teve um comportamento estranho quando os dois estavam na cama. Ele começou a acariciar os seios de Sarah e a se esfregar nela de uma maneira rude e não muito sensual – o que a deixou desconfortável. 
               Como o relacionamento estava começando, ela decidiu não falar nada sobre o episódio.

"Achei que ele estava apenas brincando e me esquivei - o que provavelmente é o mesmo que aconteceu em outras vezes em que ele teve esse comportamento"
               Diz ela.

               Conforme eles se tornaram mais próximos, acabaram tendo uma rotina de jantar fora, caminhar juntos e ir ao cinema. Eles gostavam da companhia um do outro e Sarah deixou de lado suas preocupações sobre o estranho episódio durante a noite.

Momento traumático

               No entanto, uma noite, depois que tinham bebido em uma festa, Sarah acordou de um sono profundo com Tom tentando penetrá-la sem nem mesmo tentar tirar sua calcinha.
               Foi doloroso e perturbador. 

               No dia seguinte, ela disse que queria terminar o relacionamento. Mas a resposta de Tom a surpreendeu. 

"Ele não sabia do que eu estava falando. 
Eu estava realmente muito brava por ter sido acordada e ele estava completamente perdido em relação ao episódio todo"
               Diz Sarah.

               Tom continuou afirmando que não se lembrava de tentar fazer sexo com Sarah naquela noite. 
               Ele ficou devastado pelo relato do que tinha feito e por saber que a tinha magoado.
               Sarah não sabia o que pensar. 

               A tentativa grosseira de Tom de fazer sexo durante aquela noite tinha sido completamente diferente do seu comportamento normal: gentil, íntimo, sensual.

               Ela lembrou de algo que Tom tinha contado quando eles se conheceram, antes do relacionamento começar – anos antes, ele tinha sido condenado a 7 anos de cadeia por estuprar sua ex-namorada, Karen.

               Eles já estavam separados e ele foi visitá-la. 
               Eles tomaram um drinque, viram um filme e foram dormir na mesma cama. Tom dormiu quase imediatamente, mas foi acordado 45 minutos depois por Karen, que gritava: 

"O que você tá fazendo? 
Esse não é você. 
Você não é assim!"

               Confuso, desorientado e chocado com os gritos, ele pegou suas coisas e deixou o apartamento.

               Entre o momento em que caiu no sono e os gritos, ele diz não se lembrar de absolutamente nada.

               Sarah então relacionou as duas situações e lembrou de outras coisas estranhas que o namorado havia feito enquanto dormia. 
               Na primeira noite que dormiu na casa dela, ele levantou durante a noite, colocou as calças e disse que estava saindo. 
               Sem camisa. 

"Na manhã seguinte ele não se lembrava de nada"
               Diz Sarah.

               Ela encorajou o parceiro a procurar um médico. 
               Em uma clínica do sono em Londres, ele passou uma noite com eletrodos conectados à sua cabeça para monitorar sua atividade cerebral.

"O estudo de suas ondas cerebrais mostra algo muito inusitado"
               Diz o médico Guy Leschziner, o neurologista que cuidou do caso de Tom.

"Ele aparenta estar acordado e dormindo em sono profundo ao mesmo tempo. 
Durante períodos breves, vemos ondas largas de sono profundo, que são sobrepostas com ritmo mais rápido, sugerindo que ele está simultaneamente acordado."

               A descoberta e o relato de Sarah levou o médico a diagnosticar Tom com um tipo raro de distúrbio do sono chamado "sexsomnia", ou sonambulismo sexual.

               Ele está relacionado ao sonambulismo normal e ao chamado terror noturno – outro tipo de distúrbio em que a pessoa grita e aparenta estar aterrorizada enquanto dorme. 

               São tipos de distúrbios conhecidos como "parassonias", e normalmente acontecem durante o sono profundo, diz o médico Meir Kryger, professor da Universidade de Yale.

"A pessoa sonâmbula parece estar acordada, mas não está. Isso é perceptível pelas ondas cerebrais"
               Diz ele.

               As partes do cérebro que controlam a visão, o movimento e a emoção parecem estar acordadas, segundo Leschziner. 

"Enquanto áreas relacionadas à memória, à decisão e ao pensamento racional continuam em um sono profundo"
               Diz ele. 

"Pessoas nesse estado podem falar, caminhar, comer, cozinhar, dirigir e até fazer sexo sem ter consciência ou memória do ocorrido."


Diagnóstico na corte

               Será que o distúrbio poderia estar relacionado à condenação de Tom por estupro?

"É impossível saber, pois para ter certeza seria necessário que ele tivesse tido as ondas cerebrais monitoradas na noite do estupro"
               Diz Leschziner. 

"Tom foi condenado pelo júri"

               Nos últimos anos, no entanto, diversos julgamentos envolvendo distúrbios do sono, incluindo o sonambulismo sexual, resultaram em absolvições. 

               A legislação diferencia se alguém tem intenção de cometer um crime ou está agindo sem saber o que está fazendo.

"Tem um famoso caso em Toronto - Canadá, onde um homem entrou no carro, dirigiu por uma longa distância, matou a sogra e agrediu o sogro. 
E o júri decidiu que ele estava sonâmbulo e não era culpado"
               Diz Meir Kryger.

               Também há casos de condenações. 
"Teve outro caso similar no Arizona-EUA em que um homem matou a esposa. A defesa disse que ele esta sonâmbulo, mas ele foi condenado."

               As pessoas nunca têm as ondas cerebrais medidas enquanto atacam outras, então é muito difícil saber com certeza se elas estão conscientes ou não, segundo o neuropsiquiatra Mike Kopelman, professor emérito da universidade King's College de Londres.

"Se você encontra evidências de deliberação consciente, motivo ou memória, isso exclui a possibilidade de ter sido um comportamento automático"
               Diz.

               Mas se nada disso é encontrado, existe a possibilidade de o acusado ser inocente.

"É preciso juntar as peças – o que se sabe sobre o histórico de distúrbios do sono do paciente, as circunstâncias do crime e os registros e análises dos padrões de sono. Nada disso vai provar definitivamente que existia uma parassonia no momento, mas são evidências que apontam em um direção ou outra."

               Sarah diz que o diagnóstico de sonambulismo sexual teve um efeito profundo em Tom, porque ele sempre havia acreditado que foi falsamente acusado de estupro.

"Ele passou a lidar com o fato de que tinha de fato feito alguma coisa naquela noite, algo do qual ele não se lembrava... e a lidar também com esse tipo de culpa. Quer dizer, ele nem imaginava que tivesse feito qualquer coisa esquisita"
               Diz ela.

               Não existe uma cura milagrosa para esse tipo extremo de distúrbio do sono, mas há formas de prevenir que episódios violentos aconteçam. 
               Dormir vestido para evitar contato direto com a outra pessoa, por exemplo, e evitar dormir em ambientes pouco familiares. 
               Estresse, consumo de álcool e falta de sono também podem ser gatilhos.

               Tom diz que houve uma melhora significativa ao evitar essas situações. Antes do tratamento, ele tinha episódios a cada dois ou três meses.

"Estou confiante de que meus episódios de sonambulismo sexual estão controlados agora. E com certeza não houve nenhum nos últimos dois ou três anos"
               Afirma.

               Os nomes dos entrevistados foram trocados para preservar suas identidades.

               Com Informações de: G1.

04 agosto 2016

Arizona-EUA - Bennu, o 'asteroide da morte' que a Nasa quer estudar

Equipe de cientistas vai lançar sonda para estudar o solo de Bennu, que pode causar impactos no planeta Terra.


              Asteroide Bennu. Os cientistas o conhecem desde 1999 e temem que um dia ele possa se chocar contra a Terra.

              Trata-se do asteroide Bennu, que a agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) está disposta a estudar.

              A agência vai lançar em setembro a sonda Osiris-Rex para coletar amostras da superfície do asteroide, explicou Dante Lauretta, professor da Universidade de Tucson, no Arizona-EUA e principal investigador da missão.

              A Osiris-Rex irá procurar elementos orgânicos que podem ser de grande valor para a comunidade científica e para entendermos a composição e o comportamento de Bennu.

              O asteroide causa expectativa porque existe uma pequena chance - 1 em 2.500, segundo a Nasa - de que ele colida com o nosso planeta no século 22, por volta do ano 2135, quando sua aproximação com a Terra e a Lua pode alterar sua órbita. 
              Ele foi, inclusive, batizado com o nome de uma ave mitológica egípcia que tem associações com a morte.

              Alguns cientistas dizem que o corpo celeste poderia trazer "sofrimento e morte" para a Terra; mas há quem diga também que, mesmo que ele chegue de fato por aqui, não vai destruir o planeta.

              A sonda Osiris-Rex talvez nos dê mais pistas sobre a rota do astroide, diz Lauretta.


O processo
              A sonda Osiris-Rex terá de sobreviver dois anos antes de chegar ao asteroide.

              Os cientistas envolvidos na sua criação alegam que o aparelho não terá dificuldades em resistir à viagem espacial, por ser o primeiro dispositivo desse tipo construído sem partes móveis - o que reduz o risco de alguma peça ser deteriorada durante a viagem da missão.

"Nós a projetamos para ser robusta 
e capaz de durar um longo tempo no espaço"
              Explicou a NASA.

              Com a análise do espectro infravermelho, poderemos detectar aspectos únicos dos minerais e outros materiais encontrados no asteroide. 
              Isso permitirá que os cientistas identifiquem a origem de materiais orgânicos, carbonatos e silicatos, e níveis de água absorvida na superfície de Bennu.


Um monstro em movimento
              Bennu viaja em torno do Sol a uma velocidade de 101.389 km/hora e pode ser visto a cada seis anos a partir da Terra.

              Uma das finalidades mais importantes da missão da Nasa é determinar como a órbita de Bennu pode ser afetada pelo aquecimento ou esfriamento de sua superfície pela luz solar durante o dia.

              O asteroide é aquecido pela luz solar, aumenta a sua temperatura e emite radiação térmica em diferentes sentidos durante seu movimento de rotação. 
              Esse fenômeno é conhecido como Efeito de Yarkovsky, que com o tempo altera sua órbita.

              Essa emissão térmica dá a Bennu um impulso pequeno porém constante, explica a Nasa - e isso muda a sua órbita ao longo do tempo. Segundo a agência espacial, estudar o asteroide ajudará os cientistas a compreender melhor não apenas o Efeito de Yarkovsky, mas também a melhorar as previsões relacionadas às órbitas de outros asteroides.


Outros objetivos
              O outro grande objetivo da missão é conseguir estudar, através de amostras coletadas, a origem do nosso Sistema Solar e da vida. Isso porque acredita-se que essas amostras sejam ricas em material carbônico e orgânico.

"Queremos ver o que Bennu testemunhou 
ao longo de sua evolução"
              Disse um cientista da Nasa em 2014, quando o estudo do asteroide já estava em curso na agência.

              A sonda da Nasa vai chegar ao asteroide em 2018 e voltará com uma amostra da superfície de Bennu em 2023.

"Sempre vamos encontrar desafios que desconhecemos, mas depois desta missão podemos começar a planejar com antecedência para futuros riscos"
              Disse Amy Simon, diretora-assistente técnica da Ovirs.



              Com Informações de: G1-CIÊNCIAeSAÚDE.

02 agosto 2016

ARIZONA-EUA - Asteroide gigante ameaçará vida no planeta quando passar entre a Terra e a Lua

              O asteroide Bennu, que cruza a órbita da Terra uma vez a cada seis anos, pode causar problemas no planeta em 2135, quando passará entre a Lua e a Terra.


              A preocupação dos cientistas é de que a rocha espacial de 500 metros sofra com a gravidade da Terra e colida com o planeta no final do século.

              De acordo com a publicação para o Sunday Times, o professor de Ciência Planetária, da Universidade de Arizona, Dante Lauretta, diz que é difícil prever quais serão os próximos passos entre a Terra e a Lua e como isso irá afetar a órbita de Bennu, mas que a possibilidade de uma colisão, não pode ser descartada. 

“Nós estimamos a chance de impacto 
em cerca de um em 2.700 entre os anos de 2175 e 2196“
              Contou o professor.

              Bennu viaja em torno do Sol a uma velocidade média de 63.000 mph e uma colisão com a Terra seria equivalente ao impacto de 3 milhões de toneladas de explosivos. 



              A NASA, envia em setembro a nave espacial OSRIS-Rex para analisar a superfície do asteroide. A chegada da nave em Bennu será em 2018, ela passará um ano coletando amostras da rocha e voltará à Terra em 2023.

              Se bem-sucedida, essa será a primeira missão em que uma nave visita um asteroide e volta para a Terra. 

              Na viagem, os estudiosos também vão analisar os blocos de construção da vida, através dos minerais abaixo da superfície do asteroide. 


              Com Informações de: JC.

24 julho 2016

ARIZONA-EUA - Drone do Facebook faz primeiro voo para transferir internet para áreas remotas

              Acesso ilimitado à internet pode ser um privilégio de muita gente, mas entre as bilhões de pessoas ao redor do mundo, estima-se que 1.600.000.000 ainda estejam à margem dessa tecnologia por viverem em áreas remotas onde não há cobertura de rede móvel.


              Logo, o Facebook planeja resolver esse problema, e com a ajuda de uma série de tecnologias, incluindo um avião solar de alta altitude, nomeado Aquila, que acabou de concluir seu primeiro voo de teste de forma bem-sucedida. 

              O voo, de acordo com informações da rede social, ocorreu no dia 28 de junho no Yuma Proving Ground - YPG, no Arizona-EUA.

              Movido a energia solar o avião é projetado para levar acesso à internet a centenas de milhões de pessoas residentes em áreas de difícil alcance em todo o mundo. 
              Durante seu voo de teste – o primeiro de uma série de verificações funcionais – Aquila permaneceu no ar por 96 minutos, mais que o triplo planejado pela missão.

              Enquanto estava no ar, ele consumiu apenas 2.000 watts de potência – algo semelhante a um secador de cabelo.
              No entanto, eventualmente, esse consumo aumentará para 5.000 watts, uma vez que atingir sua altura e velocidade ideal.

“Se alguém dissesse para mim enquanto eu começava o Facebook que um dia iria construir aviões, eu ia dizer que essa pessoa estava louca”
              Disse Mark Zuckerberg ao The Verge. 


“Nós não somos uma empresa de avião, mas dentro de pouco mais de dois anos tivemos essa ideia e começamos a construir uma equipe, agora temos um avião que voou durante uma hora e meia. É realmente um grande marco neste caminho de conectar todo mundo”.

              O objetivo agora, segundo Mark, é promover a construção de milhares de drones similares, que são relativamente baratos, e trabalhar com empresas de telecomunicações e governos de todo mundo “para conectar as pessoas em periferias e zonas rurais e de desastre, que hoje não podem obter a conectividade tradicional”. 

              No entanto, ele disse que não é a empresa Facebook quem vai essencialmente construir esses drones. 


“O que queremos fazer é provar que isso funciona, e depois descobrir maneiras de licenciar a tecnologia ou doá-la para que as empresas de telecomunicações, governos e organizações sem fins lucrativos possam oferecer isso às zonas de crise”.

              De acordo com Jay Parikh, Chefe Global de Engenharia e Infraestrutura do Facebook, o voo de teste foi projetado para verificar os modelos operacionais da aeronave para provar a capacidade total do modelo que será submetido a uma longa série de testes que serão realizados nos próximos meses e anos. 

              Segundo ele, “falhas são esperadas e às vezes até mesmo planejadas para aprendemos mais quando empurrar o avião para seu limite”. 

              Além disso, foram recolhidos dados importantes sobre o voo de teste que serão ajustados e usados em projetos futuros.


              Eventualmente, o drone – construído em Somerset, na Inglaterra por uma equipe de especialistas, incluindo alguns que adquiriram experiência na NASA, Boeing, Darpa e Força Aérea Real Britânica – atingirá uma altitude de 60.000 – 90.000 pés, enquanto distribui conectividade para os moradores. 

              Ele é projetado para voar por até três meses por vez, e possui uma envergadura maior do que a de um Boeing 737. 

              Cerca da metade da massa do avião é composta por baterias que lhe permitem voar durante a noite, quando não há Sol para ligá-lo.

              Com Informações de: JC.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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