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17 dezembro 2018

UNIVERSAL - Candidata da Filipinas vence o Miss Universo 2018

Catriona Gray superou na etapa final as representantes da África do Sul, Tamaryn Green, e da Venezuela, Sthefany Gutiérrez. 
Brasil ficou no Top 20.

                 A filipina Catriona Gray foi a vencedora do concurso Miss Universo 2018, celebrado em Bangcoc e que contou pela primeira vez com uma candidata transgênero. 
                 Gray, 24 anos, superou na etapa final as representantes da África do Sul, Tamaryn Green, e da Venezuela, Sthefany Gutiérrez.

                 O Brasil foi representado pela amazonense Mayra Dias. Ela ficou entre as 20 semifinalistas do concurso. O evento foi apresentado pelo comediante americano Steve Harvey e pela modelo Ashley Graham. Na fase final, Gray foi muito aplaudida ao falar de seu trabalho nos bairros mais pobres de Manila. 
                 Após a vitória, explicou que deseja continuar trabalhando nas Filipinas com uma organização que promove a educação sobre o vírus HIV e a AIDS.

"Há alguns anos perdi um amigo íntimo por complicações relacionadas com o HIV"
                 Afirmou em uma entrevista coletiva. 

"Por isto, aumentar a consciência desta causa e estimular as pessoas para que façam testes e conheçam sua condição será, sem dúvida, um dos primeiros projetos que desejo realizar"
                 Completou.

                 Gray, estudante de Música, superou mais de 90 candidatas de todo o mundo na 67ª edição do concurso, organizado na Impact Arena, na capital da Tailândia. Durante a competição, exibida ao vivo, as candidatas responderam perguntas sobre a liberdade de imprensa, a legislação sobre a maconha, os refugiados e o movimento #MeToo.

                 O evento foi bem recebido por abordar temas como a inclusão e por seu júri formado apenas por mulheres, incluindo empresárias e vencedoras do Miss Universo. 

                 A edição também foi marcada pela representante da Espanha no concurso, Angela Ponce, 27 anos, a primeira candidata transgênero da história, que ressaltou o desejo de representar a "diversidade dos seres humanos".

"Ter uma vagina não me transformou em mulher. 
Sou uma mulher desde antes de nascer, 
porque minha identidade está aqui"
                 Declarou à AFP Ponce, apontando para a própria cabeça. 

                 O concurso também registrou uma polêmica depois que a Miss Estados Unidos, Sarah Rose Summers, pareceu zombar das candidatas do Vietnã e do Camboja nas redes sociais por não falarem bem inglês.

                 Seus comentários se tornaram virais e Summers pediu desculpas em uma mensagem no Instagram. A vitória de Gray foi celebrada na Filipinas, onde os concursos de beleza são muito populares. 

                 Um porta-voz do presidente Rodrigo Duterte afirmou em um comunicado que a vitória de Catriona Gray colocou o país no mapa por sua "beleza e elegância".
















 










                 Com Informações de: CorreioBrasiliense.

12 fevereiro 2018

CAMBOJA - Sete estrangeiros são expulsos por organizar festas com 'danças indecentes'

Cinco britânicos e duas canadenses foram detidos por fazer festa em piscina com danças consideradas indecorosas pelo governo.

                As autoridades do Camboja expulsaram sete estrangeiros do país, enquanto outros três estão sendo processados, por organizar festas com danças consideradas "indecentes", informaram nesta Segunda-feira (180212) fontes oficiais.

                São cinco cidadãos britânicos e duas cidadãs canadenses, que deixaram o Camboja entre a Quinta-feira e o Sábado passados.

                Um dos seus advogados, o cambojano Ouch Sopheaktra, explicou à imprensa local que as autoridades retiraram as acusações depois de chegar a um acordo com os acusados para que abandonassem o país sem causar desordens públicas.


                Os sete fazem parte de um grupo de dez pessoas de distintas nacionalidades que a polícia deteve no último dia 25 de Janeiro na cidade de Siem Reap por uma festa em uma piscina com danças consideradas indecorosas e da qual participaram cerca de 90 estrangeiros.

                Os organizadores anunciavam a festa com o slogan "Let's Get Wet" ("Vamos ficar molhados").


                Com Informações de: G1.

31 maio 2017

TAILÂNDIA - Brasileira denuncia abuso sexual em hostel

Bruna Fornasier foi atacada enquanto dormia em sua cama e levou o caso à polícia tailandesa, em um desgastante processo; 'denunciar ajuda a diminuir a cultura do estupro', diz ela.


              A atriz brasileira Bruna Fornasier, de 25 anos, planejou e economizou dinheiro para uma longa viagem sozinha pela Ásia, sonho que ela conseguiu concretizar em abril. Ao longo de um mês e meio, conheceu Hong Kong, Bali, Cingapura, Malásia e Tailândia.

              Tudo corria bem até a etapa tailandesa da viagem, quando Bruna foi vítima de um abuso sexual dentro do quarto do hostel onde estava hospedada.

              Com a ajuda das redes sociais, acabou conseguindo localizar o agressor e levá-lo à polícia - em um processo "lento e desgastante", que envolve também um desentendimento com o hostel onde o crime ocorreu.

              Bruna agora aguarda o desfecho de seu caso para decidir se prossegue sua viagem - antes da agressão, ela planejava ir da Tailândia para Laos, Vietnã e Camboja. Ela diz que resolveu buscar justiça para evitar que o agressor saísse impune e continuasse a praticar abusos.

Leia seu depoimento à BBC Brasil:

"Estava fazendo uma viagem pelo sudeste asiático. Cheguei à Tailândia no dia 26 de maio e fui a um albergue que era super-renomado em todas as redes sociais, um "party hostel"
              Cada quarto tem cerca de 10 cubículos. As camas são fechadas nas laterais e só é possível a entrada e saída através de um acesso protegido por uma cortina, onde ficam os pés da cama.

              Saí naquela noite. 
              Fui à uma festa e voltei sozinha ao albergue por volta de 1:00 hora da manhã. 

              Deitei no meu cubículo e dormi. Acordei, assustada, quando senti um cara em cima de mim, colocando a mão dele dentro da minha vagina. Quando percebi o que estava acontecendo, gritei para ele sair. 
              Ele disse que ia enfiar o pênis dentro de mim. 
              Comecei a chutá-lo e ele saiu.

              Pela manhã, expliquei a uma pessoa encarregada do albergue que havia sido vítima de abuso sexual. 
              Ela perguntou se eu queria ir à polícia, mas naquele momento eu estava abalada, queria desaparecer.

              O gerente foi chamado e eu pedi os dados do meu agressor, um indiano. Ele me pediu que eu preservasse o nome do albergue caso eu decidisse escrever nas redes sociais o que havia acontecido. 
              Essa era a única preocupação dele. 
              Fiquei indignada. 
              Peguei minha mala e me hospedei em outro hotel.

              Contei o que havia acontecido à minha família e publiquei um post no Facebook relatando o abuso. Meu post repercutiu muito. Nunca imaginei que seria assim. 
              Quando publiquei, minha intenção era de que todas as pessoas conhecidas soubessem do ocorrido. Queria transformar essa história horrível em um alerta para outras pessoas.

              Decidi formalizar a denúncia contra o abusador. Fui à polícia turística e encontrei uma oficial que me orientou a fazer a denúncia na delegacia. Da delegacia fui encaminhada ao hospital para fazer exames. O médico disse que minha vagina tinha um corte, estava um pouco inchada. 
              Aquilo não provava nada, claro.

              Fui encaminhada a uma psiquiatra. Ela assinou um laudo que confirmava que eu havia sido vítima de abuso sexual. Isso permitiu que os policiais locais finalmente me levassem a sério.

              Prestei depoimento na delegacia por mais de cinco horas. Me perguntaram quantos dedos o cara colocou na minha vagina. A policial de turismo estava comigo e traduzia tudo. 
              Foi um processo lento e desgastante.

              Por meio do Facebook, duas pessoas me alertaram terem visto o estuprador na ilha de Kho PhiPhi. Um deles tirou uma foto do agressor e me enviou o endereço onde ele estava hospedado. Passei as informações à polícia. 
              Tremi e chorei. 
              As redes sociais me salvaram.

              No dia seguinte, fui informada de que ele já estava sob custódia policial. Fui à delegacia acompanhada de três policiais mulheres. Tive que confirmar que aquele jovem sorridente que conversava com os oficiais tinha me violentado. Senti medo e repulsa e preferi que ele não me visse.

              No depoimento, ele teria dito que estava bêbado, que se sentou na beirada da minha cama e colocou a mão na minha perna e então eu lhe disse "vai embora, vai embora". Essa foi a versão dele. 
              Ele insistiu em falar comigo na delegacia, mas não aceitei.

              A advogada do renomado albergue apareceu na delegacia e me informou que posso ser processada pela postagem feita no Facebook caso não cheguemos a um acordo.
               Eles alegam que o trabalho deles foi afetado pelo que eu disse.

              Mas foi a minha postagem que me permitiu encontrar meu agressor. Agora quero que o hostel pense em como agir para evitar que isso se repita, ou seja, usar o meu caso a favor da sociedade.

              O processo contra o meu agressor ainda está em andamento. Os oficiais me informaram que ele será levado à corte tailandesa e terá que ficar um mês preso. Se optar por pagar uma fiança de 200 mil baths, cerca de US$ 6 mil, poderá aguardar em liberdade o julgamento, mas não poderá sair da ilha de Krabi nem do país.

              Depois de um mês ele será levado novamente à corte. Se assumir o que fez terá de cumprir uma pena. Não sabemos por quanto tempo. Se não assumir, terá de ficar em Krabi até que o caso seja resolvido.

              Para mim é uma vitória. 
              Algumas pessoas disseram que seria muito difícil levar isso adiante porque eu não tinha testemunhas ou provas. Mas eu tinha que fazer alguma coisa, encorajar a outras mulheres que já passaram por isso ou alertar as que ainda serão vítimas de abuso.

              Não podemos ter vergonha de "o que as pessoas vão pensar de mim?", não. 
              Somos vítimas.

              Eu poderia estar desmaiada de bêbada, pelada, não importa. Muita gente não conta ter sido vítima de abuso sexual e eu entendi o porquê. Foi muito sofrido. Porém, se nos mantivermos fortes, é possível.

              Denunciar pode inibir a ação de estupradores. Eles saberão que as mulheres já não ficarão caladas e eles terão de pagar pelo o que fazem.

              Acredito que denunciar ajuda, sim, a diminuir a cultura do estupro. Não podemos, além de ser vítimas, assumir um papel de terapeuta do agressor. 

              Quanto mais a palavra estupro sair, mais ajudamos a romper o tabu de falar sobre isso. Quanto mais exposto, mais fácil será combater e caminhar contra a cultura da violação sexual.

              Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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