PESQUISA NESTE SITE:

Mostrando postagens com marcador QUÊNIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador QUÊNIA. Mostrar todas as postagens

14 setembro 2020

ÁFRICA - Professor brasileiro ensina capoeira a crianças africanas

Mineiro de Uberlândia, Uelington Ramos, o Professor Pelezinho, vive há 20 anos na Europa e leva cultura dos ancestrais de volta ao continente africano


"Capoeira do Brasil
Se espalhou pro mundo inteiro
Hoje eu volto pra África,
Não dentro de um navio negreiro"

                É cantarolando versos de uma música composta por ele mesmo que Uelington Ramos de Oliveira, o Professor Pelezinho, demonstra a alegria de compartilhar com crianças e adolescentes da África Central o que aprendeu com a capoeira. Aos 46 anos, ele deixou Uberlândia-MG há 20 para viver em Luxemburgo. Na Europa, conseguiu conforto e qualidade de vida, mas encontrou a realização ao levar de volta para a África a cultura dos antepassados.

                Pelezinho é colaborador do projeto "Capoeira pela Paz", que educa jovens em Kinshasa, na República Democrática do Congo, e em Bangui, na República Centro-Africana. Além dos movimentos, o professor se orgulha de transmitir valores a milhares jovens com poucas oportunidades e que convivem com cenário de violência e falta de recursos.

                 Você se questiona como aquele continente sofre tanto até hoje. Meus alunos escrevem e falam muito bem português. Eu os ensino a andar sozinhos, a terem força de vontade e acreditarem em si mesmos. Eu sou fruto disso, estudei até a terceira série, comecei a trabalhar com 10 anos. Fiz a capoeira ser conhecida em Luxemburgo, fui a Mônaco e me senti importante por fazer algo bom para alguém, disse o instrutor, que deixa o Brasil neste domingo levando 500 calças e vários instrumentos para entregar nas cerimônias de batismo do outro lado do Atlântico.


                 A ida ao Principado não foi a passeio. Pelezinho conseguiu apoios para o projeto com a UNICEF e com a Associação Mundial dos Amigos da Infância (Amade-Mondiale), presidida pela Princesa Caroline de Mônaco, para atender ainda mais pessoas. Prestígio que aumenta a responsabilidade com os recursos recebidos e para combater a corrupção: 

"Não coloco a mão se não sinto confiança"

                 Olho sempre para onde vai o dinheiro, se está tudo certinho. Ensino a trabalhar sério, sobre como funciona uma associação, a dar satisfação, prestar contas do que foi gasto, para amanhã ter condição de ter mais apoio. Gerir conflitos religiosos também, porque tem muitos entre cristãos e muçulmanos lá. 

                 É muita coisa envolvida - contou o professor, que também aceita doações de materiais quando observa que potenciais apoiadores estão reticentes.

De Minas para a Europa

                 Pelezinho teve o primeiro contato com o Velho Continente em 1996, quando conheceu um amigo europeu em um congresso no Rio de Janeiro. A partir daí, fosse enviando materiais para prática da arte - que mistura esporte, luta, dança e música - ou recebendo alunos em intercâmbio, surgiram convites para ensinar a prática na França e na Espanha. Hoje, é treinador da seleção nacional e coordenador da ONG"Abadá Capoeira Luxemburgo".

                 Fui convidado para ir ao primeiro batizado de capoeira na Europa, em 2000. Aí me chamaram para dar aulas em Paris, Barcelona e Luxemburgo. Senti muito o choque cultural e voltei para o Brasil. No ano seguinte, fui de novo para dar aula por um mês no verão, nos parques da cidade.

                 Fiz 50 alunos e ganhei muito dinheiro na época, aí acabei ficando, até por necessidade, filhos… Escolhi Luxemburgo porque é um país pequeninho, mas com uma mentalidade enorme. A capoeira lá é tratada como utilidade pública, está no ambiente hospitalar, no combate à depressão infantil, na recuperação de jovens no sistema prisional e nas escolas - contou o mineiro, que é fluente em francês e vive na capital com a família.

Na terra dos ancestrais

                 O encontro que começou tudo foi em 2007, em visitas a Quênia e Uganda. Uelington também passou por Cabo Verde, Angola e Congo. O sentimento era de que deveria fazer algo para retribuir o que a capoeira havia lhe proporcionado, então passou a buscar patrocinadores e mobilizar pessoas para ajudar o projeto "Capoeira Pour La Paix", que tem envolvimento da Embaixada do Brasil.

                 Eu sempre mandava material para a África: pandeiro, berimbau, calça, camisa, roupa que sobrava. Comecei a pedir às pessoas para mandar. Conseguimos formar muita gente lá, inclusive educadores. Inscrevi projeto na UNICEF e eles gostaram, porque envolvia áreas de risco, onde há grupos armados, é um trabalho de resgate. O embaixador do Brasil na época em Kinshasa, Paulo Uchôa, me apresentou à Princesa Caroline. Tem meninas que são casadas cedo para serem uma boca a menos para alimentar, meninos que são levados para integrarem grupos armados, relatou.

                 Conforme Pelezinho, mais de 20.000 pessoas já passaram pelo projeto. Ele conta às crianças africanas como foi o começo da capoeira na terra natal, com os escravos vindos da África. O mestre costuma brincar que a arte "engravidou na África e nasceu no Brasil". Hoje, procura levar o conhecimento pelo caminho inverso, em um contexto totalmente diferente dos antepassados, para de alguma forma amenizar a dura realidade vivida por aquelas pessoas.


                 Na África, vi criança que estava há dois dias sem comer, sem água para beber. Pensei: "Meu Deus". Eu não poderia beber água na frente de 400 pessoas com sede, então ficava sem beber também. Decidi fazer alguma coisa. Venho de baixo, se um dia eu não estiver aqui, quero que o projeto tenha continuidade. 
                 Estou deixando meu legado, fazendo minha parte. 

                 Hoje retribuo à África tudo o que a capoeira me deu, tenho casa, uma vida boa e conheço muitos países. O sonho daquelas crianças é ter uma calça, uma corda, serem batizadas na capoeira. Elas pegam a corda numa alegria... aí você pensa nos valores, parece que ganharam na loteria! Aquilo te toca. A África está no meu coração, pela minha história e pela necessidade deles
                  Concluiu.

                 Com Informações de: GE.

11 janeiro 2020

UNIVERSAL - Pantera-negra e suas Curiosidades

Características da Pantera Negra 


              Antes de mais nada, é preciso esclarecer uma coisa: a Pantera-negra não é uma espécie de animal. Na verdade, o termo se refere ao grupo de felinos que inclui Leão, Onça, Tigre e Leopardo com uma coloração diferente.

              Essa alteração na cor dos pelos ocorre por uma propriedade biológica. 
              O gene agouti é o causador da situação toda, pois ele é responsável por distribuir o pigmento preto no pelo. Quando há uma anomalia genética, causando a exceção do preto, o felino é classificado como uma Pantera-negra.

              O animal possui mais melanina que os outros exemplares da sua espécie, por isso é conhecido por “melânico”.

              Essa mutação é o total oposto do albinismo. Enquanto o animal albino possui um índice muito baixo de melanina, deixando-o branco, o melânico a possui em excesso, dando uma coloração completamente preta.


              No entanto, mesmo com essa característica, o animal ainda possui pintas ao longo do corpo, mesmo que sejam mais difíceis de serem vistas. É necessária uma iluminação específica para que elas sejam percebidas. Ao contrário do que muitos imaginam, não se trata de animais completamente pretos.

              Mesmo que um exemplar de Pantera-negra cruze com um outro felino comum, as chances de nascer um filhote com a mutação genética ainda são grandes, assim como de nascer filhotes comuns.

              Dois felinos com a quantidade equilibrada de melanina raramente conseguirão reproduzir um filhote com pelos negros.


Qual é o nome científico da Pantera Negra?

              Por não se tratar de uma espécie exclusiva, o grupo não possui um nome próprio. No entanto, alguns cientistas consideram como uma variedade da Onça-pintada (Panthera onca).

              De acordo com Vincent Kurt, biólogo do Instituto Brasileiro do Meio o Ambiente - IBAMA e dos Recursos Naturais, também pode haver uma variação de Leopardos (Panthera pardus). O Leopardo-de-Amur (Panthera pardus orientalis) é um animal extremamente raro cuja espécie já foi apontada com casos de melanismo. No mundo todo, estima-se que existam apenas cinco Leopardos-de-Amur negros.

              De acordo com o estudo realizado pelo PLOS ONE, em 2012, foi constatado que existem 13 espécies confirmadas com caso de melanismo. Até agora, não se sabe nenhum caso de Leão ou Tigre que tenha sido afetado com o gene.


Onde as panteras negras vivem?

              De modo geral, os felinos melânicos podem ser encontrados com mais facilidade no sudeste asiático, como na Malásia. Mas são vistos também na África, onde costumam viver em cima das árvores para atacar suas presas, e nas Américas, desde os Estados Unidos até a Argentina.

              No Brasil, o que não contribui para a presença mais frequente da Onça-preta, especificamente, em nossos biomas é a própria seleção natural. Segundo os pesquisadores, os principais fatores que influenciam na ocorrência de exemplares melânicos são a umidade, temperatura, precipitação e a incidência solar.

              No caso das regiões brasileiras, essas questões não são tão apropriadas, por isso não é recorrente a presença da Pantera-negra no Brasil.


Hábitos de caça da Pantera-negra

              Por ter uma coloração escura, muitos podem pensar que esse animal é exclusivamente noturno como forma de camuflagem, mas as pesquisas apontam que, independentemente do horário, o felino sai para buscar comida. 
              Tudo depende da fome que a Pantera está sentindo.

              A sua cor, inclusive, é muito desfavorável. Quando ela sai, se torna muito mais visível por ser praticamente toda preta do que os exemplares que possuem a quantidade comum de melanina. Principalmente durante o dia, a Pantera-negra é mais facilmente visualizada em meio a uma vegetação manchada.

              Por ser tão feroz e raro, a Pantera-negra não é liberada pelo IBAMA para ser criada como animal de estimação. Ainda é objeto de estudo para entender melhor seus hábitos e características, pois existem poucos exemplares na natureza. Retira-los do seu habitat nas selvas para criar em casa é crime com direito a multa de mais de R$1.000,00 e pena de até um ano.


Super-herói Pantera-negra e o animal: Qual a relação entre ambos?

              Os dois possuem ótimos reflexos e são considerados extremamente inteligentes. O primeiro usa essa característica para salvar o mundo, enquanto o segundo usa para caçar e se proteger-se de ataques.

              A força é outra característica comum, algo natural do grupo de grandes felinos e evidente nos dois exemplos.

              De acordo com Angela Cave, pesquisadora do Projeto Panthera, que visa auxiliar na conservação dos grandes felinos, o Jaguar-negro é o que tem mais destaque no grupo da Pantera-negra. Para ela, o animal é um exemplo de força e inteligência entre os felinos, traçando estratégias criativas e demonstrando um alto índice de percepção.


A Pantera-negra está extinta?

              O Leopardo-negro está presente na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da 'União Internacional para a Conservação da Natureza' - IUNC.

              É um fato extremamente perigoso, pois, como carnívoro, o animal possui um papel essencial no que diz respeito ao equilíbrio dos ecossistemas.

              Caso o número de exemplares da espécie continue diminuindo, a quantidade de animais que são predados pelo Leopardo-negro tende a aumentar e desregular completamente a cadeia alimentar.


              A quantidade de animais com essa anomalia genética é tão pequena que foi apenas em 2018, após 100 anos, um exemplar da Pantera-negra foi fotografado. O grande feito ocorreu em Naikipia, no Quênia, fruto da parceria entre Nick Pilfold, cientista de San Diego, e Burrard-Lucas, fotógrafo especialista em natureza.

              O registro foi publicado no Jornal Africano de Ecologia, marcando a primeira imagem do animal no século 21. O Leopardo-negro foi fotografado pela primeira vez em Addis Abeba, na Etiópia, em 1909.

              Seja na ficção ou na realidade, a Pantera-negra possui inúmeras características surpreendentes!



              Com Informações de: Portal dos Animais.

20 maio 2018

CUBA - Caixa-preta de avião que caiu é recuperada 'em boas condições'

Informação foi dada pelo ministro dos Transportes do país à TV estatal cubana; 110 pessoas morreram no acidente.

                Especialistas cubanos conseguiram recuperar neste Sábado (180519) uma das caixas-pretas do avião que caiu na véspera depois de decolar do aeroporto internacional de Havana, matando 110 das 113 pessoas a bordo.

                O ministro de Transportes de Cuba, Adel Yzquierdo, disse à emissora estatal cubana que os investigadores estão trabalhando intensamente no local do acidente, perto do terminal 1 do aeroporto, e que a caixa-preta localizada está em "boas condições".

"Já temos uma caixa-preta em mãos, em boas condições, bom estado de conservação, e devemos conseguir a outra nas próximas horas. Elas irão para a comissão criada para analisar as causas do acidente"
                Explicou o ministro na entrevista à imprensa oficial.

                O ministro afirmou que todos os corpos das vítimas, a maior parte delas cubanas, já foram levados para o Instituto de Medicina Legal de Havana. Parentes já estão no local para oferecer amostras genéticas para facilitar o processo de identificação.

"Já temos a lista de passageiros, vamos publicá-la nas próximas horas"
                Disse o ministro.

                Até o momento, apenas dez corpos foram identificados. O avião transportava 102 cubanos, seis tripulantes mexicanos e cinco passageiros estrangeiros: 
                dois argentinos, um mexicano e dois saarauís.

                O primeiro vice-presidente de Cuba, Salvador Valdés, destacou o esforço, a dedicação e o profissionalismo das equipes que atuaram após o acidente e dos funcionários do Instituto de Medicina Legal.

                O Boeing 737 da companhia aérea mexicana Global Air, operado pela Cubana de Aviación, caiu pouco depois de decolar em Havana. As três únicas sobreviventes, todas mulheres e cubanas, permanecem internadas em estado grave no Hospital Calixto García, em Havana. 
                Uma delas está consciente.

Obsoleto e barulhento


                A aeronave que caiu em Cuba voava havia quase 40 anos. O modelo, o 737-200, é barulhento e obsoleto, e começou a perder espaço, já no início dos anos 1990, para aviões mais modernos e espaçosos, como a continuação da família 737 (-300, 400 e 500), que levavam mais passageiros e tinham motores mais silenciosos e econômicos.

                Desde meados dos anos 2000, nenhuma grande companhia aérea no mundo voa os 737-200 - em razão de legislações que exigem que as aeronaves tenham nível de ruido menor. Entre os operadores estão empresas de Uganda, Paquistão, Quênia, Congo, Filipinas e Venezuela. 
                Atualmente, nenhum voa regularmente dentro da Europa e dos Estados Unidos.

                O mesmo ocorre no Brasil. Em grandes companhias, o fim se deu em 2005, com Varig e Vasp, ambas extintas. 

                Em 2010, o Boeing 737-200 usado pela Rico Linhas Aéreas, do Amazonas, foi o último a voar regularmente em voos domésticos no país.




                Com Informações de: G1.

14 setembro 2017

QUÊNIA - Empresa produz carvão de cocô para substituir carvão mineral

No Quênia não é diferente: 80% de toda energia é gerada por meio de carvão e madeira.

               O carvão ainda é a fonte majoritária de energia em muitos países, principalmente nas nações em desenvolvimento. Afinal, não é todo lugar que é abençoado como o Brasil e possui recursos naturais de sobra para geração energética. 

               Eis que a Nakuru Serviços de Água e Saneamento, empresa fundada no Quênia, passou a oferecer uma alternativa viável, barata, mais eficiente e menos poluente do que o carvão para a população: dejetos humanos. 
               Isso mesmo, o cocô!

               A ideia resolve, de uma vez só, dois grandes problemas de nações em desenvolvimento: Geração de energia e saneamento básico – que especialmente no Quênia ainda é muito precário e gera uma porção de doenças urbanas.

               O cocô (Fezes) é um recurso abundante, cheio de “energia”, desperdiçado e descartado diariamente. Um simples processo de compostagem ou ainda um biodigestor já são suficientes para garantir um destino muito mais nobre (e útil!) a ele.

               Já o carvão é responsável por boa parte das emissões de gases de efeito estufa que poluem nosso planeta, além de ser um recurso não-renovável. Ou seja, Não tem como a ideia da Nakuru dar errado!

               Caminhões de esgoto de sistemas sépticos e latrinas de poço são encaminhados para as estações de tratamento da empresa, que deixa secar no sol os dejetos humanos a uma temperatura de 300 ºC. Durante o processo de carbonização, adiciona-se serragem ao material. O resultado é pulverizado em um moinho de martelo e misturado com melaço para ganhar formato redondo.

               Um quilo do material custa o equivalente a R$1,50 (reais). Além da queima ser mais limpa do que a de carvão e livre de qualquer odor, ela é mais eficiente, pois dura mais tempo queimando. 

               Duas toneladas são produzidas todos os meses pela empresa e a meta é aumentar o potencial para 10 toneladas até o final do ano. 
               Quem aí toparia fazer um churrasco com carvão de cocô?

               Com Informações de: AguasdePontal.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

JISOHDE FOTOGRAFIAS