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12 dezembro 2019

MINAS GERAIS - Segurança pública finaliza 2019 com redução da criminalidade e integração qualificada das forças

Redução da criminalidade, núcleo especializado em feminicídio, distribuição de efetivo policial e maior operação de busca e salvamento do Brasil marcam o primeiro ano da gestão Romeu Zema na segurança pública
                 A Segurança Pública de Minas Gerais apresenta balanço positivo das ações realizadas em 2019, marcando o primeiro ano de governo sob a gestão do governador Romeu Zema. O Estado de Minas Gerais, neste ano, alcançou o menor Índice de Crimes Violentos dos últimos oito anos. 

                 Os 11 crimes violentos monitorados pelo Observatório de Segurança Pública registraram queda na comparação entre Janeiro a Novembro deste ano com o mesmo período do ano anterior. Houve redução de 28,5% na taxa de crimes violentos e de 30% na taxa de roubos consumados. 
                 Os homicídios consumados tiveram queda de 12% na variação da taxa em todo o Estado e de 16,5% na capital.

                 A atuação conjunta e integrada das forças de segurança possibilitou que mais de 20.000 armas irregulares fossem tiradas de circulação nos últimos dez meses. Ao todo, 1.161 viaturas foram entregues à Polícia Militar, à Polícia Civil e ao Corpo de Bombeiros Militar. 

                 O Estado trabalhou para garantir ao cidadão mineiro maior sensação de segurança destacando-se a política de priorização do policial na rua. Os programas de prevenção à criminalidade garantiram atendimento a mais de 500 mulheres em situação de violência doméstica; a mais de 115.000 jovens entre 12 e 24 anos assistidos pelo Fica Vivo! e aumento de 54% dos atendimentos do Programa Mediação de Conflitos. 
                 O destaque da prevenção foi para a redução em 10% dos homicídios consumados dentro da faixa etária atendida pelo Programa Fica Vivo! nos territórios onde o programa atua.

                 Os dados foram apresentados na manhã desta Terça-feira (191210) em coletiva à imprensa realizada na Cidade Administrativa. Segundo o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, General Mario Araujo, os bons resultados são fruto de um trabalho incessante e cada vez mais integrado por parte das forças de segurança. 

“Nosso lema é servir a nossa população. O governador Romeu Zema sempre diz que os servidores e secretários não trabalham para o governador, mas para a população mineira”
                 Afirmou. 

“Integrar mais para entregar mais para a população: é isso que está acontecendo. Em cima dos pilares dos indicadores de criminalidade e do aumento da sensação de segurança temos nos dedicado a servir nossa população”.

                 Durante sua fala à imprensa, General Araujo renovou o compromisso das forças de segurança mineiras em construir cada vez mais um Estado seguro. 

“Nós estamos muito felizes pelos indicadores, que são muito positivos, mas ainda não nos damos por satisfeitos. Nós queremos muito mais; esse é nosso compromisso. Esperamos que no ano que vem estejamos aqui falando de resultados ainda melhores em função da integração que esses servidores públicos têm conseguido no âmbito do nosso Estado”
                 Destacou.

Combate ao Feminicídio

                 Entre as importantes conquistas da segurança está a criação do Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios da Polícia Civil, com o objetivo de dar mais agilidade e eficiência às investigações de crimes de feminicídio consumado. 

                 No Estado há, ainda, 71 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher - DEAM, que são unidades da Polícia Civil de Minas Gerais voltadas ao atendimento humanizado das vítimas que se deparam com qualquer espécie de violência doméstica.

                 Agregando mais uma frente de combate a este tipo de crime, a Polícia Militar conta com a 1ª Companhia de Polícia Militar Independente de Prevenção à Violência Doméstica contra as mulheres - PVD, pioneira no Estado e a segunda do país. Cabe à PVD prestar o segundo atendimento às mulheres, a partir da triagem das ocorrências registradas no 190, na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher - DEAM e demais delegacias que recebem este tipo de ocorrência. Os policiais, em geral, vão à casa de mulheres que estiveram envolvidas em algum tipo de ocorrência de violência doméstica e dão orientações de encaminhamento psicológico, social ou jurídico.

Minas Segura

                 O Programa Minas Segura, executado pela PMMG, é outro destaque da Segurança Pública, cujo o objetivo é aumentar a sensação de segurança da população por meio da setorização do policiamento, otimização do emprego dos recursos humanos para o enfrentamento do crime e da violência. 

                 Além disso, a PM instituiu a Gestão de Desempenho Operacional - GDO com estabelecimento de indicadores, metas mensais e acompanhamento diário dos resultados. De Janeiro a Novembro deste ano foram mais de 2.200.000,00 de atendimentos de emergências policiais e 1.980.000 de operações em todo o Estado, que resultou na prisão/apreensão de cerca de 268.000 pessoas, sendo 13.629 autores de crimes violentos, na retirada de circulação de 21.722 armas de fogo e na recuperação de quase 18.000 veículos.

“Mais de 1.100 pessoas deixaram de morrer neste ano. É um número muito significativo, e isso não está acontecendo por acaso, mas sim devido a uma política pública séria. Atribuímos esses resultados primeiramente à integração entre os órgãos”
                 Destacou o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Giovanne Gomes. 

“Quando a integração realmente acontece, quem ganha é o povo mineiro. Hoje as forças estão integradas e não apenas na cúpula, mas também na ponta da linha, cada um atuando dentro de sua competência legal”.

                 O comandante da Polícia Militar explicou que um dos grandes desafios da corporação neste ano foi com relação ao efetivo. 

“Precisamos aumentar nosso efetivo, mas não colocamos isso como desculpa, pelo contrário: adotamos medidas para otimizar o que temos. Mas o desafio para o próximo ano é continuar formando bons policiais militares, para melhorar ainda mais a prestação de serviço à população”
                 Afirmou, anunciando uma autorização do governo para colocar 1.900 novos policiais nas ruas em 2020, por meio da efetivação de um concurso público já realizado, com o chamamento de excedentes.

Maior operação de busca da história

                 O Corpo de Bombeiros Militar continua realizando a maior operação de busca e salvamento da história do Brasil, trabalhando diuturnamente em Brumadinho-MG para encontrar as vítimas que ainda se encontram desaparecidas após a tragédia do rompimento da barragem da Mina do Feijão. 

                 Até o momento 257 corpos foram encontrados pela corporação e identificados pelo corpo de peritos criminais e médico-legistas altamente qualificados da Polícia Civil. Já são mais de 3.700 horas trabalhadas, com mais de três mil militares desempenhados na operação, sem, contudo, reduzir ou prejudicar os atendimentos das demandas do cotidiano da população mineira.

                 Em 2019 foram seis operações Alerta Vermelho realizadas pelo CBMMG, com quase 10.000 estabelecimentos vistoriados e 3.600 militares empenhados, um aumento de 133,4% de vistorias quando comparado o ano de 2019 com 2018. A expertise dos militares foi também requisitada para ajudar Moçambique e a Amazônia, em duas frentes importantes de ajuda: uma humanitária e a outra de emergência contra queimadas.

                 O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, Coronel Edgar Estevo, destacou que, para 2020, o objetivo da corporação é fortalecer cada vez mais a prevenção. 

“O acidente ou incêndio ocorre onde a prevenção falha. Nesse sentido, nosso desafio para 2020 é fazer com que todos os empreendedores, proprietários de indústrias e comércios e locais de recepção de público possam estar sempre atentos em regularizar o seu estabelecimento no que se refere à Lei de Prevenção e Combate a Incêndio”
                 Detalhou o comandante, acrescentando que, em Maio, o Corpo de Bombeiros contará com mais 500 militares, que vão recompor os quadros da corporação após concurso público.

Modernização e ampliação dos atendimentos ao cidadão

                 A Polícia Civil inaugurou a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção para apurar crimes contra a Administração Pública, objetivando o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. Além da nova delegacia, houve a criação da unidade avançada do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro. 

                 A PCMG implantou o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos Digital, CRLV e cumpriu a meta do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo no banco nacional de perfis genéticos 2.400 amostras de DNA de condenados por crimes dolosos de natureza grave contra a pessoa.

                 A Civil realizou ao longo de 2019 cerca de 1.060 operações, levando 530 pessoas à prisão e cerca de 240 apreendidas. Ao todo foram mais de seis toneladas de drogas tiradas de circulação e recuperadas mais de três toneladas de explosivos na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

                 O chefe da Polícia Civil, Delegado-Geral Wagner Pinto, destacou que em 2019 a Polícia Civil trabalhou pela reestruturação de seus quadros, com nomeações de novos delegados, investigadores e escrivães. 

“As forças estão integradas e convergindo esforços para resultados, inclusive no trabalho de inteligência e no compartilhamento de informações necessárias para o combate à criminalidade violenta”
                 Afirmou. 

“De forma integrada, a Polícia Civil tem feito um trabalho qualificado, e queremos cada vez mais buscar a excelência da investigação policial”.

                 A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública - SEJUSP, por sua vez, trabalhou ao longo do ano para otimizar e modernizar a gestão da segurança pública em todo o Estado. Unidades prisionais em diversas regiões do Estado, como Uberaba-MG e Divinópolis-MG, já realizam audiências de custódia à distância. 

                 A parceria com o Poder Judiciário e demais órgãos gera economia de recursos para os cofres públicos, já que não há necessidade de deslocamento de presos para os Fóruns e nem a utilização de servidores em escoltas. A expectativa de economia será de mais de R$3.500.000,00 apenas em escoltas jurídicas.

                 O sistema de reconhecimento facial é outra conquista da área de tecnologia que auxilia a gestão da informação no âmbito da segurança pública. Ele é utilizado com buscas e confronto de foto inserida no banco de informações do Sistema Integrado de Gestão Prisional - SIGPRI, onde estão gravadas cerca de 500.000 fotos de presos e egressos. A tecnologia possibilita a verificação de possíveis dados falsos, o que o poderia levar ao registro de nomes de outras pessoas ou à liberação errônea de preso. 
                 A tecnologia foi desenvolvida pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais, que agora fica sob a gestão da SEJUSP.

                 O processo de expansão da utilização de tornozeleiras eletrônicas como alternativa penal é uma conquista do Governo de Minas. Antes, a monitoração eletrônica somente era realizada em Belo Horizonte-MG e Região Metropolitana. 

                 No ano de 2019 o processo de expansão chegou às cidades de Juiz de Fora-MG, Uberlândia-MG, Alfenas-MG, Itajubá-MG, Montes Claros-MG e Governador Valadares-MG. 

                 A pasta continua investindo na capacitação de servidores e dialogando com o Poder Judiciário a fim de que essa alternativa penal possa cada vez mais se expandir para diferentes municípios do Estado. Em Novembro de 2018 o Estado gerenciava 1.515 monitorados, em Novembro deste ano o número chegou a 3.312, um aumento de 118%.

“A implantação da tecnologia permite oferecer penas alternativas, uso de tornozeleiras e videomonitoramento. Isso é fazer mais a um custo baixo, dentro da ideia de buscar ser um governo mais eficiente”
                 Explicou o secretário de Justiça e Segurança Pública, General Araujo.

Fortalecimento da política de prevenção à criminalidade

                 O Selo Prevenção Minas é o novo programa da SEJUSP que atuará como uma espécie de consultoria qualificada para municípios, ajudando no diagnóstico das especificidades do cenário da criminalidade local e propondo ações de prevenção à criminalidade. 

                 A ideia é qualificar as ações desenvolvidas para evitar que o crime aconteça. Alfenas foi o primeiro município do Estado a participar do Prevenção Minas. A Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade da SEJUSP coordenará a elaboração de um diagnóstico de segurança pública local, com o objetivo de traçar um raio-x das dinâmicas criminais do município. De posse das informações, serão propostas ações de intervenção, a partir de um Plano Municipal de Prevenção à Criminalidade.

Mais vagas para o sistema prisional e socioeducativo

                 Importantes obras das unidades prisionais de Ubá-MG, Iturama-MG, Divinópolis e Alfenas foram retomadas, somando um total de 1.388 novas vagas no Estado. As obras estavam paralisadas desde o ano passado. O reinício dos trabalhos é um esforço da atual administração para ampliar a oferta de vagas e reduzir cada vez mais o impacto da superlotação no ambiente prisional, que é uma realidade nacional. 

                 Além da retomada de obras paralisadas, foram geradas, também, 429 vagas orgânicas, que são as ampliações de várias unidades prisionais realizadas com pequenas obras. No âmbito do sistema socioeducativo, a SEJUSP inaugurou duas casas de semiliberdade nos municípios de Ipatinga-MG e Teófilo Otoni-MG, somando 40 novas vagas. 

                 Também retomou as obras de reforma do Centro Socioeducativo de Governador Valadares e Uberaba e deu início às obras da unidade socioeducativa de Alfenas.

                 Texto: Assessoria de Comunicação SEJUSP.
                 Fotos: Dirceu Aurélio.

                 Com Informações de: SEAP-MG.

30 novembro 2019

BRASIL - Brazil’s President Blames Leonardo DiCaprio Donations for Amazon Fires [ TRADUZIDO ]

BRASIL - Presidente do Brasil culpa doações de Leonardo DiCaprio por incêndios na Amazônia.


INGLÊS (Traduzido para o Português abaixo).

               Brazilian president Jair Bolsonaro is blaming actor Leonardo DiCaprio for making donations to nonprofit organizations that he claims are behind some of the fires in the Amazon rainforest.

               Bolsonaro told supporters Friday: 
“DiCaprio is a cool guy, isn’t he? Giving money to set the Amazon on fire.”

               DiCaprio’s environmental organization has pledged U$5.000.000,00 to help protect the Amazon after fires destroyed large parts of the rainforest in July and August.

               Boslonaro’s comments follow a police raid at the headquarters of two nonprofit groups in the Amazonian state of Para.

               Several volunteer firefighters, who deny wrongdoing, were arrested and later released. Local police say they are being investigated for allegedly igniting fires to obtain funding through nonprofits.

               Federal prosecutors say their investigation points to local land-grabbers as primary suspects.

VÍDEO (em Ínglês)


PORTUGUÊS (Texto acima traduzido)

               O presidente brasileiro Jair Bolsonaro está culpando o ator Leonardo DiCaprio por fazer doações a organizações sem fins lucrativos que, segundo ele, estão por trás de alguns dos incêndios na floresta Amazônica.

               Bolsonaro disse aos apoiadores na Sexta-feira: 

"DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para incendiar a Amazônia".

               A organização ambiental de DiCaprio prometeu US$5.000.000,00 para ajudar a proteger a Amazônia depois que os incêndios destruíram grande parte da floresta tropical em Julho e Agosto.

               Os comentários de Bolsonaro seguem uma ação policial na sede de dois grupos sem fins lucrativos no Pará, no Amazonas.


               Vários bombeiros voluntários, que negam irregularidades, foram presos e posteriormente libertados. A polícia local diz que está sendo investigada por alegadamente acender incêndios para obter financiamento através de organizações sem fins lucrativos.

               Os promotores federais dizem que suas investigações apontam os grileiros locais como principais suspeitos.

               Com Informações de: TIME.

05 novembro 2019

BRASÍLIA-DF - Zoológico recebe ariranha da Alemanha

Animal veio por meio de programa internacional para conservação da espécie. Objetivo é retirar ariranhas do nível de ameaça de extinção, diz Zoológico.


                 Uma ariranha vinda da Alemanha chega ao Zoológico de Brasília-DF na próxima Quinta-feira (191107). Chamado de Macau, o animal vem por meio de uma recomendação do Programa Internacional para a Conservação da Espécie.

                 As ariranhas são classificadas como espécie ameaçada de extinção, de acordo com o Livro Vermelho de Fauna Brasileira.

                 O Distrito Federal faz parte do acordo que reúne vários zoológicos do mundo. Macau, que é um macho, será parceiro da Sí, uma fêmea que é a única ariranha que vive no Zoo de Brasília, atualmente.

                 Segundo Filipe Reis, diretor de mamíferos do zoológico, o motivo de trazer Macau da Alemanha para o Brasil, é por ser preciso manter uma qualidade genética entre as espécies. 
                 Ou seja, precisa haver compatibilidade genética entre os dois para que haja a reprodução.

                 Apesar da ariranha a Sí ter tido outros parceiros, nunca houve reprodução. Se acontecer com Macau, será a primeira.

"Macau e Sí são geneticamente compatíveis".

                 Assim que Macau chegar ao DF, ele vai passar por um período de quarentena e será avaliado pelos veterinários do zoo. 
                 Somente após a quarentena começa a aproximação com a Sí.

"Sempre com acompanhamento e supervisão dos veterinários, para que não haja estranhamento entre os dois"
                 Explica Filipe Reis.

Espécie em extinção

                 A espécie das ariranhas é classificada como ameaçada de extinção, de acordo com o Livro Vermelho de Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade - ICMBIO.

                 A ariranha vive na Amazônia, no Pantanal e em parte do Cerrado. A espécie necessita de locais que contenham água limpa e abundância de presas, principalmente peixes.

                 Segundo o diretor de mamíferos, Filipe Reis, desde 1975 o Zoológico de Brasília já conseguiu 68 reproduções da espécie. Por isso, a instituição do DF é considerada a mais bem-sucedida mundialmente, através do programa de conservação da espécie.

"Várias ariranhas que estão no mundo, hoje, tem algum grau de familiaridade com as ariranhas daqui do DF."

Curiosos, carismáticos e sociais


                 Apesar de territorialistas, as ariranhas são consideradas “curiosas, sociais e carismáticas”, afirma Filipe Reis. Por essas características, são colocadas em um programa de condicionamento, onde os animais aprendem a obedecer certos comandos para facilitar a convivência entre o animal e os tratadores.

“Ela permite a aplicação de injeção, alguns tipos de toque, vem quando a gente chama. Enfim, é um animal fácil de lidar."

                 Mas Filipe Reis alerta que também é importante que o ser humano tenha respeito e não ameace a ariranha. 

"Ela pode reagir para se defender, assim como ocorre com muitos outros animais”
                 Explica.

                 Em 27 de Agosto de 1977, Adilson Florêncio da Costa, que tinha 13 anos na época, foi salvo pelo sargento da PM Sílvio Delmar Hollenbach ao cair no fosso de ariranhas do Zoológico de Brasília.


                 O sargento morreu dias depois, de infecção generalizada causada pela mordida dos animais. Hoje, como homenagem, o Zoológico leva o nome dele.

Ariranhas no Lago Paranoá?

                 Apesar de evolutivamente próximas, não existem ariranhas no Lago Paranoá, e sim lontras. As diferença que podem ser percebidas entre elas é no tamanho e no formato da cauda.

                 As lontras são menores. Além disso, somente a ponta da cauda da lontra é em forma de remo. Nas ariranhas, a cauda é mais achatada e, segundo especialistas, se parece inteira com um remo.

                 Com Informações de: G1.

23 outubro 2019

BRASÍLIA-DF - Após prisão de ambientalistas durante protesto, garis recolhem 6 toneladas de lixo em frente ao Palácio do Planalto

Ato do Greenpeace simulou manchas de óleo encontradas no litoral brasileiro. Segundo grupo, 'abandono do lixo no local faz parte da manifestação'.


                Garis do Serviço de Limpeza Urbana - SLU do Distrito Federal recolheram cerca de 6 toneladas de lixo deixadas em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília-DF, nesta Quarta-feira (191023). 

                A sujeira é resultado de um protesto, organizado pelo Greenpeace, contra as manchas de óleo que surgiram no litoral brasileiro.

Ativistas jogam tinta preta na entrada do Palácio do Planalto


                Segundo a diretora de campanhas do Greenpeace Brasil, Tica Minami, o lixo deixado no local faz parte da manifestação.

"O ato simboliza a destruição que a gente está vendo no patrimônio ambiental e deixamos lá como uma lembrança de que o governo precisa agir. Não faria sentido nenhum tirar depois."

                Durante o ato, 30 pessoas foram detidas pela Polícia Militar do Distrito Federal e levados para a 5ª DP, na área central, por crime ambiental, descarte irregular de lixo em área pública (veja mais abaixo). Segundo a Polícia Civil, 20 foram autuados por "crime contra a política de ordenamento urbano".

                Nenhum manifestante ficou preso. 
                Dois dos ambientalistas assinaram termos de comparecimento à Justiça.

Tinta preta


                Os ambientalistas usaram tinta preta para simular as manchas de óleo que atingem as praias do litoral brasileiro. As grades e o mármore da rampa de acesso ao Palácio do Planalto ficaram manchados.

                Durante a tarde, uma das faixas da via que passa em frente à sede do governo federal precisou ser fechada para o trabalho dos funcionários do Serviço de Limpeza Urbana. 
                O trânsito na região ficou lento.

Operação de limpeza


                Além de 12 trabalhadores dos SLU, a limpeza também mobilizou:

                2 caminhões caçamba,
                2 caminhões pipa,
                Funcionários terceirizados do Palácio do Planalto.

                O Segundo o Serviço de Limpeza Urbana não soube dizer quanto custou o trabalho de limpeza. Um servidor disse à reportagem que a operação no local começou por volta de 11:00 horas e durou cerca de quatro horas.

                Entre as 6 toneladas de lixo recolhido havia pedaços de madeira, terra, lona velha e tambores de plástico. O material foi levado à Unidade de Recebimento de Entulho - URE, no antigo Lixão da Estrutural.

                O G1 questionou o Palácio do Planalto sobre a limpeza mas, até a publicação desta reportagem, o governo federal não tinha enviado resposta.
                 Mais cedo, a Presidência da República afirmou que não comentaria a manifestação.

O protesto


                Segundo a Polícia Militar, 30 pessoas participaram do ato. O porta-voz de clima e energia do Greenpeace, Tiago Almeida, afirmou que o objetivo foi “chamar a atenção das autoridades e da população para a importância da gestão responsável dos recursos ambientais".

                O grupo chegou no início da manhã e montou um telão próximo à Praça dos Três Poderes. Após o hasteamento da bandeira, que ocorre todos os dias em frente à sede do governo, os ativistas iniciaram o protesto.

                No telão, imagens retrataram o desmatamento e as queimadas que atingem a Amazônia. As fotos alternavam com frases como "Brasil manchado de óleo" e "Pátria queimada Brasil".

                Com roupas pretas, o grupo levantou faixas com críticas à "lentidão" do governo federal para conter as manchas nas praias. Os manifestantes posicionaram barris em frente ao prédio da Presidência da República, simulando recipientes de petróleo, e espalharam areia sobre uma lona azul, para representar o mar. 
                Em seguida, despejaram um líquido preto, mistura de óleo e tinta.

Manifestantes detidos


                Por volta das 10:30 horas, 30 manifestantes foram detidos pela Polícia Militar. O grupo foi levado para a delegacia após o DF Legal, órgão de fiscalização do governo local, notificar os organizadores por descarte irregular de lixo em área pública. 
                Às 13:00 horas, os ativistas foram liberados.

                O grupo levado à delegacia não quis falar com a imprensa. O advogado que os representa, Bernardo Fenelon, afirmou que os ativistas não resistiram ao comando da PM e entraram em um ônibus pacificamente.

"Não houve abuso, qualquer tipo de coerção. Eles, desde que chegaram, estão aqui aguardando. Houve uma movimentação entre o sargento e o delegado para verificar se haveria ou não o enquadramento em algum tipo penal".

Crime ambiental?

                Após a manifestação, a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística foi chamada para medir o espaço ocupado pela instalação montada pelos ativistas. Ao G1, a equipe técnica do DF Legal informou que o Greenpeace devem responder por "descarte irregular de resíduo em área pública".

                Com Informações de: G1.

BRASÍLIA-DF - Ativistas jogam tinta preta na entrada do Palácio do Planalto em referência a manchas de óleo no litoral

Greenpeace protesta contra 'lentidão do governo na resolução de problemas'. ONG também simulou queimadas na Amazônia; veja fotos.


                Ativistas ambientais jogaram tinta preta na entrada do Palácio do Planalto, em Brasília-DF, na manhã desta Quarta-feira (191023). O ato simula as manchas de óleo que, desde Setembro, atingem o litoral nordestino.

                Vestidos de preto, os manifestantes levantaram faixas com críticas à "lentidão" do governo federal. Eles posicionaram barris de petróleo em frente à sede da Presidência da República, espalharam areia sobre uma lona azul, simulando a praia, e despejaram o líquido preto, uma mistura de óleo e tinta.

                Cerca de 20 pessoas participam da manifestação organizada pela ONG ambiental Greenpeace. O porta-voz de clima e energia da organização, Tiago Almeida, afirma que o objetivo é "chamar a atenção das autoridades e da população para a importância da gestão responsável dos recursos ambientais".

"O governo precisa colocar em prática, de maneira efetiva e correta, o Plano Nacional de Contingência, combater esse óleo e proteger as populações que estão sendo afetadas"
                Disse. 

"As pessoas estão colocando a própria saúde em risco."

"Precisamos encontrar o local de origem desse óleo e entender o que está acontecendo."

                O grupo chegou por volta das 08:00 horas e montou um telão próximo à Praça dos Três Poderes. Eles aguardaram o hasteamento da bandeira, que ocorre todos os dias em frente à sede do governo, para posicionar as instalações visuais.

                No local, imagens retrataram o desmatamento e as queimadas que atingem a Amazônia. As fotos são alternadas com frases como "Brasil manchado de óleo" e "Pátria queimada Brasil".


Queimadas

                Os manifestantes também empilharam galhos de árvores que restaram de incêndios ocorridos na Amazônia Legal. 
                Os troncos foram amarrados nas cercas do Palácio do Planalto.

                Seguranças da Presidência tentaram impedir a instalação, mas não conseguiram.

O que diz o governo


                Em nota, o Ministério do Meio Ambiente não respondeu se pretende receber os manifestantes e nem como fará para limpar o local. O comunicado do governo federal diz, no entanto, que houve "depredação do patrimônio".

“Não bastasse não ajudar no esforço de limpeza das praias, o Greenpeace ainda depreda patrimônio público.”

                A reportagem também entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República e aguarda um posicionamento da pasta.

                Com Informações de: G1.

24 setembro 2019

MONTES CLAROS-MG - Aves da espécie Periquitão-maracanã são apreendidas na zona rural

Pássaros estavam dentro de um caixa descartada por um motociclista que fugiu de uma abordagem da PM; aves foram entregues no Cetas e passarão por exames.


                 Duas aves da espécie Periquitão-maracanã foram apreendidas na tarde desta Segunda-feira (190923), na zona rural de Montes Claros-MG. De acordo com a Polícia Militar, os pássaros estavam dentro de uma caixa, descartada por um motociclista que fugiu de uma abordagem. 
                 Eles foram entregues no Centro de Triagem de Animais Silvestres - CETAS.

                 A apreensão aconteceu no Povoado de Mato Seco durante uma fiscalização de recursos hídricos; no local, a Polícia Militar de Meio Ambiente também recebeu uma denúncia anônima. 

                 Ao G1, uma bióloga do CETAS informou que as aves são adultas e que chegaram bem, mas que passarão por exames com uma veterinária nesta Terça-feira (190924).
                 Até esta publicação, o motociclista não havia sido localizado.

Sobre a espécie Periquitão-maracanã

Nome Científico: Psittacara leucophthalmus
Família: Psittacidae
Ordem: Psittaciformes
Distribuição:
                 Aparece à Leste dos Andes, desde a Colômbia e Venezuela até o Norte da Argentina e Uruguai. 
                 No Brasil é encontrado em quase todo o território nacional, incluindo parte da Amazônia.

Habitat: 
                 Florestas úmidas, semi-úmidas, pântanos, florestas de galeria e palmares de Buriti nas planícies (até 2500 metros).

Alimentação: Frutos e sementes.

Reprodução: 
                 A nidificação ocorre em ocos de pau, palmeiras (como as de Buritis), paredões de pedra, e também sob os telhados de casas (quando aparece em áreas urbanas e, por vezes, costumam roer fios e até causar curtos-circuitos). 
                 O casal é bem discreto ao entrar e sair dos ninhos.

Saiba mais: 
                 Esta ave, também conhecida por Aratinga-de-bando, tem ainda nomes populares, dependendo da região brasileira onde aparecem, caso de Araguaí e Maritaca (em São Paulo e Minas Gerais).

                 Fisicamente, o Periquitão-maracanã possui uma cabeça com forma "oval", verde (inclusive os loros), com os lados da cabeça e do pescoço com algumas penas vermelhas, mas durante o voo, o que chama a atenção são as amarelas.
                 Ainda tem a íris laranja.

                 São aves barulhentas, mas para se defender ficam imóveis e calados. Quando sobem e andam em galhos são prudentes, movimentam-se lentamente, em silêncio, servindo para se ocultarem melhor nas árvores.

                 Costuma voar em bandos de 5 a 40 indivíduos. 
                 Para dormir, o hábito também é coletivo, e nos mais variados lugares.

                 Com Informações de: G1.

15 setembro 2019

MANGA-MG - PM apreende 242 papagaios e seis araras dentro de caixas em porta-malas de carro

Aves estavam em carro que seguia pela BR-135. Motorista foi abordado durante fiscalização. Ele foi autuado em R$2.600.000,00 e já tinha cometido o mesmo crime em 2018.


                 A Polícia Militar de Meio Ambiente apreendeu 242 papagaios e seis araras em um carro na BR-135, em Manga-MG, neste Sábado (190914). 

                 As aves, consideradas ameaçadas de extinção, estavam dentro de caixas de plástico e papelão no porta-malas do veículo. Um homem de 55 anos, que dirigia o automóvel, foi multado em mais de R$2.600.000,00 por crime ambiental.

“Fazíamos uma fiscalização de combate à caça ilegal junto com a Polícia Militar Rodoviária quando suspeitamos de um carro que seguia em alta velocidade pela rodovia. Durante a abordagem, o motorista estava nervoso e inquieto, fizemos as buscas no automóvel e encontramos as aves no porta-malas”
                 Explica o sargento Ivo Gonçalves, da PM.



                 Após ser abordado, o motorista contou que seguia da Bahia para Janaúba-MG. 

“Ele disse que receberia R$500,00 para entregar as aves em um posto de combustíveis em Janaúba. Falou apenas que esse seria o papel dele, mas verificamos que o individuo já esteve envolvido em uma ocorrência desse mesmo tipo em 2018, em Espinosa-MG, inclusive com autuação de mais de R$1.000.000,00, o que nos leva a questionar se ele realmente só fazia o transporte”
                 Destaca o sargento.


                 Segundo a PM, o envolvido não soube dar informações que permitissem identificar o homem que supostamente pagou pelo transporte e nem o que receberia as aves.

“É uma apreensão incomum pela quantidade de aves, tenho 25 anos na carreira militar e nunca tinha participado de uma ocorrência assim. São animais ameaçados de extinção, portanto, vendidos a um preço muito alto, temos como objetivo impedir esse tipo de situação, por isso, as fiscalizações são realizadas com frequência”
                 Destaca o sargento Ivo Gonçalves.

                 Após ser preso, o homem foi liberado depois de assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência - TCO, para se apresentar à Justiça. Ele recebeu autuações por crimes ambientais e o carro dele foi removido a um pátio.

                 Os papagaios e araras foram levados neste Domingo (190915) para o Centro de Triagem de Animais Silvestres em Montes Claros - MG, que fica a 280 quilômetros de Manga-MG, onde serão avaliados por especialistas.


Sobre o Papagaio

NOME CIENTÍFICO: Amazona aestiva
FAMÍLIA: Psittacidae
ORDEM: Psittaciformes

DISTRIBUIÇÃO
                 Nordeste (PI, PB, BA), pelo Brasil Central (MG, GO, MT), ao Rio Grande do Sul, Paraguai, norte da Argentina e Bolívia.

HABITAT
                 Mata úmida ou seca, palmais, beira dos rios.

ALIMENTAÇÃO
                 Sementes, frutos e flores, aprecia muito os cocos de palmeiras.

REPRODUÇÃO
                 Nidificam em troncos ocos de palmeiras e outras árvores e regularmente em buracos de barrancos. O casal permanece junto no ninho, mesmo durante o dia. Os ovos são pequenos, brancos e arredondados, a postura é de 4 ovos.

DESCRIÇÃO
                 O Papagaio-verdadeiro ou Papagaio-de-fronte-azul (Amazona aestiva) mede entre 35 a 40 centímetros de comprimento, pesando 400 gramas. Parte da cabeça é amarela na área próxima aos olhos, com fronte e loros azuis, o encontro das asas e base da cauda é vermelho.


                 Como todo psitacídeo, vive rigorosamente aos casais, permanecendo unidos pela vida inteira. Seu bico é escuro e o restante do corpo verde. Infelizmente ainda é muito procurado como animal de estimação (xerimbabo - na língua indígena), pelo motivo de ser considerado um falador, aprende a pronunciar palavras, imitar músicas, latir, tossir, rir; é importante enfatizar que esta espécie é apta ao arremedo condicionado. 
                 Estão entre as aves mais inteligentes do mundo. 

                 Daí ser uma das maiores vítimas do tráfico de animais no Brasil. Oitenta por cento dos animais apreendidos pela polícia florestal são papagaios-verdadeiro.


Sobre a Arara

NOME CIENTÍFICO: Ara ararauna,
FAMÍLIA: Psittacidae,
ORDEM: Psittaciformes,

DISTRIBUIÇÃO
                 Da Amazônia até o Paraná. Encontrada também no leste do Panamá e norte da Colômbia, Venezuela, Guianas, Peru, Bolívia, até o norte de Argentina e Paraguai e no oeste do Equador.

HABITAT
                 Florestas úmidas, matas de galeria, buritizais e palmais.

ALIMENTAÇÃO
                 Para se alimentar desloca-se por grandes distâncias durante o dia, entre os locais de descanso e de alimentação. 
                 Alimenta-se basicamente de sementes, frutas e cocos de palmeiras.


REPRODUÇÃO
                 Vivem rigorosamente aos casais, que permanecem unidos por toda a vida. O casal faz seu ninho em ocos de palmeiras e em outras árvores.

DESCRIÇÃO
                 A ave que traz na plumária as cores da bandeira do Brasil, a Aarara-canindé (Ara ararauna), está ameaçada de extinção. 
                 Os indivíduos congregam-se frequentemente com outras araras e psitacídeos em barrancos de rios com solos ricos em minerais específicos. 

                 Vivem em bandos com até 25 indivíduos e chegam a medir 83 centímetros de comprimento.


                 Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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