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21 janeiro 2019

BRASIL - Bolsonaro vai a Suiça nesta segunda-feira à Suíça; Mourão assume a Presidência da República

                 Em sua primeira viagem internacional, o presidente Jair Bolsonaro apresentará em Davos - no Fórum Econômico Mundial, na Suíça, uma série de temas que vão desde a abertura da economia, ao combate à corrupção, à preservação da democracia no Brasil e na América Latina. 

                 Pela primeira vez, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, exercerá a Presidência da República. Bolsonaro deve chegar a Zurique, na Suíça, nesta Segunda-feira (190121) por volta das 17:30 horas. 
                 Davos fica a 116 quilômetros de Zurique.


                 O presidente deve retornar ao Brasil na madrugada de Sexta-feira (190125). E até lá Mourão será o presidente em exercício. Bolsonaro discursará nesta Terça-feira (190122), na abertura do fórum, mas deve aproveitar a oportunidade, em Davos, para demonstrar sua preocupação com o agravamento da crise na Venezuela, apresentar seu ponto de vista sobre globalização, tecnologia e inovação.

                 Há previsão de Bolsonaro se reunir com os presidentes do Peru, Martín Vizcarra; do Equador, Lenín Moreno; da Colômbia, Iván Duque; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Com eles, devem ser tratadas as crises na Venezuela e na Nicarágua, além dos impactos na região, como a questão migratória.


Mourão se diz honrado em assumir exercício da Presidência

                 O presidente em exercício general Hamilton Mourão disse nesta Segunda-feira (190121) estar honrado por substituir Jair Bolsonaro na Presidência do país. 

“Ao amanhecer deste dia, quero expressar a honra de estar no exercício da Presidência da República. Desejo uma excelente e proveitosa viagem ao Presidente @jairbolsonaro e comitiva a Davos. Por aqui, manteremos a posição”
                 Escreveu Mourão na mensagem postada antes das 7:30 horas.


Presidência em exercício

                 Na manhã desta Segunda-feira, Mourão se reúne com Miguel Angelo da Gama Bentes para discutir projetos de mineração estratégica. À tarde, o presidente em exercício tem encontros com os embaixadores da Alemanha, Georg Witschel, e Tailândia, Susarak Suparat.

                 Em seguida, Mourão se reúne com o coronel Hélcio Bruno de Almeida cujo currículo o descreve como especialista em defesa e segurança com atenção no combate ao terrorismo. 
                 Depois, ele se encontra com dois generais.

 


                 Com Informações de: Minas Hoje.

19 maio 2018

CUBA - Queda de avião após decolagem no aeroporto de Havana mata mais de 100, diz TV estatal

Boeing 737 caiu logo após decolagem na capital de Cuba; há 3 sobreviventes mulheres em estado crítico, segundo a imprensa oficial; acompanhe:


RESUMO
                 Aeronave era operada pela empresa Cubana de Aviación.
                 Havia 113 pessoas a bordo, disse o presidente cubano.
                 Há 3 sobreviventes em estado crítico, segundo o Jornal Granma.
                 Destino do voo era cidade de Holguín, no leste da ilha de Cuba.
                 Não há informação de brasileiros entre vítimas, diz Itamaraty.


ACOMPANHE
HÁ 6 HORAS
                 Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, da Nicarágua, Daniel Ortega, e do México, Enrique Peña Nieto, e o rei da Espanha, Felipe VI, enviaram mensagens oficiais ao presidente cubano expressando sua solidariedade e condolências pelo acidente com o avião da Companhia Cubana de Aviación nesta Sexta-feira (180518).

HÁ 6 HORAS
                 O Jornal “Granma” informa que um voo partirá ainda esta noite de Holguin, com destino a Havana, levando um representante da família de cada passageiro para identificar os corpos das vítimas. Aqueles que não puderem viajar nesta Sexta-feira serão transportados no Sábado, de ônibus. 
                 Parentes de vítimas de outras províncias também estão sendo localizados para que possam ser levados ao local.


HÁ 5 HORAS
                 A grande maioria das pessoas a bordo do avião era cubana. Segundo o Jornal "Granma", com exceção da tripulação e de uns cinco estrangeiros, todos os demais ocupantes da aeronave eram cidadãos cubanos.

HÁ 4 HORAS
                 A emissora CubaTV chegou a dizer que uma das três sobreviventes do acidente morreu, mas voltou atrás na informação e agora diz que todas estão vivas no hospital. As três mulheres estão em estado grave, com diversas fraturas. Uma delas também teria sofrido sérias queimaduras.

HÁ 4 HORAS
                 O site Cuba Debate diz que uma das três mulheres que foram resgatadas com vida, mas gravemente feridas, tem entre 18 e 25 anos, outra tem cerca de 30 anos e uma terceira foi identificada como Emiley Sánchez de la O., de 39 anos.


HÁ 4 HORAS
                 O ministério das Relações Exteriores da Argentina informou que há dois argentinos entre os mortos, mas não divulgou seus nomes.

HÁ 2 HORAS
                 O Ministério das Relações Exteriores do Brasil enviou uma nota expressando sua solidariedade ao povo cubano e suas condolências às famílias das vítimas do acidente com o avião da Companhia Cubana de Aviación.

HÁ 2 HORAS
                 O ex-presidente cubano e primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, se recupera de uma cirurgia de hérnia, mas enviou uma mensagem de condolência aos familiares das vítimas e disse estar acompanhando as notícias sobre o acidente.

                 Novas Informações virão ...
                 Aguarde!

                 Com Informações de: G1.

22 abril 2018

DISTRITO FEDERAL - A rota do contrabando internacional de cigarros do Paraguai

Mercado ilegal é responsável por 48% dos produtos consumidos no Brasil. Receita Federal apreendeu 221,9 milhões de maços em 2017.

                  Enviada especial a Foz do Iguaçu-PR – No Entorno do Distrito Federal, um maço de cigarros Euro pode ser encontrado a R$4,00. O valor é quase metade do preço praticado por outras marcas no mercado brasileiro, vendidas a uma média de R$7,00. 

                  Fabricado no Paraguai, o produto chega à capital federal por uma complexa rede de contrabando que envolve governos, facções criminosas e, até mesmo, organizações terroristas.

                  O início da rota do cigarro contrabandeado tem endereço certo: a paraguaia Ciudad del Este, famosa entre turistas brasileiros como destino de compras. 
                  Lá, estão instaladas as fábricas da empresa Tabesa, líder do segmento no mercado do país vizinho. A fabricante é o principal negócio do Grupo Cartes, conglomerado que tem como acionista majoritário Horácio Cartes, presidente paraguaio.

                  O Paraguai é o líder na produção de cigarros no Cone Sul. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial - Etco, o país produz 60 bilhões de unidades por ano, com uma capacidade para atingir a marca dos 100 bilhões. 
                  A fabricação do produto não é crime. 
                  A entrada em terras brasileiras por meio de contrabandistas, contudo, origina um mercado ilegal que domina 48% do consumo no nosso país.

                  No Brasil, onde os cigarros paraguaios respondem por 92% do mercado ilegal, os produtos das marcas associadas à Tabesa chegam a ocupar 80% do segmento clandestino. 

                  Entre os cinco rótulos mais vendidos em território nacional, informa o Etco, três são fabricados no país vizinho. 

“Há um altíssimo lucro envolvido nesse esquema. É uma prática incentivada e a concorrência é desleal”
                  Afirma o presidente-executivo do instituto, Edson Vismona.

                  O Etco defende que a mola-mestra do contrabando de cigarros paraguaios é a diferença tributária praticada pelos governo dos dois países. Enquanto, no Brasil, o produto é taxado em 70%, no vizinho, o percentual é de 16%, o menor do mundo.


A travessia

                  Com um preço competitivo e sem legislação de rastreamento do produto, o cigarro paraguaio se utiliza das rotas do tráfico para entrar no Brasil. Pelo mesmo esquema que distribui drogas, armas e eletrônicos no país, chegaram os 221.900.000,00 milhões de maços apreendidos pela Receita Federal em 2017.

“O cara que faz o contrabando de cigarros detém o controle da situação, da rota. Você já tem toda uma cadeia preparada. Se não passa cigarro, passa maconha ou outra mercadoria. Ou, às vezes, tudo junto”
                  Explica Augusto Rodrigues, chefe do Núcleo Especializado de Polícia Marítima - NEPOM em Foz do Iguaçu. 


               Apenas na região da Tríplice Fronteira – divisão entre Brasil, Paraguai e Argentina –, a Polícia Federal apreende por ano cerca de 20.000 mil caixas de cigarros.

                  Foz do Iguaçu-PR faz parte da porta de entrada de contrabandos no Brasil, que inicia no município e se estende até Ponta Porã-MS, no Mato Grosso do Sul. 

                  Na região, explica Rodrigues, o esquema de transporte e distribuição é controlado por quadrilhas locais e facções criminosas com ramificações nos estados, como o Primeiro Comando da Capital - PCC e o Comando Vermelho - CV.

"Se antes lidávamos com ‘sacoleiros’, a realidade hoje é de crime organizado. São grandes quadrilhas que atuam para levar mercadorias para o Brasil inteiro e estão associadas a facções criminosas"
                  Rafael Dolzan, delegado da Receita Federal.


                  No ano passado, segundo a Polícia Federal, as forças de segurança do Paraguai entregaram mais de 20 integrantes do PCC presos no país vizinho ao governo brasileiro.

                  Enquanto, em Foz, o contrabando atravessa pela chamada “fronteira molhada”, com o uso de pequenas embarcações, no Mato Grosso do Sul, são utilizadas estradas de terra e rotas alternativas. 

                  Em 2017, a Polícia Rodoviária Federal - PRF apreendeu 3.200.000 milhões de pacotes de cigarros no estado, 34% do total confiscado no país no mesmo período.

                  Para cruzar a fronteira, as quadrilhas se valem de carros de passeio roubados no Brasil e pilotados por menores de idade paraguaios. Os veículos são alterados (foto abaixo) com a instalação de fundos falsos e placas frias. 

“Com o passar dos anos e o aumento da fiscalização, as quadrilhas foram se adaptando e fazendo um uso maior de tecnologias”
                  Explica Dolzan.

                  Já no Brasil, as cargas de cigarro são transferidas para caminhões e carretas acompanhados, muitas vezes, por olheiros ou escoltas armadas. As principais rotas utilizadas, segundo apurou o Metrópoles, são as rodovias federais responsáveis pelo escoamento de produção agrícola brasileira, como as BR-277 e a BR-163. 
                  Por via terrestre, a carga é transportada ao preço de US$4,00 o quilo.


Capital federal

                  Os cigarros paraguaios contrabandeados têm como destino diferentes regiões do país. Entre elas, o Distrito Federal. Para alcançar o Planalto Central, as quadrilhas se valem de estradas federais que chegam até Goiás, concentrando a distribuição e comercialização em cidades do Entorno do DF.

                  Apesar do DF ser uma das unidades federativas com menor entrada do cigarro paraguaio, em regiões como Ceilândia-DF (foto em destaque) ou Recanto das Emas-DF, o produto é vendido em bares, padarias e pequenos comércios.

“Eles [comerciantes] procuram tratar a questão de uma forma um pouco velada. Sabem da ilegalidade e, normalmente, guardam o produto debaixo das prateleiras ou em depósitos menos ostensivos”
                  Relata o diretor da Divisão de Crimes contra o Consumidor da Polícia Civil do DF, delegado Marcelo Portela.

                  Para comprar, no entanto, não há empecilhos. 
                  Reportagem do Metrópoles publicada em 2016 revelou o comércio de cigarros paraguaios em regiões do Entorno. 


“A gente sabe que é paraguaio e trabalha escondido”
                  Diz uma vendedora. 

Confira vídeo


                  Questionada pelo Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do DF disse não possuir estatísticas oficiais sobre a apreensão de cigarros contrabandeados. Apenas no ano passado, contudo, a Operação Bunker, da Polícia Civil, apreendeu 15.000 maços de cigarros e essências de narguilé contrabandeados em um depósito em Ceilândia.


Rede transnacional

                  Pelas ramificações de sua rede de contrabando, o mercado ilegal de cigarros paraguaios é apontado por especialistas como um dos exemplos de violação transnacional que atinge países da América do Sul. 

“Não há espaços sem governo. O crime organizado ocupa o que o Estado não ocupa e, na América Latina, observamos organizações atuando em diversos países”
                  Explica o consultor em segurança pública que presta serviços ao governo norte-americano Douglas Farah.


                  Segundo o consultor, esses tipos de redes criminosas controlam entre 5% e 10% da economia mundial. 

                  Na América Latina, afirma Farah, além do domínio do tráfico e do contrabando nas fronteiras, elas exercem poder político em países como Venezuela e Nicarágua e são responsáveis por operações que financiam organizações terroristas como o grupo libanês Hezbollah.

                  O consenso é que terroristas e criminosos não atuam nos mesmos territórios porque possuem objetivos e métodos diferentes. 
                  Isso é uma grande mentira. 

"Nós temos, em alguns países, uma espécie de ‘grande bordel’, onde todos podem ir. Eles tem um espaço seguro para se encontrar, trocar conhecimentos e seguir em frente"
                  Douglas Farah, consultor em segurança pública

                  Na Tríplice Fronteira, a associação entre o Hezbollah e o PCC já é alvo de investigações da Polícia Federal há mais de 10 anos. 

                  Segundo a PF, enquanto o grupo terrorista favorecia o acesso a armamentos, a facção promovia a proteção de detentos libaneses no sistema prisional brasileiro. 

                  Em 2006, um relatório do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos chegou a listar nove pessoas na fronteira entre Paraguai e Brasil acusadas de ajudar a enviar recursos para a rede libanesa.


Combate e prevenção

                  Com uma grande demanda por consumo, diferentes práticas de preços e conivência de agentes de segurança cooptados pelo pagamento de propina, o contrabando de cigarros desafia autoridades brasileiras e paraguaias. 

“Não há uma percepção de vantagem para o consumidor de comprar no mercado legal. A busca pelo produto mais barato é natural”
                  Afirma o professor de direito da Fundação Getulio Vargas - FGV Luciano de Souza Godoy.

                  Por ser um item de consumo diário, afirma o professor, a aquisição do cigarro paraguaio apresenta pouco risco para o comprador. 

“O cigarro é vendido e consumido possivelmente no mesmo dia que chegou do fornecedor do Paraguai. E você não tem como ir atrás de quem consumiu nem saber onde ele foi originado”
                  Explica.


                  Quando detidos, os responsáveis pelo transporte e distribuição do cigarro são enquadrados por contrabando, considerado pela legislação brasileira como um crime de menor potencial ofensivo. Muitas vezes, relatam agentes da PF, os infratores não chegam a ser presos em flagrante. 
                  Em último caso, respondem em liberdade.

                  Para o chefe da delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu-PR, Fabiano Bordignon, o contrabando de cigarros não pode ser combatido apenas com detenções. 

“São grupos que ultrapassam fronteiras e desafiam o Estado. O Brasil não termina na fronteira com o Paraguai, o Paraguai transborda no Brasil e vice-versa. 
O contrabando existe porque dá lucro. Nós vamos continuar apreendendo cigarro, mas não vai resolver o problema”
                  Diz.

*A repórter viajou a convite do Encontro Nacional de Editores, Colunistas e Blogueiros (ENECOB).

                  Com Informações de: Metrópoles.

07 agosto 2016

ORNITOLOGIA - Cambacica (Coereba flaveola)

Cambacica (Coereba flaveola)


              A Cambacica é um pássaro da Família dos Coerebidae, sendo a única espécie do Gênero Coereba. 
              Desde 1970 é a ave oficial das Ilhas Virgens Americanas e está presente em seu brasão.

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:
CLASSE: Aves,
ORDEM: Passeriformes,
FAMÍLIA: Coerebidae,
GÊNERO: Coereba,
NOME POPULAR: Cambacica e outros.
NOME CIENTÍFICO: Coereba flaveola

OUTROS NOMES:
Bananaquit (inglês),
Caga-sebo,
Cambacica,
Cazadorcita,
Mariquita,
Mielera,
Picaflor,
Pinchaflor,
Reinita,
Santa-marta,
Sebinho,
Sebito,

DESCRIÇÃO:
              A cambacica pesa em média 9,5 gramas, mede de 10,5 a 11,5 centímetros, tem o bico fino, escuro e levemente curvo, pernas e cauda curtas, e sua coloração em geral segue o seguinte esquema: a garganta cinzenta, o peito e abdome amarelo-limão, o dorso vai do amarronzado ao cinza-chumbo escuro, e na cabeça, preta, destaca-se uma larga risca branca superciliar. 

              Pelo seu aspecto muitos a comparam a um bem-te-vi em miniatura. As várias subespécies podem ter coloração ligeiramente variada, mas há algumas inteiramente negras, enquanto outras podem ter menos cores ou cores menos definidas. 

DIMORFISMO SEXUAL:
              Não existe dimorfismo sexual significativo, salvo alguma variação nos tons das cores: a cabeça das fêmeas pode ser mais escura, o papo mais claro e o ventre de um amarelo mais oliváceo. 
              Os exemplares jovens têm cores mais opacas que os adultos.

              A cambacica foi denominada e descrita pela primeira vez como Certhia flaveola por Lineu em 1758, em sua obra Systema Naturae. 

              Em 1809 Louis Vieillot a reclassificou como a única espécie do Gênero Coereba, permanecendo assim até 2005, mas atualmente não há mais consenso em sua classificação, embora o Integrated Taxonomic Information System - ITIS ainda tenha a antiga como válida.

              Alguns autores hoje consideram o Gênero Coereba um taxon obsoleto e o colocam provisoriamente nas Famílias Fringillidae, Emberizidae ou Thraupidae, e para a American Ornithologists' Union a espécie não tem uma localização taxonômica definida.

              Ainda não é claro se as muitas subespécies insulares devem ser ou não elevadas a espécies, mas estudos filogenéticos revelaram a existência de três clades distintos:
 
o grupo da Jamaica, Hispaníola e Ilhas Cayman, 
o grupo das Bahamas e Quintana Roo, 
e o grupo das Américas do Sul e Central, México (exceto Quintana Roo), Antilhas Menores e Porto Rico.

              Vários taxa ainda não têm amostras, mas em sua maioria são facilmente colocáveis em alguns dos clades acima citados, a partir de critérios puramente zoogeográficos. 
              Exceções são as subespécies oblita (Ilha de San Andrés) e tricolor (Ilha Providência), cuja situação é incerta.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA:
              Segundo a IUCN a Cambacica é nativa dos seguintes países e territórios: 
Anguilla; 
Antigua e Barbuda; 
Argentina; 
Aruba; 
Bahamas; 
Barbados; 
Belize; 
Bolívia; 
Brasil; 
Ilhas Cayman; 
Colômbia; 
Costa Rica; 
Cuba; 
Dominica; 
República Dominicana; 
Equador; 
Guiana Francesa; 
Granada; 
Guadalupe; 
Guatemala; 
Guiana; 
Haiti; 
Honduras; 
Jamaica; 
Martinica; 
México; 
Montserrat; 
Antilhas Holandesas; 
Nicarágua; 
Panamá; 
Paraguai; 
Peru; 
Porto Rico; 
Saint Kitts and Nevis; 
Santa Lúcia; 
São Vicente e 
Granadinas; 
Suriname; 
Trinidad e Tobago; 
Ilhas Turks e Caicos; 
Estados Unidos; 
Venezuela; 
Ilhas Virgens Britânicas e Ilhas Virgens Americanas. 

              É entretanto mais comum na área que vai do sul do México até o norte da Argentina, em zonas de baixa altitude, e raramente ocorre em montanhas. 

              A densidade populacional nas áreas de ocorrência varia muito; na Florida e Cuba é vista apenas ocasionalmente, assim como na Amazônia e no Pantanal brasileiros, mas em Porto Rico é a ave mais comum. 

HABITATS:
              Seus habitats também são muito diversificados, sendo encontrada desde nas florestas tropicais e algumas áreas desérticas até nas zonas urbanas e áreas de grande degradação ambiental. 
              Graças à sua grande população e adaptabilidade, a Cambacica não é considerada uma espécie ameaçada.

              A Cambacica é conhecida por ser um pássaro ágil e irrequieto, tendendo a apresentar hábitos solitários e nômades. Não parece ser territorial, nem os machos disputam fêmeas com outros machos. 

              Em zonas habitadas pelo homem desenvolve muita familiaridade para com este, permitindo aproximação a pouca distância, chegando inclusive a penetrar em residências em busca de alimento. 

REPRODUÇÃO:
              Machos e fêmeas que não estão envolvidos na procriação constroem ninhos individuais para pernoite, de forma aproximadamente esférica e com uma entrada baixa e larga, usando grama, folhas, penas, teias de aranha, fibras vegetais, incluindo às vezes materiais fabricados pelo homem, como papéis, plástico e cordões, numa organização frouxa. 

              Sua confecção leva de duas a quatro horas.

              Antecede a reprodução uma corte realizada pelo macho, que canta em torno de seu próprio ninho e o da fêmea com que pretende acasalar. 

              Quando a fêmea aceita a corte, desenvolve-se um ritual que inclui inclinações do corpo, meneios com a cabeça, raspagem e voo em várias direções. 

              Depois do acasalamento inicia a construção do ninho de procriação, mais complexo do que o ninho individual e cujo material é providenciado pelo macho. 

              Sua construção se estende por seis a oito dias; é mais alto e mais bem acabado, tem paredes mais espessas e uma entrada bem menor, voltada para baixo, protegida por um longo alpendre que se aproxima da entrada e a veda completamente. 

              Entretanto, há bastante variação nas estruturas. 
              Uma pesquisa de Wunderle e Pollock indicou que a Cambacica prefere construir seu ninho em proximidade de ninhos de vespas, que lhe proporcionam uma proteção adicional. 

              Enquanto a fêmea está ocupada, o macho mantém uma atitude protetora e permanece próximo. 
              Depois que os ovos são postos o macho perde seu interesse, passando a viver em seu próprio ninho e cortejando outras fêmeas.

              Embora as formas de reprodução possam variar ligeiramente entre as subespécies, tipicamente a Cambacica constrói um ninho em que põe de um a três ovos de cor branco-creme, às vezes de tom rosado e com pintas marrons. 


              Em geral ocorrem várias nidificações em um ano, transcorrendo um período de cinco meses dedicado à alimentação dos filhotes. 

              Em algumas regiões a nidificação está sincronizada com as primeiras chuvas da estação úmida.
              A chocagem dos ovos e alimentação e proteção da prole são realizados quase exclusivamente pela fêmea.

HÁBITOS ALIMENTARES:              
              A Cambacica é frequentemente comparada ao beija-flor pelo seu hábito de se alimentar do néctar das flores, sua principal fonte de nutrição. 
              Para chegar ao alimento a Cambacica desenvolveu grande habilidade acrobática, sendo vista muitas vezes pendurada de cabeça para baixo. 

              Apesar de se alimentar nas flores, a Cambacica não é um grande polinizador, pois em geral consegue o néctar perfurando a base ou a lateral da flor com seu bico agudo, permitindo que a língua atinja os nectários sem tocar nos estames e pistilos. 
              Mas age como agente fecundante em alguns casos, a exemplo de espécies de bromélias, combretáceas e a solanácea Goetzea elegans. 

              A simples pilhagem de néctar feita pela cambacica, sem polinizar a flor, não parece representar um prejuízo para a propagação das espécies vegetais assaltadas, permitindo a efetiva fecundação por outros agentes.

              Além do néctar ela também ingere frutas e pequenos artrópodes como aranhas e formigas. No Caribe ela pode chegar a causar significativo prejuízo nas culturas de frutas.

              Na hora da alimentação a cambacica pode se reunir em grupos e conviver com outras aves, mas as disputas de precedência não são raras.

FOTOS QUE IDENTIFICAM A ESPÉCIE:



























JISOHDE FOTOGRAFIAS

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