PESQUISA NESTE SITE:

Mostrando postagens com marcador ÁUSTRIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ÁUSTRIA. Mostrar todas as postagens

23 setembro 2019

SUÍÇA - Suíços fazem 'funeral' em montanha para geleira que derreteu

Desde 2006, a geleira Pizol perdeu entre 80% e 90% de seu volume.


                       Inspirada na ação feita na Islândia há algumas semanas, a Suíça realizou no Domingo (190922) um funeral simbólico pelo desaparecimento de uma das geleiras mais estudadas do mundo, a Pizol, em consequência dos efeitos do aquecimento global.

                       Cerca de 250 pessoas, algumas vestidas de preto, se reuniram após duas horas de trilha pela antiga geleira, localizada perto de Liechtenstein e da Áustria, a 2.700 metros de altitude.


"Viemos aqui para dizer 'adeus' ao Pizol,"
                       Declarou Matthias Huss, glaciologista da Escola Politécnica Federal de Zurique. O pároco de Mels, a comuna onde a geleira ficava, pediu a ajuda de Deus para superar o enorme desafio das mudanças climáticas.

                       A cerimônia ocorreu na véspera da reunião especial da ONU sobre o clima, que ocorre nesta Segunda-feira (190923) em Nova Iorque-EUA. 

                       Vários chefes de Estado comparecerão para reforçar seus compromissos em limitar o aquecimento do planeta a até 2º C em relação ao período pré-industrial.


                       Na Suíça, a Montanha Pizol "perdeu tanto de sua essência que, do ponto de vista científico, não é mais uma geleira", explicou à AFP Alessandra Degicomi, da Associação Suíça para a Proteção do Clima, uma das ONGs que organizou o velório.

                       Os participantes, entre eles crianças, depositaram flores na montanha. Não foi instalada nenhuma placa comemorativa, como fizeram os islandeses em 18 de Agosto, em memória do Okjökull, primeira geleira da ilha a perder seu status.

"Desde 1850, estimamos que há mais de 500 geleiras suíças que desapareceram completamente"
                       Das quais apenas 50 tinham nomes, explicou Huss à AFP dias antes da cerimônia.

"O Pizol, agora, não é a primeira. Mas podemos lhe considerar a primeira geleira suíça desaparecendo que foi muito bem estudada desde 1893"
                       Destacou.


                       O derretimento é incontestável: desde 2006 ela perdeu de 80% a 90% de seu volume. Só restam 26.000 m² de gelo, "menos que quatro campos de futebol", afirmou Huss.

                       De acordo com a Rede Suíça de Pesquisas Glaciológicas - Glamos, o Pizol pertencia à categoria "geleiras" mesmo sendo muito pequeno.

                       Localizado a uma altitude relativamente baixa (de 2.630 a 2.780 metros de altitude), ela dependia da neve acumulada no inverno.

                       Como o Pizol, outras 4.000 geleiras nos alpes correm o risco de ter 90% de seu volume derretido até o fim do século, caso nada seja feito para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, segundo um estudo da Escola Politécnica Federal de Zurique.


                       E, independentemente dos esforços para reduzir as emissões, os alpes suíços vão perder pelo menos metade de suas geleiras nos próximos anos, afirmam os especialistas.


                       Com Informações de: G1.

18 setembro 2019

BRASIL - Quarta-feira (18) Símbolos nacionais são homenageados - A bandeira brasileira pode ser usada em roupas?

Bandeira, brasão, selo e o Hino Nacional são homenageadas nesta Quarta-feira (18). Veja significados e teste seus conhecimentos.


                Presentes em documentos, prédios públicos e até em pontos turísticos, os símbolos nacionais representam a identidade do país. No entanto, muitos brasileiros não sabem quais são eles e seus reais significados.

               Nesta Quarta-feira (190918), data instituída em lei para homenagear os símbolos da República, o G1 ouviu um historiador especialista em História do Brasil e preparou um 'Quiz' para testar os conhecimentos do leitor (veja abaixo).

               Afinal, pode ou não estampar a bandeira brasileira em shorts e camisetas? E quantos hinos nacionais há em vigência no país?

QUIZ: Teste seus conhecimentos sobre símbolos nacionais.

1 - A bandeira brasileira hasteada a meio mastro significa luto?
SIM


               Quando é usada em funeral ou para representar luto no país, a bandeira fica hasteada a meio mastro. Quando conduzida em marcha, o luto fica indicado por meio de um laço de crepe atado junto à lança.

2 - É proibido usar roupas com estampa da bandeira do Brasil?
SIM.



               Segundo o artigo 31 da lei 5.700, de 1971, é proibido usar a Bandeira do Brasil como roupa, pano de boca, forro de mesa, cobertura de placas, ou revestimento de tribuna, painel, monumento e retrato. 
               A norma prevê pena de prisão ou multa para quem descumprir a regra. Não há restrição quanto ao uso das cores verde e amarelo.

3 - A bandeira brasileira pode ser jogada no lixo quando estiver danificada?
NÃO.



               A bandeira não pode ser descartada no lixo. O exemplar que estiver em mau estado de conservação ou com algum defeito deve ser entregue a qualquer unidade militar. As bandeiras danificadas são incineradas em cerimônia que ocorre em 19 de Novembro, Dia da Bandeira.

4 - As estrelas estampadas na bandeira representam a posição real das constelações no céu?
NÃO.



               As estrelas que estão na bandeira do Brasil correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 08:30 horas do dia 15 de Novembro de 1889, data da Proclamação da República. 
               Além disso, as estrelas estão invertidas em relação à sua posição original, porque é como se fossem vistas por um observador "situado fora da esfera celeste".

5 - Os ramos de folhas no brasão nacional simbolizam fumo e café?
SIM.



               Ao redor do brasão, fica uma coroa formada por um ramo de café frutificado e outro de fumo florido. Os símbolos representam os principais produtos de exportação do Brasil à época

6 - O Brasil tem apenas um hino nacional em vigência?
NÃO.


               Na verdade, o Brasil tem 5 hinos nacionais em vigor:

               Hino Nacional,
               Hino da Independência do Brasil,
               Hino da Proclamação da República,
               Hino à Bandeira Nacional e
               Canção do Expedicionário.

Bandeira Nacional


               Talvez o mais conhecido dos símbolos nacionais, a bandeira do Brasil foi instituída em 1889, logo após a Proclamação da República. Na época, o novo governo manteve a tradição das antigas cores do, então, Império Português, o verde e amarelo.

               Para o doutor em história Jaime de Almeida, da Universidade de Brasília - UnB, apesar da passagem do Brasil colônia para a República, o desenho da bandeira pouco se alterou ao longo dos anos.

"A principal mudança ocorre com a Proclamação da Independência, quando o escudo da monarquia foi retirado do centro da bandeira e foi introduzido o desenho geométrico, de Debret."

               De acordo com o pesquisador, o verde da bandeira, na verdade, faz referências à Dinastia de Bragança, e o amarelo à Dinastia Habsburgo, de Portugal e Áustria, respectivamente. 

"Isso se usa até hoje, com algumas pequenas alterações"
               Diz.

               A informação, no entanto, diverge do que é ensinado em escolas brasileiras: do verde, em referência às matas, e o amarelo, às riquezas do país.

"A bandeira da república do século XIX eliminou alguns traços da bandeira anterior, que remetiam ao passado português e conservou o que veio da Independência até hoje."

Hino


               Com a melodia composta em 1822, o Hino Nacional brasileiro já teve duas versões oficiais ao longo da história. A primeira foi executada em 1831, quando da abdicação de Dom Pedro I. A outra é do tempo de Dom Pedro II.

               Com a República, o novo governo decidiu eliminar as lembranças do Império e, então, um concurso foi criado para escolher o novo hino. Para agradar, a música foi mantida e uma outra letra eleita. 

               Ganhou a composição escrita por Osório Duque Estrada em 1909, que é a versão que cantamos até hoje.

               Um dos registros mais antigos do Hino Nacional foi escrito a mão pelo próprio autor. O documento está guardado nos arquivos da Academia Brasileira de Letras e é datado de 1922.

"O hino se cristalizou como forma de conciliação entre a tradição imperial e a inovação republicana"
               Explica Almeida.

"A nova letra, rebuscada, no estilo parnasiano, e a música que as tropas das Forças Armadas estavam acostumadas a seguir, representam isso."

Outros hinos

               Apesar de pouco conhecidos, existem também outros hinos nacionais, que representam símbolos importantes para o país:

               O mais antigo é o Hino da Independência, composto pelo próprio D. Pedro I
               O Hino da Bandeira, escrito pelo poeta Olavo Bilac, foi apresentado pela primeira vez em 1906.
               Há ainda a Canção do Expedicionário, o hino cantado pelos pracinhas que lutaram a 2ª Guerra Mundial na Europa.

Brasão da República


               Presente em prédios públicos, o Brasão da República é composto por um escudo azul-celeste apoiado sobre uma estrela de cinco pontas (veja imagem acima). O desenho está disposto na forma da constelação Cruzeiro do Sul, com uma espada em riste.

               Ao seu redor, uma coroa formada por um ramo de café e outro de fumo florido ganham destaque sobre o que o governo chama de "resplendor de ouro".

               O símbolo voltou a ganhar notoriedade em Abril deste ano, quando a Polícia Federal e o Ministério das Relações Exteriores passaram a adotar a representação no novo modelo de passaporte comum brasileiro.

Selo Nacional


               O Selo Nacional é baseado na esfera da bandeira nacional. 
               A marca é formada por um círculo com os dizeres "República Federativa do Brasil".

               Entre os símbolos, talvez o com o menor número de informações disponíveis em sites do governo, ele é usado para autenticar os atos de governo, diplomas e certificados expedidos por escolas oficiais.

               Com Informações de: G1.

01 agosto 2018

DINAMARCA - Proibidas de usar véu, muçulmanas preparam protesto

                  Após o Parlamento da Dinamarca aprovar, por 70 votos a 30, a lei que proíbe o véu islâmico integral em espaços públicos do país, mulheres muçulmanas preparam para nesta Quarta-feira (180801), em Copenhague, um protesto contra a determinação. 

                  A proibição do uso da burca (veste feminina que cobre todo o corpo, até o rosto, com uma rede na parte dos olhos, para que se possa enxergar) e do niqabe (véu que cobre a cabeça) entrou em vigor nesta Quarta-feira (180801).

                  O protesto é liderado pelo grupo Kvinder I Dialog (Mulheres em Diálogo). 


                  De forma pacífica, mulheres pretendem sair às ruas usando o traje completo muçulmano. No Twitter, elas pedem o fim do que chamam “banimento” e da legislação discriminatória. 

                  Também afirmam que estão sendo privadas da livre circulação e responsabilizadas por conflitos que não existem.

                  A iniciativa da Dinamarca segue exemplo de normas aprovadas na França, Bélgica, Bulgária, Letônia, Áustria e em regiões da Suíça, Itália e Alemanha. 

                  No caso da Dinamarca, qualquer violação da lei será punida com multas elevadas, que podem chegar a mil euros.

Reações


                  Diretora da Anistia Internacional para a Europa, Gauri van Gulik, criticou duramente a medida. 

“Todas as mulheres devem estar livres para se vestir como quiserem e usar roupas que expressem sua identidade ou crenças. Essa proibição terá um impacto particularmente negativo sobre as mulheres muçulmanas que escolherem usar o nicabe ou a burca.”

                  A iniciativa aprovada pelo Parlamento da Dinamarca sustenta que a lei pretende garantir que mulheres adultas ou jovens não sejam obrigadas a cobrir o rosto. 

                  Os defensores da proposta afirmam que a proibição assegura a integração dos imigrantes que pleiteiam asilo à sociedade dinamarquesa.

                  Os países e as regiões em que o traje muçulmano é proibido em locais públicos negam discriminação religiosa. 
                  Porém, as iniciativas passaram a ocorrer com mais intensidade depois de 2011, dez anos depois dos ataques às Torres Gêmeas, em Nova York (Estados Unidos).


                  Desde então, a população muçulmana alega que sua cultura e seus hábitos passaram a ser mais visados.

                  Para as muçulmanas, o uso do véu representa a humildade das mulheres perante o Criador, em uma demonstração de modéstia, segundo os estudiosos do Islã. 

                  De acordo com eles, uma mulher que usa o nicabe (o véu que separa o homem de Deus) se liberta do desejo vago e egoísta de mostrar sua beleza e competir com as outras mulheres.


                  Com Informações de: MinasHoje.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

JISOHDE FOTOGRAFIAS