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02 março 2020

TURQUIA - Aviões da Síria são abatidos em nova escalada do conflito; Rússia faz alerta a governo turco

Ataque seria resposta à derrubada de um drone turco na região. Rússia, aliada do regime sírio, disse que não vai mais garantir a segurança de aeronaves da Turquia que sobrevoarem o espaço aéreo da Síria.



               A Turquia confirmou neste Domingo (200301) que iniciou uma ofensiva militar contra o regime de Bashar Al-Assad na Síria. Dois aviões sírios foram abatidos nesta manhã na região de Idlib, e os pilotos de ambas as aeronaves conseguiram escapar com vida.

               Mais tarde, a Rússia, que é aliada do regime sírio, afirmou que não garantiria mais a segurança de aviões turcos que sobrevoarem o Espaço Aéreo da Síria.

               O início da ofensiva turca foi uma resposta à derrubada de um drone militar por forças pró-Assad na Síria. Além disso, o governo da Turquia diz que a ofensiva lançada pretende "acabar com os massacres do regime e impedir uma onda migratória".

               Isso porque o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, abriu as fronteiras com a Síria para que migrantes pudessem seguir caminho rumo à União Europeia por meio da fronteira com a Grécia e a Bulgária.

               A medida é uma tentativa da Turquia em obter apoio do Ocidente contra o regime sírio. No entanto, a concentração de migrantes na entrada do território grego causou confrontos e prisões.

               Com a entrada de migrantes, a União Europeia convocou uma reunião de emergência de ministros das Relações Exteriores, segundo o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell. Desde Dezembro, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas no Oriente Médio em meio ao acirramento do conflito na Síria.


Escalada de tensão no Oriente Médio

               A crise entre Turquia e Síria piorou após a morte de 33 soldados turcos em ataques aéreos atribuídos ao regime sírio, na Quinta-feira. O episódio marcou a maior perda sofrida pelo governo de Erdogan desde que o país começou a intervir no conflito da Síria, em 2016.

               Militares turcos responderam na Sexta-feira e no Sábado, em uma ofensiva que deixou até 90 soldados e combatentes aliados do regime da Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos - OSDH. Assim, o Exército sírio alertou neste Domingo que abateria qualquer aeronave "inimiga" na Região de Idlib.

               Idlib é o último reduto de rebeldes jihadistas que se opõem ao regime sírio. Por isso, com apoio da Rússia, tropas governistas da Síria conduzem desde Dezembro uma ofensiva para retomar a região e restaurar o controle sobre todo o território do país.


Tensão entre Rússia e Turquia

               O acirramento do conflito entre Turquia e Síria interrompeu o bom momento em que o governo turco vivia com a Rússia, inclusive com tentativas de cooperação militar que irritaram a Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN, aliança da qual os turcos fazem parte.

               No Sábado, Erdogan pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, que "saia do caminho" da Turquia na Síria. Além disso, o presidente turco garantiu que o regime sírio "pagará o preço" por seus ataques.

               Segundo a Agência France Presse, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, admitiu neste Domingo que pode haver ainda nesta semana uma reunião entre os presidentes da Turquia e da Rússia para tentar acalmar os ânimos.

"Sem dúvida será uma reunião complicada, mas ambos os chefes de Estado concordam com a necessidade de acertar a situação em Idlib",
               Disse Peskov.

               Com Informações de: G1.

01 agosto 2018

DINAMARCA - Proibidas de usar véu, muçulmanas preparam protesto

                  Após o Parlamento da Dinamarca aprovar, por 70 votos a 30, a lei que proíbe o véu islâmico integral em espaços públicos do país, mulheres muçulmanas preparam para nesta Quarta-feira (180801), em Copenhague, um protesto contra a determinação. 

                  A proibição do uso da burca (veste feminina que cobre todo o corpo, até o rosto, com uma rede na parte dos olhos, para que se possa enxergar) e do niqabe (véu que cobre a cabeça) entrou em vigor nesta Quarta-feira (180801).

                  O protesto é liderado pelo grupo Kvinder I Dialog (Mulheres em Diálogo). 


                  De forma pacífica, mulheres pretendem sair às ruas usando o traje completo muçulmano. No Twitter, elas pedem o fim do que chamam “banimento” e da legislação discriminatória. 

                  Também afirmam que estão sendo privadas da livre circulação e responsabilizadas por conflitos que não existem.

                  A iniciativa da Dinamarca segue exemplo de normas aprovadas na França, Bélgica, Bulgária, Letônia, Áustria e em regiões da Suíça, Itália e Alemanha. 

                  No caso da Dinamarca, qualquer violação da lei será punida com multas elevadas, que podem chegar a mil euros.

Reações


                  Diretora da Anistia Internacional para a Europa, Gauri van Gulik, criticou duramente a medida. 

“Todas as mulheres devem estar livres para se vestir como quiserem e usar roupas que expressem sua identidade ou crenças. Essa proibição terá um impacto particularmente negativo sobre as mulheres muçulmanas que escolherem usar o nicabe ou a burca.”

                  A iniciativa aprovada pelo Parlamento da Dinamarca sustenta que a lei pretende garantir que mulheres adultas ou jovens não sejam obrigadas a cobrir o rosto. 

                  Os defensores da proposta afirmam que a proibição assegura a integração dos imigrantes que pleiteiam asilo à sociedade dinamarquesa.

                  Os países e as regiões em que o traje muçulmano é proibido em locais públicos negam discriminação religiosa. 
                  Porém, as iniciativas passaram a ocorrer com mais intensidade depois de 2011, dez anos depois dos ataques às Torres Gêmeas, em Nova York (Estados Unidos).


                  Desde então, a população muçulmana alega que sua cultura e seus hábitos passaram a ser mais visados.

                  Para as muçulmanas, o uso do véu representa a humildade das mulheres perante o Criador, em uma demonstração de modéstia, segundo os estudiosos do Islã. 

                  De acordo com eles, uma mulher que usa o nicabe (o véu que separa o homem de Deus) se liberta do desejo vago e egoísta de mostrar sua beleza e competir com as outras mulheres.


                  Com Informações de: MinasHoje.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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