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03 maio 2020

BRASIL - Bolsonaro diz que pede a 'Deus que não tenhamos problemas nesta semana, porque chegamos no limite'

Presidente disse que 'não tem mais conversa', que Forças Armadas estão ao lado dele e que 'não vai mais admitir interferência', enquanto participava de ato com pautas antidemocráticas.


               O presidente Jair Bolsonaro voltou a participar, no fim da manhã deste Domingo (200503), de uma manifestação antidemocrática e inconstitucional em Brasília-DF, contra o Supremo Tribunal Federal - STF e o Congresso.

               Em discurso aos manifestantes, o presidente, num tom de desafio aos demais poderes, pediu a Deus para não ter problemas nessa semana porque, segundo afirmou, "chegou ao limite". 
               Bolsonaro não esclareceu o que isso significa.

               O protesto contra o STF e o Congresso ataca dois pilares do sistema democrático, o que torna fora da lei os pedidos de fechamento. Os atos também criticaram o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.

               Faixas pediam o fechamento do STF e "intervenção militar com Bolsonaro", o que é considerado apologia contra a democracia e, portanto, ilegal e inconstitucional.


               A manifestação começou com uma carreata na Esplanada dos Ministérios e terminou com aglomeração na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto. Bolsonaro foi ao local acompanhado da filha, não usou máscara e transmitiu ao vivo a participação dele, em rede social.

               Sem citar diretamente a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal, o presidente Jair Bolsonaro disse que "não vai mais admitir interferências".

"Nós queremos o melhor para o nosso país. Queremos a independência verdadeira dos três poderes e não apenas uma letra da Constituição, não queremos isso. Chega interferência. Não vamos admitir mais interferência. Acabou a paciência. Vamos levar esse Brasil para frente."


               A decisão do ministro Alexandre de Moraes se baseou em análise prévia de provas que indicaria que a nomeação de Ramagem representava um desvio de finalidade, com o objetivo de interferir em investigações da Polícia Federal.

               No discurso, Bolsonaro disse que as Forças Armadas estão com ele e que "chegou ao limite", que "não tem mais conversa", sem explicitar o que isso significa, e o que pretende fazer caso haja novas decisões judiciais sobre atos da presidência da República considerados ilegais.

"Vocês sabem que o povo está conosco, as Forças Armadas, ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade; também estão ao nosso lado, e Deus acima de tudo."

"Vamos tocar o barco. Peço a Deus que não tenhamos problemas nessa semana. Porque chegamos no limite, não tem mais conversa. Tá ok? Daqui para frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição. Ela será cumprida a qualquer preço. E ela tem dupla-mão. Não é de uma mão de um lado só não. Amanhã nomeamos novo diretor da PF."

               Ao longo da manifestação, Bolsonaro interagiu com os manifestantes. Em vários momentos ele desceu, deu as mãos e cumprimentou as pessoas.

               Mais tarde, também permitiu que uma criança, que estava com a máscara no queixo, fosse até a rampa, onde Bolsonaro a pegou no colo.

               Ao lado do presidente, estavam deputados federais. Entre eles, o filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O presidente voltou a criticar o isolamento e medidas restritivas adotadas por governos locais, uma orientação que é dada pelos órgãos internacionais de saúde.

               O Brasil chegou a 97.100 casos confirmados da infecção e 6.761 mortes, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde neste Sábado. 
               O número de mortes já ultrapassou os dados de China e Irã.

               Diante das mortes, Bolsonaro disse que são inevitáveis: 

"Sabemos hoje dos efeitos do vírus, mas infelizmente muitos serão infectados. Infelizmente, muitos perderam suas vidas também, mas é inevitável, é uma realidade que teremos que enfrentar".

Agressão a jornalistas


               Durante o ato, jornalistas de diversos veículos foram agredidos e hostilizados por participantes do protesto. Um motorista do "Estadão", que dava apoio à equipe de reportagem, foi atingido por uma rasteira.

               Ao todo, um fotógrafo, dois jornalistas e o motorista do jornal foram hostilizados e agredidos, verbal ou fisicamente. Segundo o veículo, eles deixaram o local para uma área segura, buscaram a ajuda da Polícia Militar e passam bem.

               Além do "Estadão", houve agressão e ofensa a equipes da "Folha de S.Paulo", do jornal O Globo e do site "Poder360".

               Em nota, a Federação Nacional dos Jornalistas condenou o episódio. 

"Repudiamos todas elas e pedimos o apoio da sociedade ao jornalismo e aos jornalistas"
               Diz o texto.

"Esses atos violentos são mais graves porque não há, de parte do presidente ou de autoridades do governo, qualquer condenação a eles. Pelo contrário, é o próprio presidente e seus ministros que incitam as agressões contra a imprensa e seus profissionais"
               Afirmou a Associação Brasileira de Imprensa em comunicado.

               Com Informações de: G1.

15 março 2020

SÍRIA - Guerra entra no 10° ano com Bashar al-Assad refém de seus aliados

A revolta popular contra o ditador Bashar al-Assad e por reformas democráticas começou no dia 110315 e se transformou numa das guerras mais atrozes da história.


                 A guerra na Síria entra neste Domingo (200315) no 10º ano, com o regime do presidente Bashar al-Assad consolidando seu controle sobre um país devastado pelo conflito, com uma economia dizimada e sob a intervenção de potências estrangeiras com interesses divergentes.

                 A revolta popular contra o ditador Bashar al-Assad e por reformas democráticas começou no dia 15 de março de 2011 e se transformou numa das guerras mais atrozes da história. Assad ainda está determinado a reconquistar todo o território sírio com seus aliados estrangeiros, principalmente a Rússia e o Irã.

                 De acordo com a nova avaliação do Observatório Sírio dos Direitos Humanos - OSDH, ONG que conta com uma ampla rede de fontes militares e médicas em toda a Síria, pelo menos 384.000 pessoas morreram desde o início dos combates.

                 Segundo relatório divulgado pelo Unicef, quase cinco milhões de crianças nasceram na Síria durante a guerra, e um milhão no exílio. As crianças pagam um preço altíssimo nesse conflito, constata o Fundo das Nações Unidas para a Infância. Cerca de 5.000 menores foram recrutados para lutar, incluindo crianças de 7 anos de idade.

                 Várias regiões sírias ainda escapam ao cerco das tropas do regime. No Leste, os curdos controlam vastos territórios, mesmo que seu projeto de autonomia tenha sido enfraquecido em grande parte pelo desengajamento parcial dos americanos e pelas ofensivas da Turquia.

                 No norte, a província de Idlib encontrou uma calma muito precária nos últimos dias. Mas qual seria o futuro para os milhões de civis sírios que se reuniram nesse enclave ainda mantido por grupos rebeldes e jihadistas?

Pior desastre humanitário desde a Segunda Guerra

                 Esse conflito é o "pior desastre causado pelo homem desde a Segunda Guerra Mundial", estimou a ONU em 2017. Os bombardeios e a destruição causaram o êxodo de mais de 11 milhões de pessoas entre os 25 milhões de sírios. Deslocadas ou refugiadas, milhares de famílias ainda tentam chegar à Europa.

                 A organização OSDH denuncia incansavelmente os abusos aos direitos humanos perpetrados pelo regime, acusado de realizar ataques químicos de massa, apesar de proibidos pelo direito internacional, além de tortura e prisões arbitrárias.

Um regime enfraquecido

                 O presidente sírio insiste que seu objetivo é reconquistar todo o território. Mas isso só pode ser considerado com o apoio militar de Moscou e Teerã. Assad deve a sobrevivência de seu regime em particular a esses dois aliados, mas à custa de grande dependência.

                 Nove anos após o início do conflito, o ditador de Damasco fala frequentemente em vitória, mas em um país que está sob tutela estrangeira. Ainda muito isolada internacionalmente, a Síria sofre uma grave crise econômica.

Um país mortificado

                 Como relata o correspondente da RFI em Beirute, Paul Khalifeh, na véspera do envolvimento da Rússia na guerra - em Setembro de 2015, o exército sírio controlava apenas 10% do território. Um espaço fragmentado, composto pela capital Damasco e as principais cidades do país, enquanto a maioria das áreas rurais estava nas mãos de rebeldes e jihadistas.

                 Cinco anos depois, com o apoio dos russos, iranianos e do Hezbollah libanês, as tropas do governo recuperaram o controle da fronteira com a Jordânia, o Líbano e uma parcela da divisa com o Iraque.

                 O regime reconquistou 70% do território, restabeleceu as principais rotas de comunicação entre as regiões, sendo a mais recente a rodovia M5, que atravessa a Síria de norte a sul, passando por Damasco e Aleppo.

                 Ao longo dos anos, o exército sírio e seus aliados eliminaram as brigadas armadas da oposição e o grupo Estado Islâmico, que controlava metade do país. Em sua última ofensiva, assumiu o controle de grande parte da província de Idlib, a última fortaleza rebelde e jihadista.

                 A Turquia continua sendo o último grande ator regional ainda influente no noroeste. O nordeste do país, controlado pelas milícias curdas, ainda escapa do poder central.

                 Com Informações de: G1.

09 março 2020

UNIVERSAL - Últimas notícias de coronavírus de 09 de Março

Alemanha já tem mais de mil casos, um quarto da população da Itália está em quarentena e Brasil tem 25 casos confirmados. 
Veja destaques desta Segunda-feira (09).


                 A China anunciou nesta Segunda-feira (200309) que registrou o menor número diário de infecções pelo novo Coronavírus desde o início de Janeiro, o Brasil tem 25 casos confirmados de Covid-19 e um quarto da população da Itália está em quarentena por causa da doença.


                 Veja destaques de coronavírus desta Segunda-feira:

Casos e mortes


                 A China tem tem 80.904 infecções diagnosticadas, com 3.123 mortes.

                 Nas últimas 24 horas, a Alemanha registrou 150 novos casos de contágio por Covid-19, o que eleva a 1.112 o número de pessoas afetadas pela epidemia, anunciou nesta Segunda-feira (200309) o Instituto Robert Koch, que supervisiona o combate às epidemias no país. 

                 O principal foco da doença está na região da Renânia do Norte-Vestfália, na fronteira com Holanda e Bélgica.

                 Na Itália, país mais atingido no continente europeu, foram registrados 7.375 casos da doença e 366 mortes. Quase metade dos casos está na Lombardia, região mais atingida. Um quarto da população está em quarentena por causa do Covid-19.

                 Na Coreia do Sul, o número de casos chegou a 7.478 nesta Segunda-feira (200309), mas o ritmo de novas infecções diminuiu, segundo a agência de notícias Yonhap. 

                 No Domingo, foram registrados 248 novos casos, o menor número diário desde 26 de Fevereiro. O país registrou 51 mortes pela doença, segundo o Centro de Controle Coreano.

                 No Irã, foram registradas 237 mortes e 7.161 casos da doença até esta Segunda-feira (200309), informou o Ministério da Saúde.

Quarentena e fechamentos


                 A quarentena na Itália, decretada no Sábado (200307) como tentativa de conter o vírus, deve durar até 3 de Abril. Cerca de 16.000.000 de pessoas no norte do país estão em isolamento; museus, escolas e pontos turísticos, como a Pompeia e o Coliseu, foram fechados. 

                 Funerais e eventos culturais foram cancelados, e a ordem do governo requer que as pessoas mantenham distância de pelo menos um metro umas das outras em eventos esportivos, bares, igrejas e supermercados. 

                 As aulas já haviam sido suspensas em todas as escolas e universidades do território italiano.

                 Na Espanha, o governo fechou escolas na cidade de Labastida, no País Basco, depois de mais de 150 casos serem identificados na região. O Ministério da Saúde espanhol registrou 999 casos de Covid-19 até esta Segunda-feira (200309), a maior parte deles ao redor de Madri e Vitória, no norte do país.

                 Nos Estados Unidos, mais um condado de Nova York fechou escolas depois que um professor testou positivo para o vírus. A Universidade de Columbia e a Faculdade Barnard, ambas na cidade de Nova York, cancelaram aulas nesta Segunda-feira (200309) e Terça-feira (200310), e terão aulas remotas pelo resto da semana depois que uma pessoa foi posta em quarentena por causa do novo Coronavírus.

                 Ainda nos EUA, um navio de cruzeiro que havia sido mantido longe da costa da Califórnia-EUA depois que 21 pessoas a bordo testaram positivo para o novo vírus deve atracar nesta Segunda-feira (200309) em Oakland, perto de San Francisco.

                 Em Xangai, na China, o complexo da Disney reabriu parcialmente nesta Segunda-feira, mais de um mês depois de fechar por causa da epidemia. 

                 O parque de diversões segue fechado, mas um número limitado de lojas, restaurantes e um hotel retomaram as atividades.

                 A Fifa e a Confederação Asiática de Futebol adiaram as partidas de qualificação para a Copa da Ásia, marcadas para Março e Junho, por causa do novo coronavírus.

                 Várias embaixadas na Coreia do Norte fecharam com a saída de diplomatas, depois de semanas de restrições impostas pelo governo por causa do novo Coronavírus. 
                 O país não registrou, oficialmente, nenhum caso da doença.


Retorno às aulas na China

                 Na contramão de Europa e Estados Unidos, as primeiras escolas reabriram na China nesta Segunda-feira (200309), segundo o jornal americano "The New York Times". 

                 Em Qinghai, uma região montanhosa remota no oeste do país, as aulas serão retomadas até a semana que vem para escolas de ensino fundamental, mas as de ensino infantil e jardim de infância ficarão fechadas por enquanto.

                 Em Fevereiro, o governo chinês havia anunciado que as escolas só poderiam reabrir quando a epidemia estivesse sob controle, e a saúde e segurança dos alunos pudesse ser garantida.

                 Qinghai é uma das regiões chinesas menos atingidas pelo Covid-19: não houve mortes e foram registrados 18 casos.

                 Outra região, Guizhou, no sudoeste do país, algumas escolas deverão retomar as aulas no dia 200316.


                 Com Informações de: G1.

04 março 2020

BRASIL - São mais de 488 casos suspeitos de novo coronavírus

Balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta Terça-feira (03) aponta que, desde o início do monitoramento, 240 casos foram descartados e dois, confirmados.


               Balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta Terça-feira (200203) aponta que o Brasil tem 488 casos suspeitos de novo Coronavírus. 
               Desde o início do monitoramento, 240 casos foram descartados e dois, confirmados.

               O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, lembrou que os Estados Unidos estão na lista de países com transmissão local, mas ainda não tinham sido incluídos na lista de alerta para viajantes brasileiros.

               A partir desta Terça-feira, de acordo com João Gabbardo dos Reis, ele será incluído em uma atualização que levará o Brasil a monitorar os viajantes que chegam de 26 países. Quem voltar de um deles, incluindo os EUA, e relatar sintomas deve ter seu quadro investigado para avaliar um possível caso suspeitos.

“Vai aumentar muito o número de casos suspeitos, com certeza. Estamos preparados para isso. O número de pessoas que viajam para os EUA é muito maior do que os países que estavam relacionados até hoje"
               Afirmou João Gabbardo dos Reis.


Sintomas leves x busca por médico

               Apesar disso, o secretário-executivo ressaltou que a busca por atendimento médico não deve ocorrer em todos os casos em que houver sintomas leves ou somente para investigar uma possível contaminação no exterior.

"Mesmo quem tenha vindo desses países, mas tem sintomas leves ou está assintomático, não deve buscar o posto de saúde. Se nós fizermos isso, vamos encher nossas unidades de saúde com casos leves e assintomáticos. Nós gradativamente temos que desmobilizar esse movimento."
               João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do Ministério da Saúde.

"Nesses casos, é muito melhor que ligue para o 136 e peça uma orientação. O critério é o mesmo de anteriormente. As pessoas quando ficavam gripadas iam todas ao posto de saúde? Não. Nós não precisamos impor que as pessoas com sintomas leves vão a uma unidade de saúde"
               Afirmou João Gabbardo dos Reis.

               De acordo com os representantes do ministério, com a inclusão dos EUA há expectativa de que as notificações dos casos suspeitos aumentem. Por isso, apontam a necessidade de reforçar que, no atual momento, devem buscar atendimento os pacientes que viajaram para países com transmissão local e que apresentem ao menos dois sintomas (febre e tosse ou febre e dificuldade para respirar).


100 casos

               Segundo o secretário-executivo João Gabbardo dos Reis, quando o Brasil atingir 100 casos confirmados de coronavírus não serão investigados todos os suspeitos, apenas situações graves.

"Não vamos coletar amostras de todos os casos, mas continuaremos coletando amostras que são necessárias por algum interesse epidemiológico: pacientes graves, pacientes que tiverem internação, paciente que tem síndrome respiratória aguda"
               Disse o secretário João Gabbardo dos Reis.

"Mais importante do que essa confirmação são os dados e as mudanças dos hábitos para fazerem a prevenção, para fazer a redução da transmissão e, principalmente, o cuidado com a assistência dessas pessoas”
               Disse João Gabbardo dos Reis.

Destaques desta Terça-feira:

               O novo Coronavírus já causou a morte de 2.900 pessoas na China e outras 120 em outras partes do mundo, de acordo com dados oficiais do governo chinês. Fora da China, o vírus segue se espalhando no Irã, Itália e Estados Unidos.


               A França anunciou a quarta morte ligada à infecção e que vai confiscar estoque e produção de máscaras de proteção.
As bolsas da China fecharam em alta devido à queda no número de novos casos no país.

               A Argentina e o Chile confirmaram os primeiros casos.
80.302 casos confirmados e 2.946 mortes na China (incluindo 2 em Hong Kong e 1 em Taiwan)

               O diretor do departamento de oftalmologia do Hospital de Wuhan morreu de coronavírus aos 57 anos

               Pequim impôs quarentena a quem chegar de Itália, Irã, Japão e Coreia do Sul, depois que chineses que voltaram da Itália foram diagnosticados com coronavírus.

               Mais de 10.000 casos confirmados em outros países e mais de 120 mortes fora da China.

               Coreia do Sul: 5.186 casos confirmados e 31 mortes, segundo a agência coreana Yonhap.

               Irã: 2.336 casos e 77 mortes, incluindo o embaixador no Vaticano, de acordo com a Associated Press.

               Itália: 2.036 casos confirmados e 52 mortes até Segunda-feira (200302), segundo a Reuters. 
               O teste do Papa Francisco deu negativo para a doença.

               Estados Unidos: 102 casos confirmados e 6 mortes.
Uma escola de Nova Iorque suspendeu as aulas por precaução após a suspeita de um caso de coronavírus

               A França anunciou a quarta morte ligada ao coronavírus no país. 
               Mais de 100 escolas foram fechadas devido à doença

               A Argentina confirmou o primeiro caso, segundo o Ministro da Saúde, o paciente infectado tem aproximadamente 40 anos e chegou em Buenos Aires, no último Domingo (200301), após viagem a Itália.

               Com Informações de: G1 Bem Estar.

21 fevereiro 2020

LÍBANO - Confirmado o primeiro caso de Covid-19 no país

Paciente seria uma mulher de 45 anos que chegou ao país em um avião vindo do Irã.


                   O Líbano confirmou, nesta Sexta-feira (200221), o primeiro caso de Covid-19 no país. 

                   A paciente seria uma mulher de 45 anos que chegou ao país em um avião vindo do Irã, onde quatro pessoas já morreram por causa da doença e 18 casos foram detectados.

                   Com Informações de: G1.

20 fevereiro 2020

SÍRIA - Bombardeios incessantes provocam êxodo em massa no norte

Regime de Assad tenta recuperar terreno no último grande reduto de rebeldes, fazendo centenas de milhares de pessoas fugirem, num movimento de proporções inéditas no país em guerra.


                Dois meses após a retomada de sua ofensiva para recuperar o controle da Região de Idlib, o regime sírio de Bashar al-Assad bombardeia de forma incessante o último grande reduto de jihadistas e rebeldes em seu país, o que causou o êxodo de quase um milhão de pessoas.

                A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a chilena Michelle Bachelet, disse nesta Terça-feira (200217) estar "horrorizada" com a violência no Noroeste da Síria e exigiu "corredores humanitários" para facilitar a passagem de civis em segurança.

                Com os combates e ataques conduzidos pelo regime de Assad e seu aliado russo, cerca de 900.000 pessoas fugiram da Região de Idlib e arredores desde 1º de Dezembro, a grande maioria mulheres e crianças, informou a ONU na Segunda-feira, reiterando seu apelo por um cessar-fogo.

                Esse êxodo é inédito desde o início da devastadora guerra na Síria em 2011, que já deixou mais de 380.000 mortos e milhões de deslocados.


                Os civis em fuga "estão traumatizados e são forçados a dormir ao ar livre com temperaturas congelantes, já que os campos (de refugiados) estão lotados", disse o vice-secretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Mark Lowcock, em comunicado.

"As mães queimam plástico para aquecer seus filhos. 
Bebês e crianças pequenas morrem de frio"
                Lamentou.

                As famílias mais sortudas encontram um lugar nos acampamentos informais para deslocados, onde dezenas de milhares de pessoas tentam sobreviver em condições insalubres. As outras passam a noite em seu veículo ou montam uma barraca improvisada no meio dos acampamentos.

                Quase diariamente na província de Idlib e arredores, as estradas são invadidas por caminhões e carros carregados com os pertences daqueles que fogem para a fronteira com a Turquia, disseram correspondentes da AFP.


Escolas e hospitais bombardeados

"A violência no Noroeste da Síria é cega"
                Disse Lowcock. 

"Instalações de saúde, escolas, áreas residenciais, mesquitas e mercados estão sob ataque"
                Acrescentou.

                Mas o regime não parece disposto a interromper sua ofensiva, apesar dos pedidos de cessar-fogo, depois que suas forças, ajudadas pela Rússia, Irã e Hezbollah libanês, recuperaram o controle de 70% do território sírio

                Assad alertou na Segunda-feira que continuará a ofensiva. 

"A batalha pela libertação das províncias de Aleppo e Idlib continua"
                Disse ele.


                Os jihadistas do grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS, antiga facção síria da Al-Qaeda) dominam mais da metade de Idlib, bem como áreas nas províncias de Aleppo, Hama e Lataquia, onde outras facções jihadistas também operam, além de grupos rebeldes.

                Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos - OSDH, mais de 380 civis morreram desde meados de Dezembro na ofensiva.

                As forças do governo estão atualmente concentrando suas operações no Oeste de Aleppo, informou o OSDH, relatando ataques aéreos russos nesta Terça-feira no Oeste dessa província e em setores de Idlib.

                As forças do regime tentam avançar "na direção da montanha Sheikh Barakat", que domina vastas regiões no Oeste de Aleppo e Norte de Idlib, perto da fronteira com a Turquia, segundo o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.


                Rahman ressalta que, se o regime tomar Sheikh Barakat, 

"os campos de deslocados que abrigam dezenas de milhares de pessoas poderão ficar ao alcance de sua artilharia".

                No Domingo, as forças do governo, com o apoio da força aérea russa, reconquistaram localidades próximas à cidade de Aleppo, repelindo os ataques de jihadistas e rebeldes, que dispararam foguetes.

                Com Informações de: G1.

23 janeiro 2020

IRÃ - Parlamentar iraniano oferece US$3.000.000,00 para quem matar Trump

Deputado do Irã fez a oferta em nome do 'povo de Kerman", a cidade natal de Qassem Soleimani; haverá eleições legislativa no país em um mês.


                Um deputado do Irã ofereceu US$3.000.000,00 (cerca de R$12.600.000,00) para quem matar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para vingar a morte do importante militar iraniano em um ataque americano no Iraque, informou a Agência ISNA nesta Terça-feira (200121).

                Ahmad Hamzeh, um membro pouco conhecido do parlamento, fez a oferta em nome de Kerman, cidade natal de Qassem Soleimani, que morreu em 3 de Janeiro em um ataque com um drone americano na capital iraquiana e foi enterrado em nesta localidade.

"Daremos US$ 3 milhões a quem matar Trump"
                Disse Hamzeh, que representa o condado de Kahnuj, perto de Kerman, informou a Agência ISNA.

                O que ele não explicou é quem pagará a recompensa, anunciada um mês antes das eleições legislativas.

                As autoridades iranianas prometeram vingança pela morte de Soleimani, uma das figuras públicas mais populares do Irã e cuja morte exacerbou o sentimento antiamericano no país.

                Com Informações de: G1.

22 janeiro 2020

IRÃ - Aquisição de armamento russo em 2020 Veja lista do que a Rússia já concordou em vender

País demonstrou interesse e transações podem ocorrer até o final do ano se ONU levantar sanções.


                 No final de 2020, a Organização das Nações Unidas poderá levantar as sanções que proíbem a importação de armamentos e dificultam a modernização da defesa do Irã.

                 Se a organização internacional decidir não prorrogar as medidas restritivas, a Rússia poderá ser o principal fornecedor de tecnologias militares que substituirão o desatualizado equipamento iraniano, adquirido ainda na era soviética.

                 O Russia Beyond compilou uma lista de armamentos que a Rússia já concordou em vender ao Irã com a possível mudança de cenário.

                 Su-30SM
                 Uma das principais características da última modificação do caça russo da geração 4++ Su-30SM é sua alta manobrabilidade, que permite realizar acrobacias mais complicadas para escapar dos mísseis de um potencial inimigo.

                 O avião tem estrutura aerodinâmica integrada de alto desempenho e modernos motores a jato AL-31FP. O caça também tem radar com matriz de antena faseada, motores com empuxo vetorado e empenagem horizontal frontal. Ele pode utilizar armamentos avançados de alta precisão das classes “ar-ar” e “ar-superfície” e eliminar alvos a até 100 quilômetros de distância. 

                 O Su-30SM pode voar a até 3.000 quilômetros de distância sem reabastecimento ou aterrissagem.

                 K-300P Bastion-P
                 O sistema de defesa antiaérea móvel Bastion-P serve para defender linhas costeiras de modernos grupos de combate de porta-aviões, navios de guerra e navios de desembarque. Cada bateria de K-300P Bastion é composta por um veículo de comando, um veículo de apoio e quatro sistemas de lançamento, armados com mísseis supersônicos P-800 Oniks, que levam ogivas de 250 quilos cheias de fragmentos altamente explosivos.

                 Esses mísseis podem eliminar alvos a até 300 quilômetros de distâncias da costa. Com esses sistemas, o Irã teria poder de fogo suficiente para defender todo o Golfo Pérsico e monitorar cada navio da região. Cada sistema de lançamento Bastion pode permanecer em alerta ativo durante períodos de 3 a 5 dias, ou até 30 dias quando acompanhado por um veículo de apoio de combate.

                 S-400 - O S-400 Triumph é um sistema de nova geração de mísseis antiaéreos de médio e longo alcance que pode atingir aviões a até 400 quilômetros de distância. A 60 quilômetros de distância, ele pode alcançar alvos balísticos táticos voando a até 4,800 quilômetros por segundo.

                 O sistema foi criado para defender estruturas militares e governamentais de todas as ameaças aéreas modernas, entre eles caças e bombardeiros com tecnologias furtivas, mísseis de cruzeiro voando a velocidades supersônicas ou mísseis balísticos. 
                 Os S-400 podem operar em todas as condições meteorológicas, inclusive sob chuvas e tempestades de areia.

                 Com Informações de: G1.

21 janeiro 2020

IRAQUE - Protestos deixam mortos em dia de violência em Bagdá

Manifestantes haviam fechado estradas com pneus em chamas e tentaram impedir a passagem da polícia com máscaras de gás e barricadas de metal.



               Confrontos entre manifestantes e forças de segurança nesta Segunda-feira (200120) deixaram ao menos seis mortos e dezenas de feridos em mais um dia de protestos no Iraque. Segundo a Agência Reuters, as mortes incluem quatro civis e dois policiais.

               Três dos manifestantes não resistiram aos ferimentos em um hospital de Bagdá depois que a polícia deu tiros neles na Praça Tayaran, na capital disseram fontes médicas. Dois desses manifestantes foram atingidos por balas, enquanto um terceiro foi atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo.

               Um quarto manifestante foi morto a tiros pela polícia na cidade sagrada xiita de Kerbala, acrescentaram as fontes médicas ouvidas pela Reuters.


               Os manifestantes jogaram bombas de gasolina e pedras na polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral, disseram testemunhas da Reuters.

               Jovens manifestantes em Bagdá começaram no Domingo a bloquear estradas e pontes com pneus em chamas. Na manhã desta Segunda-feira, jovens com capacetes de máscaras de gás ergueram barricadas de metal para tentar repelir a polícia.

               Centenas de manifestantes, alguns acenando a bandeira do Iraque, se reuniram na Praça Tayaran, perto da Praça Tahrir, o coração dos protestos em Bagdá. Confrontos com as forças de segurança, que usavam cartuchos de gás lacrimogêneo e munição real para dispersá-los, eclodiram.


Crise no Iraque se acirra

               Manifestantes exigem desde o começo de Outubro uma renovação do sistema político e conseguiram a renúncia do primeiro-ministro Adel Abdul Mahdi, um dos principais alvos dos protestos. Recentemente, porém, o movimento ficou eclipsado nas últimas semanas pelas fortes tensões entre Irã e Estados Unidos, os dois principais provedores de Bagdá.

               Para evitar que as mobilizações perdessem força, os manifestantes enviaram um ultimato ao governo na semana passada para responder às suas demandas, entre elas, um pedido de eleições antecipadas.

               Além da antecipação das eleições, os manifestantes pedem uma reforma da lei eleitoral, a nomeação de um primeiro ministro independente e o fim da corrupção, que engoliu o equivalente a duas vezes o PIB do Iraque em 16 anos.

               Eles também pedem o fim do sistema político de distribuição de cargos baseada em etnias e confissões.

"A procrastinação demonstrada pelo governo e pela classe política por mais de três meses nos leva a tomar medidas adicionais"
               Disse à AFP Mohammad Faeq, manifestante de 28 anos.


               Desde Outubro, cerca de 460 pessoas perderam a vida em atos violentos ligados à repressão de manifestações e 25.000 ficaram feridas, segundo uma contagem da AFP compilada a partir de fontes médicas e de segurança.

               Com Informações de: G1.

17 janeiro 2020

IRAQUE - Ataque de mísseis do Irã deixou 11 soldados dos EUA feridos em base

Informação inicial era de que nenhum americano tinha se machucado, porém agora vem à tona que 11 deles tiveram sintomas de concussão.


               Os Estados Unidos prestaram tratamento a 11 soldados por sintomas de concussão (sintomas de choque ou pancada) após o ataque iraniano com mísseis a uma base iraquiana que abriga forças dos EUA, disseram os militares norte-americanos na Quinta-feira, depois de inicialmente afirmarem que nenhum membro ficara ferido.

               O ataque à base foi uma retaliação por um ataque de drones dos EUA em Bagdá em 3 de Janeiro que matou Qassem Soleimani, comandante da Força Quds, da Guarda Revolucionária do Irã.

               O presidente Donald Trump e os militares dos EUA disseram que não houve vítimas após o ataque à base aérea de Ain al-Asad, no Oeste do Iraque, e a uma instalação na região curda do Norte.

"Embora nenhum militar dos EUA tenha sido morto no ataque iraniano de 8 de Janeiro à base aérea de Al Asad, vários foram tratados por sintomas de concussão devido à explosão e ainda estão sendo avaliados"
               Disse o capitão Bill Urban, porta-voz do Comando Central dos EUA, em comunicado.

               Como medida de cautela, alguns militares foram levados para as instalações dos EUA na Alemanha ou no Kuwait para "triagem subsequente", acrescentou.

"Quando considerados adequados para o serviço, espera-se que os membros retornem ao Iraque"
               Cerca de 1.500 norte-americanos estavam posicionados na base no Deserto de Anbar, no Iraque.


               Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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