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15 março 2020

SÍRIA - Guerra entra no 10° ano com Bashar al-Assad refém de seus aliados

A revolta popular contra o ditador Bashar al-Assad e por reformas democráticas começou no dia 110315 e se transformou numa das guerras mais atrozes da história.


                 A guerra na Síria entra neste Domingo (200315) no 10º ano, com o regime do presidente Bashar al-Assad consolidando seu controle sobre um país devastado pelo conflito, com uma economia dizimada e sob a intervenção de potências estrangeiras com interesses divergentes.

                 A revolta popular contra o ditador Bashar al-Assad e por reformas democráticas começou no dia 15 de março de 2011 e se transformou numa das guerras mais atrozes da história. Assad ainda está determinado a reconquistar todo o território sírio com seus aliados estrangeiros, principalmente a Rússia e o Irã.

                 De acordo com a nova avaliação do Observatório Sírio dos Direitos Humanos - OSDH, ONG que conta com uma ampla rede de fontes militares e médicas em toda a Síria, pelo menos 384.000 pessoas morreram desde o início dos combates.

                 Segundo relatório divulgado pelo Unicef, quase cinco milhões de crianças nasceram na Síria durante a guerra, e um milhão no exílio. As crianças pagam um preço altíssimo nesse conflito, constata o Fundo das Nações Unidas para a Infância. Cerca de 5.000 menores foram recrutados para lutar, incluindo crianças de 7 anos de idade.

                 Várias regiões sírias ainda escapam ao cerco das tropas do regime. No Leste, os curdos controlam vastos territórios, mesmo que seu projeto de autonomia tenha sido enfraquecido em grande parte pelo desengajamento parcial dos americanos e pelas ofensivas da Turquia.

                 No norte, a província de Idlib encontrou uma calma muito precária nos últimos dias. Mas qual seria o futuro para os milhões de civis sírios que se reuniram nesse enclave ainda mantido por grupos rebeldes e jihadistas?

Pior desastre humanitário desde a Segunda Guerra

                 Esse conflito é o "pior desastre causado pelo homem desde a Segunda Guerra Mundial", estimou a ONU em 2017. Os bombardeios e a destruição causaram o êxodo de mais de 11 milhões de pessoas entre os 25 milhões de sírios. Deslocadas ou refugiadas, milhares de famílias ainda tentam chegar à Europa.

                 A organização OSDH denuncia incansavelmente os abusos aos direitos humanos perpetrados pelo regime, acusado de realizar ataques químicos de massa, apesar de proibidos pelo direito internacional, além de tortura e prisões arbitrárias.

Um regime enfraquecido

                 O presidente sírio insiste que seu objetivo é reconquistar todo o território. Mas isso só pode ser considerado com o apoio militar de Moscou e Teerã. Assad deve a sobrevivência de seu regime em particular a esses dois aliados, mas à custa de grande dependência.

                 Nove anos após o início do conflito, o ditador de Damasco fala frequentemente em vitória, mas em um país que está sob tutela estrangeira. Ainda muito isolada internacionalmente, a Síria sofre uma grave crise econômica.

Um país mortificado

                 Como relata o correspondente da RFI em Beirute, Paul Khalifeh, na véspera do envolvimento da Rússia na guerra - em Setembro de 2015, o exército sírio controlava apenas 10% do território. Um espaço fragmentado, composto pela capital Damasco e as principais cidades do país, enquanto a maioria das áreas rurais estava nas mãos de rebeldes e jihadistas.

                 Cinco anos depois, com o apoio dos russos, iranianos e do Hezbollah libanês, as tropas do governo recuperaram o controle da fronteira com a Jordânia, o Líbano e uma parcela da divisa com o Iraque.

                 O regime reconquistou 70% do território, restabeleceu as principais rotas de comunicação entre as regiões, sendo a mais recente a rodovia M5, que atravessa a Síria de norte a sul, passando por Damasco e Aleppo.

                 Ao longo dos anos, o exército sírio e seus aliados eliminaram as brigadas armadas da oposição e o grupo Estado Islâmico, que controlava metade do país. Em sua última ofensiva, assumiu o controle de grande parte da província de Idlib, a última fortaleza rebelde e jihadista.

                 A Turquia continua sendo o último grande ator regional ainda influente no noroeste. O nordeste do país, controlado pelas milícias curdas, ainda escapa do poder central.

                 Com Informações de: G1.

27 janeiro 2020

CHINA - Mortes por coronavírus passam de 50

Segundo informações do governo chinês, 56 pessoas morreram - incluindo a primeira em Xangai - e 1.975 pessoas tiveram diagnósticos da doença confirmados no país.


                  O número de mortes causadas pelo coronavírus na China chegou a 56 neste Sábado (200125), segundo o governo local, incluindo a primeira vítima fatal em Xangai. De acordo com a Agência Reuters, 1.975 pessoas já tiveram diagnósticos da doença confirmados no país e 49 estão curadas.

                  Também neste Sábado o Canadá registrou seu primeiro caso, segundo autoridades locais. Um homem está em isolamento em um Hospital de Toronto, infectado após ter viajado para Wuhan, na China, de onde retornou em 22 de Janeiro. Após apresentar febre e sintomas de deficiência respiratória, ele foi submetido a testes e teve o diagnóstico confirmado neste Sábado (200125).

                  Segundo um comunicado do Sunnybrook Health Sciences Centre, a análise foi confirmada também pelo Laboratório de Saúde Pública de Ontario. Ainda de acordo com o hospital, o paciente está estável e uma equipe foi designada para o seu tratamento.

                  Ainda no Sábado, os governos da Malásia e da Austrália registraram cinco casos de Coronavírus. Quatro pacientes foram diagnosticados com a doença respiratória no país do Sudeste asiático, enquanto o caso australiano se tornou o primeiro na Oceania.

                  Com a confirmação do caso canadense, passam a ser 12 os países em 4 continentes afetados pela infecção que surgiu na China e já matou 56 pessoas desde o início do ano.

                  Na Sexta-feira (200124), os Estados Unidos confirmaram o 2º caso da doença no país, e a França registrou 3, os primeiros na Europa. Também há casos no Nepal, na Tailândia, Vietnã, Arábia Saudita, Coreia do Sul e Japão.


56 mortes na China

                  Na China, onde o surto começou e o único país a registrar mortes, o número de vítimas fatais subiu para 56 no Sábado.

                  A província de Hubei tinha 13 cidades com restrições de circulação até Sexta-feira, o que afeta cerca de 40.000.000 de pessoas.

                  Na manhã de Domingo (200126, horário local), foi anunciado que a cidade de Tianjin também irá interromper a circulação de todos os ônibus intermunicipais para tentar conter a disseminação do vírus.

                  As restrições incluem fechamento de estações de trens, rodoviárias, transportes urbanos e de circulação de carros por algumas estradas. As autoridades ainda não informaram quando essas medidas serão retiradas.


Novos hospitais

                  A China está em uma corrida científica e estrutural para conter o avanço de novos casos de Coronavírus. Além de desenvolver pesquisas para identificar detalhes da cepa do vírus e de impor restrições de circulação e fechamento de pontos turísticos, o país está construindo dois hospitais para tratar exclusivamente dos infectados.

                  Os empreendimentos seguem o modelo de Pequim para tratamento de doenças respiratórias agudas, conhecidas como SARS. O primeiro hospital terá 1.000 leitos, uma área de 25.000 m² e deverá ser inaugurado em 03 de Fevereiro. 
                  O segundo, anunciado neste Sábado, deve ter 1.300 leitos e será entregue em 15 dias.

Países retiram cidadãos

                  Os Estados Unidos estão organizando um voo charter neste Domingo (200126) para trazer seus cidadãos e diplomatas de volta da cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto de um novo Coronavírus, informou o Jornal norte-americano "Wall Street Journal" neste Sábado (200125).

                  O avião, com cerca de 230 pessoas, levará diplomatas do consulado dos EUA, bem como cidadãos norte-americanos e suas famílias, informou o Journal, citando uma pessoa familiarizada com a operação.

                  Além disso, a Peugeot informou que vai repatriar funcionários franceses alocados em Wuhan. Segundo um porta-voz da empresa, 38 pessoas serão evacuadas da região com a colaboração de autoridades chinesas e do consulado geral da França na região.

                  A empresa disse em um comunicado que as famílias retiradas passarão por um período de quarentena em Changsha antes de voltar para o país.

                  O rei Abdullah II, da Jordânia, destinou uma aeronave para evacuar cidadãos de seu país na China. Segundo a rede de notícias CNN, a ação já foi autorizada pelas autoridades chinesas.

China suspende viagens turísticas

                  A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país a partir desta Segunda-feira (200127) para tentar conter o surto de Coronavírus. Neste Sábado a Associação de Turismo da China anunciou que as viagens em grupo ao exterior estarão suspensas.

                  Segundo a associação, viagens domésticas já estavam sob restrição desde Sexta-feira (200124).

Parques temáticos fechados

                  Os populares parques de diversões de Hong Kong Disneyland e Ocean Park serão fechados a partir deste Domingo (200126) para evitar a propagação do vírus. 

                  Em Xangai, o governo também anunciou que o parque da Disney ficará fechado. A China está em feriado do Ano Novo Lunar, período em que os parques costumam ficar cheios de turistas.


                  Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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