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11 agosto 2021

UNAÍ-MG - Dois casos da variante delta são confirmados pela Secretaria de Saúde

De acordo com a SES, trata-se de duas mulheres, de 24 e 40 anos. As amostras delas foram coletadas em 15 de junho e 18 de julho deste ano. A forma como elas contraíram a variante ainda está sendo investigada.


                 A Secretaria de Estado de Saúde - SES-MG confirmou a identificação dos primeiros casos da variante delta em Unaí-MG. Até esta Quarta-feira (11), a CEPA, considerada mais transmissível, já foi identificada em 11 pessoas em Minas Gerais.

                De acordo com a SES, trata-se de duas mulheres, de 24 e 40 anos. As amostras delas foram coletadas em 15 de junho e 18 de julho deste ano. A forma como elas contraíram a variante ainda está sendo investigada. 

                A Prefeitura Municipal de Unaí informou que ainda aguarda a chegada dos exames que confirmaram a identificação da cepa.

                O monitoramento das variantes é feito pela SES, por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde e a Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, em parceria com a Fundação Ezequiel Dias - FUNED. 
                As amostras são analisadas de forma aleatória.

“O Observatório de Vigilância Genômica de Minas Gerais - OViGen-MG tem realizado o monitoramento semanal das variantes circulantes no estado, através da amostragem aleatória realizada em nove unidades regionais de saúde, escolhidas estrategicamente devido à localização geográfica no território mineiro, totalizando 180 amostras analisadas por semana”
                Informou a SES.

                A Secretaria de Estado de Saúde ainda destacou que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais - CIEVS-MG está investigando o histórico dos pacientes e de seus contatos. Por enquanto, não é possível afirmar que há transmissão comunitária no em MG.

                Além de monitorar os casos confirmados e os contatos, a SES afirmou que atua junto com as demais autoridades de saúde para tentar minimizar os riscos de disseminação da delta.


“A SES-MG também está coordenando o alinhamento com a rede de laboratórios para fortalecer a vigilância genômica em Minas Gerais, além do contato direto com o CIEVS Nacional/Ministério da Saúde para direcionamento das ações em decorrência de casos confirmados.”

                Diante do aparecimento de casos da variante delta, a SES-MG reforçou a importância de se reforçar as medidas de prevenção e da vacinação contra a Covid-19.

“A Secretaria tem também adotado estratégias para acelerar a imunização, principal medida de prevenção. É imprescindível que a população, que integre os grupos prioritários do Programa Nacional de Imunizações - PNI, não deixe de procurar uma unidade de saúde para a vacinação contra a Covid-19, sem esquecer do reforço da segunda dose, já que só com o esquema completo é possível reduzir a transmissão da doença e evitar a forma grave da doença.”

O que é a variante delta?

                A delta, também chamada de B.1.617, foi identificada pela primeira vez na Índia em Outubro de 2020. A variante está por trás de uma nova onda de infecções em Israel, Reino Unido, Estados Unidos e países asiáticos, como China e Indonésia.

                Essa cepa apresenta uma modificação na proteína que fica na superfície do vírus, responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção.

                Apesar dos estudos apontarem que a delta é mais transmissível, ainda não é possível afirmar que sua letalidade é maior ou que provoque casos mais graves.

O que diz a Prefeitura de Unaí

Leia nota na íntegra

“Em referência à indagação de possível ocorrência de dois casos de variante Delta de Covid-19 em Unaí-MG, informamos que:

A coordenação de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Unaí, aguarda que a Fundação Ezequiel Dias - FUNED-MG, envie o resultado de respectivos exames.

Os resultados desses exames, são os documentos oficiais que vão permitir a conclusão da investigação feita pela Coordenação de Epidemiologia.

Após a conclusão da investigação haverá condições de manifestação da Coordenação de Epidemiologia.”

                Com Informações de: G1-GM.

29 outubro 2020

UNIVERSAL - O raro evento cósmico, Lua Azul, poderá ser visto neste 31 de Outubro e não se repetirá até 2023

Trata-se de fenômeno incomum que ocorre a cada 2,5 anos, aproximadamente, devido à duração dos ciclos lunares.


                Ela não é realmente azul. É uma lua cheia, como qualquer outra, da cor que a maioria das luas cheias são vistas: cinza claro, branco leitoso ou prateado.

                O que torna estranho esse fenômeno, que o folclore batizou de "Lua Azul", é que ela é a segunda lua cheia em um único mês, quando o normal é termos apenas uma.

                O ciclo lunar, período em que ocorrem todas as fases da Lua, se repete a cada 29,5 dias ou mais.


                Para que a "Lua Azul" ocorra são necessárias duas coincidências: a primeira lua cheia precisa ocorrer no primeiro ou segundo dia do mês, e este mês precisa ter 31 dias. Assim, é provável que apareça uma segunda lua cheia.
                Esse fenômeno é conhecido como "Lua Azul".

                O mês de fevereiro, que tem 28 dias, por exemplo, nunca verá uma "Lua Azul".

Quando é a 'Lua Azul' de 2020?

                A Lua Azul é um fenômeno incomum que ocorre apenas a cada 2,5 anos.
                A última vez que isso aconteceu foi em 31 de março de 2018.

                Neste ano, ela aparecerá no céu na noite de 31 de outubro a 1 de Novembro, quando muitos países celebram o Halloween. 
                No México, o dia marca o começo do festival do Dia dos Mortos.

                Já houve uma lua cheia no dia 1º de Outubro e, no final do mês, poderemos ver a segunda.


Por que Lua Azul?

                Como a NASA explica em seu site, o termo Lua Azul surgiu na década de 1940.

                Na época, o Maine Farmer's Almanac (uma publicação anual que desde 1818 traz previsões sobre eventos ligados a clima nos EUA e Canadá) oferecia uma definição da Lua Azul tão complicada que muitos astrônomos tinham dificuldade em entendê-la.

                Para explicar as luas azuis em linguagem simples, a Revista Sky & Telescope publicou um artigo em 1946 intitulado 'Uma vez em uma lua azul'. O autor, James Hugh Pruett (1886-1955), citou o almanaque do Maine de 1937 e disse: "A segunda (Lua Cheia) em um mês, como eu interpreto, é chamada de Lua Azul."

                E assim nasceu a moderna Lua Azul. Ela inspirou livros, filmes e músicas como Blue Moon, composta em 1934 por Richard Rogers e Lorenz Hart, gravada por inúmeros artistas como Elvis Presley, Frank Sinatra, Dean Martin, Billie Holliday e Billy Eckstine.


Luas e vulcões

                Embora a Lua Azul não pareça ser azul, existem luas dessa cor.

                Mas elas só podem parecer azuis após uma erupção vulcânica.

                Em 1883, após o terremoto do vulcão Krakatoa, na Indonésia, as pessoas diziam que em quase todas as noites era possível ver luas azuis.

                Com a força da erupção, semelhante a uma bomba nuclear de 100 megatons, nuvens de cinzas subiram ao topo da atmosfera terrestre e suas partículas fizeram a lua parecer azul.

                Também houve relatos de luas azuis no México em 1983, após a erupção do vulcão El Chichón, e no Estado de Washington-EUA em 1980, após a erupção do Monte Santa Helena.

                Com Informações de: G1.

26 junho 2020

CHINA - Guerra não declarada contra a Índia

A Índia enfrenta seu maior desafio militar em quase seis décadas depois que 20 soldados indianos foram mortos pelas tropas chinesas em um confronto na fronteira.


               Soldados foram espancados até a morte com "paus, punhos, pedras e paus de madeira" durante um confronto na região do Himalaia, no leste de Ladakh, disseram fontes indianas. Nos termos de um acordo bilateral de 1996 entre a Índia e a China, os soldados são proibidos de disparar armas na área onde ocorreu o confronto.

               Tropas chinesas realizaram "ações premeditadas e planejadas que foram diretamente responsáveis ​​pela violência e pelas baixas resultantes"
               Disse o ministro das Relações Exteriores da Índia Subrahmanyam Jaishankar em 17 de Junho.

"Até onde eu sei, o lado chinês também sofreu baixas"
               Twittou o editor-chefe do jornal chinês Global Times, porta-voz do Partido Comunista.

"As interceptações indianas revelam que o lado chinês sofreu 43 baixas, incluindo mortes e feridos graves no confronto violento"
               Informou o jornal Hindustan Times de Nova Délhi, com base em Nova Déli.
               Até o momento, Pequim não confirmou esses números.

               O conflito entre as duas potências armadas nucleares foi reacendido no mês passado depois que 12.000 tropas chinesas cruzaram o território indiano. 

               Em Maio, o Exército de Libertação do Povo Chinês invadiu o estratégico Vale de Galwan, localizado próximo ao extremo norte da Índia, e ocupou mais de 37 quilômetros quadrados de território, de acordo com relatos da mídia indiana. 

"A captura do vale do rio Galwan confere ao Exército de Libertação Popular um domínio estratégico sobre as posições em frente à rodovia Darbuk-Shyok-Daulat Beg Oldi - DSDBO na Índia, que liga Leh ao passo Karakoram"
               Informou o jornal. 
               Site de notícias da Índia Print.

               Na guerra de 1962 entre a Índia e a China, as tropas chinesas ocuparam quase 24.000 quilômetros quadrados de território indiano. A China continua se recusando a reconhecer grande parte de sua fronteira de 3.200 milhas com a Índia e vem exigindo 35.000 milhas quadradas adicionais de território na região nordeste da Índia.

               Diante da invasão de alturas estratégicas e da morte brutal de seus soldados, a Índia está sob pressão para responder à agressão chinesa. O primeiro-ministro Narendra Modi prometeu em 17 de Junho "proteger firmemente cada centímetro da terra e da auto-estima do país" da incursão chinesa. 

"Quero garantir à nação que o sacrifício feito por nossos soldados não será em vão"
               Disse Modi. 

"A integridade e soberania da Índia é fundamental para nós, e ninguém pode nos impedir de defendê-la. Ninguém deve ter um pouco de dúvida sobre isso."

               A agressão chinesa ocorre quando a Índia está no meio da pandemia de Coronavírus. O país registrou cerca de 12.000 mortes e 366.946 casos do vírus, que apareceram pela primeira vez em Wuhan, na China, no final do ano passado.

               Alguns comentaristas ocidentais argumentaram que o assédio da China é uma tentativa de punir a Índia por aprofundar os laços estratégicos com os Estados Unidos. 

"Tropas chinesas foram empurradas para a fronteira com a Índia no mês passado em meio a confrontos na fronteira, enquanto Pequim tenta dar um tapa no primeiro-ministro indiano Narendra Modi por seu relacionamento cada vez mais próximo com os Estados Unidos"
               Escreveu o Daily Telegraph of Britain. 12 de Junho.

               Outros comentaristas atribuem o aumento da predação da China - em Hong Kong, Filipinas, Japão, Indonésia, Coréia do Sul e Austrália - à esperança de que o mundo esteja muito distraído com a pandemia de coronavírus e com a devastação econômica que desencadeou. se preocupar em enfrentar a China e muito menos pará-lo.

               Em 2019, a Índia aumentou sua participação nas consultas EUA-Austrália-Índia-Japão ("The Quadrilateral"). Essa aliança indo-pacífica oferece um contrapeso à crescente expansão naval e militar da China na região.

               No início deste mês, a Índia e a Austrália assinaram uma série de acordos de defesa que impulsionam a cooperação naval entre os dois países. Um acordo de logística militar, assinado como parte de uma "Parceria Estratégica Global Abrangente", dá à Marinha da Índia "acesso estratégico profundamente na região Indo-Pacífico", informou o jornal The Times of India. O acordo assinado em 4 de junho dá "acesso recíproco às respectivas bases militares de cada nação", acrescentou o japonês nikkei.

               A Índia e a Austrália estão ameaçadas pelo aumento militar da China. "Estamos comprometidos com um Indo-Pacífico aberto, inclusivo e próspero, e o papel da Índia nessa região, nossa região, será crucial nos próximos anos", disse o primeiro-ministro australiano Scott Morrison no apoio à parceria estratégica bilateral. "Compartilhamos um oceano e também compartilhamos responsabilidades em relação a esse oceano", acrescentou.

               As ilhas artificiais da China no Mar da China Meridional, equipadas com bases militares, portos e aeroportos navais, representam uma ameaça estratégica para os países vizinhos. Em 2018, a China pousou bombardeiros capazes de ataque nuclear nessas ilhas artificiais, enviando uma mensagem alarmante aos Estados Unidos e às potências regionais.

               A mais recente aventura militar de Pequim representa uma séria ameaça à paz mundial. Tanto a China quanto a Índia possuem arsenais nucleares significativos. Com uma população combinada de mais de 2.700.000.000 de pessoas, as potências asiáticas abrigam um terço da humanidade.

               Enquanto os Estados Unidos diminuíram seu arsenal nuclear, a China está aumentando seu arsenal, de acordo com um relatório divulgado pelo Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo em 15 de Junho.
                De acordo com o relatório:

“A China está no meio de uma modernização significativa de seu arsenal nuclear. Está desenvolvendo pela primeira vez a chamada tríade nuclear, composta por novos mísseis terrestres e marítimos e aeronaves com capacidade nuclear.”

               Índia e Paquistão, principal aliado regional da China, também aumentaram "o tamanho e a diversidade de suas forças nucleares", segundo o relatório.

               Apesar da superioridade militar e da influência econômica da China, um conflito armado com a Índia não seria uma caminhada. Além da guerra de 1962 entre a Índia e a China, a Índia não perdeu um único conflito militar.

               Embora a Índia possa resistir à agressão militar chinesa, o mundo livre, se quiser permanecer livre, precisa seriamente defender a maior democracia do mundo. 

               Se for permitido à China ter sucesso em sua agressão, apenas encorajará os comunistas de Pequim a redesenhar as fronteiras, ditar as condições para outros países da região e seguir seu plano de dominar o mundo.

               Com Informações de: APP
NOTÍCIAS DE ISRAEL.

15 junho 2019

UNIVERSAL - Conhecendo a Lichia (Litchi chinenses) e suas propriedades nutricionais, medicinais e toxicológicas

Lichia (Litchi chinensis)


APRESENTAÇÃO


                 Lichia (Litchi chinensis) é uma árvore da espécie do Gênero Botânico Litchi, pertencente à família Sapindaceae.


CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

REINO: Plantae,
DIVISÃO: Magnoliophyta,
CLASSE: Magnoliopsida,
ORDEM: Sapindales,
FAMÍLIA: Sapindaceae,
GÊNERO: Litchi,
ESPÉCIE: chinensis,
NOME CIENTÍFICO: Litchi chinensis.

NO BRASIL


                 A introdução desta espécie no Brasil deu-se por volta de 1810 no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O Jornal Entreposto afirma que a introdução em escala comercial, entretanto, se deu no final da década de 1970, sendo Ikuto Maeda o produtor pioneiro no país, no município de Bastos-SP, em São Paulo. 

                 Atualmente, a produção da fruta concentra em São Paulo, com uma parcela diminuta nos estados de Minas Gerais, Bahia e Paraná. Porém, nos últimos anos, uma doença causada por um ácaro praga chamado Aceria litchii está reduzindo a produção da fruta, tendo sido constatada pela primeira vez no Brasil em 2008, atacando severamente lichieiras adultas no município de Limeira, em São Paulo. 

                 O Ácaro-da-erinose-da-lichia tem se espalhado rapidamente no Estado de São Paulo e comprometido a produção em pomares de Lichia sem manejo adequado.

                 Não há, por enquanto, defensivo químico registrado para a cultura da Lichia e, de acordo com o Instituto Biológico de São Paulo, o uso indiscriminado e repetido de agroquímicos poderá resultar em resistência da praga, tornando ainda mais difícil o seu manejo.




COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL

100 gramas de polpa de Lichia possui:
                Valor Energético: 73,21 kcal.
                Carboidratos: 14,92 gramas.
                Proteínas: 1,20 gramas.
                Gorduras: 0,97 gramas.
                Fibras: 0,48 gramas.
                Fósforo: 25,09 mg
                Potássio: 160,29 mg
                Cálcio: 4,17 mg
                Magnésio: 12,04 mg
                Sódio: 3,98 mg
                Ferro: 0,23 mg
                Manganês: 0,05 mg
                Zinco: 0,18 mg
                Cobre: 0,24 mg
                Vitamina C: 39,95 mg
                Tiamina: 0,50 mg
                Riboflavina: 0,60 mg
                Niacina: 0,6 mg

CONSUMO e seus benefícios

                Pode ser consumida in natura (fresca) ou em forma de doces, geleias, iogurtes e sorvetes. A Lichia é, ainda, utilizada na fabricação de cosméticos, pois o fruto possui propriedades antioxidantes.

                Essa fruta pode ser consumida crua, em suco ou chá com a casca, mas também existe Lichia enlatada e até mesmo balas de Lichia. 
                Além disso, pode ser encontrada em sabonetes, perfumes e cremes, por exemplo.

                O melhor momento para consumir esta fruta é após as refeições, devendo ser evitada seu consumo logo pela manhã, após algumas horas de jejum porque como ela impede a a formação de glicose, que é fundamental para o funcionamento cerebral, seu consumo exclusivo pode ser grave causando até mesmo convulsões e a morte por Hipoglicemia e encefalopatia. 

                Os sintomas relatados são ligados à encefalopatia, como confusão mental, fraqueza e convulsões, além de hipoglicemia.
 
                De acordo com um estudo publicado na revista científica The Lancet, Lichias possuem dois elementos, hipoglicina A e MCPG, que podem causar a queda na glicemia do paciente.
                Mas não se preocupe, isso só ocorre quando é comido o fruto com o estomago vazio, e em abundância, como 80 ou mais frutos de uma só vez.



DESCRIÇÃO

                A árvore é de tamanho médio, atingindo 15 a 20 metros de altura, com folhas alternadas, cada folha com 15 a 25 centímetros de comprimento, com 2 a 8 folíolos laterais de 5 a 10 centímetros de comprimento; o terminal folheto está ausente. As novas folhas jovens são de um vermelho brilhante de cobre, em princípio, antes de se tornarem verdes e alcançar a sua plena dimensão. 
                As flores são pequenas, verde-branco-amareladas ou brancas.

                Os frutos, externamente semelhantes a morangos, formam cachos. Possuem casca rugosa, de cor avermelhada e fácil de ser destacada. 

                A polpa é gelatinosa, translúcida sucosa, lembrando ao sabor de Pitomba (Talisia esculenta), e não é aderente ao caroço. 
                Se presta para consumo ao natural, para a fabricação de sucos, compotas e ainda para a passa. 

                Contém alto índice de Vitamina C, além de possuir as do Complexo B, Sódio, Cálcio e Potássio.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

                 É natural das regiões quentes da Ásia, sendo encontrada principalmente na República Popular da China, Índia, Madagáscar, Nepal, Bangladesh, Paquistão, Sul e Centro de Taiwan, a Norte do Vietname, Indonésia, Tailândia, Filipinas, África do Sul e México. 
                 A espécie, algumas vezes, é colocada no Gênero Nephelium.

ETIMOLOGIA

                "Lechia", "lichia" e "lichi" provêm do chinês lìzhī.


OUTROS NOMES

                É uma árvore frutífera conhecida popularmente como: Lecheira, Lichieira, Lichia ou Uruvaia. 
                Os termos também se aplicam ao fruto da árvore.

PROPRIEDADES MEDICINAIS


                 Possui bastante água e poucas calorias, sendo apenas 65 calorias a cada 100 gramas da fruta, o que a torna uma fruta ideal para ser consumida por quem controla a alimentação e não quer engordar. 

                 Além disso, a fruta ainda possui vitaminas do Complexo B e C, que é poderoso antioxidante, assim, previne várias doenças e envelhecimento precoce. 

                 Inclusive cânceres e problemas cardíacos! 
                 A pele também é beneficiada por essa propriedade da Lichia, por isso, ela vem sendo usada em diversos cosméticos.

                 Possui também Cálcio, Fósforo, Ferro, Potássio e Sódio, elementos essenciais para o organismo.

                 Este é o micronutriente predominante no fruto, e sua ingestão é de extrema importância já que ele é um dos eletrólitos que colaboram no equilíbrio osmótico e no equilíbrio ácido-base do organismo, também faz parte da bomba de Sódio e Potássio, imprescindível para as trocas de substâncias através das nossas membranas celulares.

                 As quantidades de Cálcio, Fósforo e Magnésio são também bastante significativas, sendo o Cálcio e o Magnésio, essenciais à formação e manutenção da estrutura óssea, o Cálcio importantíssimo na contração muscular, o Fósforo indispensável à formação de DNA, RNA (constituintes do código genético) e ATP (principal forma de energia das células), e o Magnésio, colaborador das reações de mais de 300 enzimas, entre outras importantes funções metabólicas.

                  Segundo a milenar cultura oriental chinesa, a Lichia possui inúmeros benefícios à saúde que ainda não foram comprovados cientificamente, mas seu uso já vem sendo utilizado há muito tempo para curar até algumas enfermidades, como:

                  DIARREIA e ERUPÇÕES DE PELE causadas pela varíola, podem ser combatidas pelo chá das cascas de Lichia.

                  PROBLEMAS INTESTINAIS podem ser resolvidos com as sementes transformadas em pó, devido a seu poder adstringente;

                  Esse pó também é tido como Analgésico e usado para diversas dores, especialmente contra dores por lesões em nervos e também orquites (inflamação nos testículos);

                  A Lichia consumida fresca, alivia a tosse.

                  Com essa fruta também podem ser preparadas compotas, suflês e sucos.

                  A Lichia ajuda na remoção das manchas.
                  Ajuda no crescimento do cabelo e as unhas.
                  Combate a gripe.
                  Melhora o  sistema imunológico (Por conter vitamina C).
                  É energético.
                  Ajuda no controle do colesterol.
                  Mantem o coração saudável.
                  Contém efeitos anticancerígenos.
                  Melhora a digestão.
                  Previne catarata.
                  Previne sinais de envelhecimento.
                  Cura as queimaduras solares, insolação.

                  Os benefícios da Lichia são principalmente ajudar no correto funcionamento das células de todo o corpo, contrariando o efeito danoso do estresse ou da má alimentação, por exemplo, porque é rica em antioxidantes, como as antocianinas, flavonoides e taninos. 

                  Outros benefícios da Lichia para a saúde podem ser:

                  Prevenir o desenvolvimento de doenças cardiovasculares;
                  Evitar o desenvolvimento de câncer;
                  Proteger o fígado de diversas doenças;
                  Manter a pele firme e perfeita;
                  Melhorar o metabolismo do organismo.

                  Além disso, a Lichia tem poucas calorias, podendo ser consumida em dietas de emagrecimento e é boa para controlar a diabetes porque contém hipoglicina, uma substância que diminui a produção de glicose, ajudando no controle do açúcar no sangue.

SUBESPÉCIES

                 Possui três subespécies:
                Litchi chinensis chinensis, a mais conhecida, cultivada em todo o Sudeste, Leste e Sul da Ásia, Sul da África, Havaí, Estados Unidos e com crescente produção no Brasil.

                Litchi chinensis javanensis, cultivada apenas na Indochina e em Java.

                Litchi chinensis phillippenis, que produz frutos não comestíveis.

                 A espécie, algumas vezes, é colocada no Gênero Nephelium.

TOXIDADES


                 O fruto comestível de Lichia contém aminoácidos incomuns que interrompem a gliconeogênese e a β-oxidação de ácidos graxos. 

                 Isto é bem estabelecido em relação tanto ao fruto de Lichia como, mais particularmente, ao fruto de seu primo, a planta de Ackee (Blighia sapida), membro das Sapindaceae originário da África Ocidental e transplantado no século XVIII para o Caribe.

                 Deve ser consumida com moderação, se a pessoa tiver problemas renais, já que, em 100 gramas, ou seja entre 8 e 15 Lichias, dependendo do tamanho, ela possui 170 mg de Potássio, o que pode ocasionar problemas cardíacos quando se acumula no sangue.

VALOR MEDICINAL

                ADSTRINGENTE,
                ANALGÉSICO,
                ANTIOXIDANTE,
                CABELOS,
                CÂNCER,
                CARDÍACO,
                CATARATA,
                COLESTEROL,
                DIABETES,
                DIARREIA,
                DIGESTÃO,
                DOENÇAS CARDIOVASCULARES,
                EMAGRECEDOR,
                ENERGÉTICO.
                ENVELHECIMENTO PRECOCE,
                ERUPÇÕES DA PELE,
                FÍGADO,
                INTESTINO,
                METABOLISMO,
                NERVOS,
                ORQUITE,
                PELE,
                PRESSÃO,
                TOSSE,
UNAIENSES
Por: Jisohde - 190615.

06 outubro 2018

INDONÉSIA - Mortos por terremoto e tsunami passam de 1.600 pessoas

Operações de resgate continuam em cidades devastadas na ilha de Sulawesi. Novo balanço oficial fala em 1649 mortos. Cidade de Palu tem estimativa de mil desaparecidos.

               As equipes de resgate continuavam, neste Sábado (181006), as buscas na ilha Indonésia de Celebes, onde temem a propagação de doenças pelos muitos corpos sob os escombros oito dias após o terremoto seguido de tsunami que matou pelo menos 1.649 pessoas, de acordo com um novo balanço oficial.

               As esperanças de encontrar sobreviventes diminuem, mas as autoridades ainda não suspenderam oficialmente as buscas. Estima-se que haja mais de mil pessoas desaparecidas em Palu, uma cidade de 350.000 habitantes na costa oeste da ilha.

               As equipes de resgate temem que sob os escombros de Petobo e Balaora, dois bairros de Palu completamente destruídos, existam numerosos corpos em decomposição.

"A maioria dos corpos que foram encontrados não estão completos, e isso é um problema para os socorristas. Devemos prestar muita atenção para evitar qualquer contaminação"
               Explicou Yusuf Latif, um porta-voz da agência nacional de busca e resgate.


               O ministro da Segurança, o general Wiranto, declarou que as áreas mais afetadas deverão se tornar cemitérios coletivos.

"Devemos tomar uma decisão sobre quando parar as buscas por pessoas mortas. 
E então, teremos que decidir quando as áreas serão declaradas cemitérios coletivos"
               Disse ele a repórteres na noite de Sexta-feira.


               No vasto complexo residencial governamental de Balaora, onde os prédios desabaram, soldados protegidos por máscaras escalavam os escombros que formam uma montanha de lama, tijolos e cimento.

"Não há sobreviventes aqui, 
só encontramos corpos"
               Declarou o sargento Syafaruddin, perto das ruínas de uma escola islâmica.

               Outros socorristas analisavam as imagens das câmeras de segurança do hotel Roa-Roa, reduzido a nada, para tentar adivinhar onde seus clientes poderiam estar enterrados.

               Milhares de sobreviventes continuam a deixar Palu, onde os hospitais estão sobrecarregados e carecem de tudo, para ir às cidades vizinhas. A ONG Medical Project HOPE explicou que apenas dois de seus 82 funcionários em Palu puderam se apresentar desde o terremoto.

"Ainda não sabemos o destino dos médicos, enfermeiros e técnicos que costumam trabalhar na clínica".

               Quatro bebês nasceram em um hospital flutuante administrado pela Marinha da Indonésia e atracado em Palu, informou a mídia local.


O calvário de Palu

               A polícia, que inicialmente havia permitido o saque de lojas para os sobreviventes, deixou de tolerar tal ação e começou a prender os saqueadores.

               Centenas de pessoas se apressaram neste Sábado quando um caminhão chegou com botijões de gás de cozinha. Um supermercado que havia aberto suas portas recusou a entrada de clientes e entregou-lhes as mercadorias na entrada, sob o olhar de soldados armados.

               Um comboio de 500 caminhões carregados de alimentos e produtos básicos se dirigia para Palu, anunciou o ministro indonésio da Agricultura, Amran Sulaiman, na cidade em ruínas.

"O calvário de Palu afeta a todos nós e é por isso que todos tentam ajudar"
               Disse ele.


               A ONU declarou na Sexta-feira (181005) que está buscando US$50.500.000,00 para lançar um plano de "atividades de resgate imediato" desenvolvido com as autoridades indonésias.

               O objetivo, segundo a ONU, é ajudar 191.000 pessoas nos próximos três meses. A dupla catástrofe causou danos a 65.000 casas, das quais 10.000 foram completamente destruídas pelo tsunami e 15.000 danificadas pelo terremoto.

               Após longos dias de espera, a ajuda internacional começava a chegar à zona do desastre. Seu transporte era difícil porque o pequeno aeroporto de Palu é capaz de receber um número limitado de voos.

               A Oxfam enviou unidades de tratamento de água e equipes de resgate suíças fornecem água potável e abrigos de emergência, de acordo com comunicados publicados neste Sábado (181006).

Confira as fotos:

 


 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


               Com Informações de: G1.

JISOHDE FOTOGRAFIAS

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